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ARTIGOS



MÚSICA

Para ouvir música clássica (ou erudita, ambas inadequadas), não é preciso entender. Basta sentir. Como para assistir a um filme, não é preciso entender de cinema. Cada um dos grandes mestres é uma porta de entrada para o mundo da música, explica João Batista Natall, repórter (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29.jun.2004, Caderno Sinapse, p. 25).

Após o Renascimento, do século XVI até meados do século XVIII, temos os grandes mestres barrocos. Os dois últimos grandes mestres foram Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Georg Fredrich Handel (1685 – 1759), mas também estão: Vivaldi, Rameau, Lully, Monteverdi, Dowland, Purcell e outros. Após o Barroco, veio a música clássica propriamente dita e ela durou até o começo do século XIX. Destacam-se: Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) e Joseph Haydn (1732 – 1809). Em seguida, no século XIX, veio o Romantismo com o individualismo, o amor, o tesão.

O século XIX foi prodigioso. Nele nasceram as grandes orquestras sinfônicas. São grandes mestres do período: Ludwig van Beethoven (1770 – 1827), Schubert, Berlioz, Mendelssohn, Liszt, Brahms, Dvorak, Tchaikovski, além dos operistas Verdi, Bizet, Wagner). São grandes mestres do final do século XIX: Gustav Mahler, Claude Debussy, Richard Strauss. São grandes mestres do século XX: Stravinski, Ravel, Britten, Schoenberg, Chostakovich, Prokofiev, Boulez.

O Brasil produz excelente música desde o século XVIII. Os nomes de Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos são os mais conhecidos.

A música clássica pode ser uma sinfonia (peça normalmente em quatro movimentos ou partes para grandes orquestras); um concerto (para orquestras e solistas); uma missa (para orquestras, corais e solistas vocais); uma canção ou “lied” (normalmente para piano e voz), além de sonatas, estudos, oratórios, suítes, tocatas e muitas outras variações de gênero.

Os instrumentos de uma orquestra são classificados por famílias: as cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo); as madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa, etc.); os metais (trompete, trombone, tuba); e a percussão (tímpano, gongo, xilofone, etc.). Saxofone e violão eventualmente também participam de uma orquestra, além de pianos, órgãos e celestas.

Na música clássica, as vozes são classificadas pela extensão de suas notas: a mais aguda é a da soprano; a mais grave, a do baixo. Existem ainda a do meio-soprano (ou “mezzo-soprano”), a do contralto, a do tenor e a do barítono.

A direção de uma orquestra compete ao maestro; a direção de um conjunto de câmara (quarteto de cordas, por exemplo), ao primeiro violino (“spalla”). Ao entrar no palco, o primeiro violino também orienta a afinação da orquestra segundo a nota lá.

A “etiqueta” das salas de concerto tem poucas regras. A primeira delas é saber quando aplaudir. Só se aplaude a música clássica depois do último movimento ou parte, quando a música chegou ao fim. Os aplausos nas pausas podem atrapalhar os músicos com a perda de concentração.

Desde o terceiro milênio antes de Cristo, existiam na Suméria e no Egito instrumentos de corda do tipo das cítaras, liras, alaúdes e harpas, lembra Carlos Prieto, mexicano, violoncelista, no seu livro “As aventuras de um violoncelo: história e memórias”. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001).

O violino, a viola e o violoncelo, prossegue Prieto, constituem a família dos violinos. O violoncelo apareceu na Itália em princípios do século XVI, alguns anos depois de seus irmãos, o violino e a viola. Todos eles compõem-se de mais de 70 peças.

Antonio Stradivarius (1644 – 1737) representa o cume mais elevado da arte da lutereria ou “luthiers” (arte dos fabricantes de instrumentos de corda). Ninguém jamais superou a excelência sonora, a beleza e a perfeição artesanal de seus instrumentos. Stradivarius deve ter deixado uns 1.500 instrumentos, dos quais uns 600 violinos, 60 violoncelos e 10 violas.

O mais genial fabricante de arcos da história foi François Tourte (1747 – 1835). Ele introduziu, na fabricação da vara, a madeira “pernambuco” (ou “pau-brasil”), do Brasil, a única capaz de combinar, de modo pleno, flexibilidade, elasticidade, resistência e peso.

O primeiro teatro de ópera foi fundado em Veneza, em 1637. Antes do fim desse século, funcionavam mais 11 teatros. Esses teatros indicam a verdadeira paixão da população de Veneza, então com 140 mil habitantes, pela música e pela ópera.