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ARTIGOS



STATUS & SAÚDE

O status pode determinar o número de anos a mais ou a menos de vida, conclui o estudo apresentado por Michael Marmot, britânico, epidemiologista, na obra “Síndrome do status – Como sua posição social afeta sua saúde e expectativa de vida”, lançada em junho de 2004 na Europa (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04.jul.2004, p. C1).

O dinheiro, escolaridade e acesso a atendimento médico são apenas parte dos fatores influenciadores da condição de saúde de alguém.

Não é só a condição econômica, mas também (e especialmente) as conquistas, o prestígio e a auto-estima são elementos determinantes da duração da vida.

Os cuidados médicos, o cigarro, os exercícios e a alimentação são importantes, mas são apenas parte da história, assim como a questão da riqueza, afirma Marmot, diretor do Centro Internacional de Saúde e Sociedade, da University College London.

São resultados da pesquisa realizada por Marmot (promovida entre servidores públicos britânicos entre 1985 a 1988):

As pessoas com pouca autonomia no trabalho têm incidência 140% maior de desenvolver doenças cardiovasculares em relação às pessoas com controle sobre suas atividades (a autonomia no trabalho diminui os riscos).

As pessoas com baixa inclusão social pela não-participação em grupos ou associações têm possibilidade 40% maior de apresentar resultado “ruim” em avaliação da saúde (a participação social melhora a saúde).

As pessoas com pouco convívio social com amigos têm possibilidade 70% maior de apresentar resultado “ruim” em avaliação da saúde (o convívio com amigos melhora a saúde).

O status está correlacionado com dinheiro. Mas o dinheiro não determina a condição de saúde da pessoa nem sua condição de saúde. O status tem mais a ver com a posição, explica Marmot (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04.jul.2004, p. C3). A relação entre status e saúde é feita por meio da análise de níveis de estresse. Estar numa posição baixa na hierarquia do grupo ativa o estresse. A elevação do estresse altera padrões hormonais, promove mudanças fisiológicas e aumenta a vulnerabilidade a doenças.

As pessoas são muito preocupadas com status. Nós evoluímos com essa preocupação. Entre nossos ancestrais, nas savanas da África, aqueles de maior status conseguiam comida, reprodução e acomodação mais facilmente no seu grupo.