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ARTIGOS



VINHOS ESPANHÓIS

A partir dos anos 90, os espanhóis vêm promovendo uma revolução em sua vinicultura e novos rótulos excepcionais estão surgindo para brilhar sob a liderança do "Vega Sicília", um vinho mítico dentro e fora da Espanha, uma unanimidade quando se trata de eleger o melhor vinho ibérico, vinho de alto nível de qualidade e incrível charme.

As bodegas (as vinícolas espanholas) passaram a conferir mais atenção à qualidade intrínseca da uva, à vinificação (macerações mais longas, de duas a três semanas) e à utilização de barris (os barris de madeira americana são trocados por barris de carvalho europeu, e o estágio em barris foi encurtado para preservar o caráter frutado do vinho, mais adequado ao gosto internacional). As uvas se originam, em sua maioria, de plantação própria, e, para a sua melhor qualidade, as bodegas imprimiram mais controle sobre os vinhedos e estenderam a colheita até o tempo de elas atingirem alto nível e maturação.

O rótulo dos vinhos espanhóis apresenta as seguintes expressões: "Sin Crianza" (vinho sem envelhecimento na adega); "Crianza" (vinho com um ano de envelhecimento em carvalho e mais um na garrafa, prontos para consumo ao serem lançados no mercado e já oferece o toque de carvalho); "Reserva" (vinho com no mínimo um ano em carvalho e mais dois na garrafa); "Gran Reserva" (vinho com no mínimo dois anos em carvalho e mais três na garrafa).

Em 2001, os vinhos espanhóis corresponderam a apenas 2% do total importado pelo Brasil, aí incluídos os cavas, os espumantes (Freixenet e Codorníu, as marcas mais conhecidas), os quais perderam espaço para os "proseccos", originários de Veneto, Itália, a maioria de baixa qualidade, de acordo com Jorge Lucki.

O "Pingus", produzido pela Bodega Monastério, se destaca por ter o recorde de preço de um vinho espanhol: custa US$ 600,00 a safra 99, quatro vezes o preço do "Vega Sicília" - 87.

Terceiro país maior produtor de vinhos do mundo, atrás da Itália e da França, a Espanha tem 45 regiões oficialmente demarcadas. Rioja, Ribeira Del Duero, Catalunha e Jerez são as principais regiões.

Rioja

A região produz vinhos jovens e frutados com corte de várias uvas: Tempranillo, Garnacha Tinta e Mazuelo, para os tintos, e Viura, Garnacha Branca e Malvasia, para os brancos. Algumas bodegas de destaque: Marquês de Riscal, Marquês de Murieta, La Rioja Alta, López de Heredia e Cune.

Ribeira Del Duero

Localizada às margens do rio Duero (o mesmo rio Douro em Portugal), demarcada em 1982, a região produz vinhos de alta qualidade: tintos de cor escura, de maravilhoso sabor frutado, de rica estrutura e de grande capacidade de envelhecimento.

O "Vega Sicília", produzido desde 1864 pela Bodega Vega Sicília, é elaborado com o emprego de cinco uvas: Tinta Fina (variedade local da Tempranillo), Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Albillo (variedade branca).

O "Paquera" é outro importante nome da região e Robert Parker, crítico de vinho, ao provar a safra 1992, o chamou de "O Petrus da Espanha".

Catalunha

Próxima da França, a região reúne toda a modernidade no campo da produção de vinhos e divide-se em pequenas denominações de origem, sendo o Penedès a mais importante.

O nome mais destacado na região é o da Bodega Torres.

Jerez

Região produtora de um vinho especial, de reputação internacional. Sua viticultura é praticamente monovarietal (95% dos vinhedos são de Palomino, variedade introduzida em 1.263).

O Jerez é um vinho "blendado" (de colheita de vários anos), com diferenças marcantes entre os seus vários tipos (Fino, Manzanilla, Amontilado, Oloroso, Pale Cream e Cream Sherry). Cada tipo de Jerez serve para uma ocasião (diferentes eventos e tipos de refeições).

Castas

As principais castas espanholas são: a uva "tempranillo", a principal, produtora de vinhos de cor intensa, tanino moderado e de baixa a moderada acidez; os vinhos tintos da região Rioja e da região Ribera del Duero são feitos dessa uva; a uva "garnacha" (na França e nos EUA, "grenache"), com bom teor alcoólico e bastante gosto de fruta apimentada e rica, torna-se suporte ideal para muitos tintos mistos; a uva "graciano".

Espumantes

Os espumantes elaborados em Champagne, França, desenvolvem, na própria garrafa, uma segunda fermentação, a qual produz o gás. Os espumantes espanhóis (cavas), com a garantia da "Denominação de Origem Cava", também são elaborados dentro desse processo clássico, considerado de padrão de qualidade superior. Mas os espumantes "prosecco", originários de Veneto, Itália, desenvolvem a segunda fermentação em cubas fechadas.

Don Josep Raventós, então presidente da Codorníu, introduziu em 1872 a cava na Espanha. A demanda aumentou com a Primeira Guerra Mundial, a qual atingiu a região de Champagne e provocou a escassez de seus espumantes. A partir de 1949, para suprir a demanda, o grupo Codorníu passou a produzir cavas mais populares, mas mantém consolidada sua posição de produtor de cavas "premium".

Classificação

Da região de Rioja: os vinhos "Crianza; os vinhos "Reserva" (medianamente encorpados e elegantes) e os vinhos "Gran Reserva" (os melhores e os mais complexos).

VEGA SICÍLIA - A lendária Bodega Vega Sicília, da família Alvarez, produz os mais caros e mais célebres dos vinhos espanhóis. Está ligada ao início do cultivo, na Espanha, das "exóticas" uvas "cabernet sauvignon" francesas, há 100 anos. Desde seu início, sempre foram os vinhos dos banquetes reais. Com o título Vega Sicília, as primeiras garrafas foram produzidas a partir de 1915 e eram consumidas apenas pela nobreza espanhola.