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ARTIGOS



ERROS COMUNS NO PRIMEIRO NEGÓCIO

São falhas de empresários inexperientes, de acordo com especialistas em gestão (Folha de S. Paulo, São Paulo, 05.set.2004, p. F1):

  1. PROFISSIONALISMO TARDIO: o empresário perde muito tempo para encarar a empresa como algo sério e trabalhoso; primeiro ele tenta parceria com parentes e amigos, baseada somente no entusiasmo e na euforia inicial.

  2. SÍNDROME DO “EU TAMBÉM”: montar negócio da moda, ou seja, se todo mundo está montando, deve ser lucrativo e eu vou ganhar também; depois do “boom”, a mortalidade de empresas da moda tende a ser ainda maior.

  3. HORROR A FINANÇAS: o empresário mantém desinteresse pela parte financeira e, em conseqüência, se depara com o descontrole e o prejuízo pela má-formação de preço.

  4. FALTA DE PLANEJAMENTO: contaminado pelo “otimismo cego”, o empresário tende a queimar etapas imprescindíveis, como o da elaboração do plano de negócios, i.é, os passos necessários para chegar ao sucesso almejado.

  5. SUBESTIMAR O EMPENHO NECESSÁRIO: o negócio não pode ser equivocadamente encarado como um meio de mais liberdade e de menos obrigações; qualquer negócio requer muito esforço na fase inicial.

  6. DESCONHECIMENTO DO MERCADO: antes de começar, o empresário deve construir uma visão de cenário, estudar o setor e saber quem são os concorrentes diretos; quanto mais informação buscar, menos sujeito está o empresário a surpresas desagradáveis.

  7. PONTO ERRADO: a escolha errada do ponto comercial pode comprometer a viabilidade da empresa; são dicas a serem observadas para a escolha adequada do ponto: infra-estrutura, facilidade de acesso e estacionamento, proximidade com o público-alvo e custo do aluguel.

  8. GOSTAR, MAS NÃO SABER FAZER: o empresário deve procurar um negócio no qual possa aproveitar a própria bagagem técnica e transformar o seu conhecimento em um diferencial de mercado; não confundir “hobbies” com saber fazer.

  9. ROTATIVIDADE DE COLABORADORES: o colaborador tem um papel muito importante e a rotatividade deve ser evitada; o “turnover” é uma janela pela qual voam os lucros.

  10. CONCEITO EM ABERTO: as divergências conceituais entre os sócios, somadas a outras dificuldades como ausência de capital giro e plano de negócios inexistente, levam à derrocada; o conceito e o público-alvo ideais devem ser estabelecidos antes da abertura do negócio.

  11. CONTENÇÃO DE CUSTOS EXAGERADA: economizar é bom, mas é preciso ser criterioso na hora do corte para não comprometer fatores prioritários, como a qualidade do produto; não há como fazer uma empresa crescer sem gastar e o empresário deve equilibrar a equação: a necessidade de economia e o indispensável para investir.

  12. BARATEAR PARA MANTER CLIENTELA: o preço baixo não funciona por si só como âncora da empresa; quando o preço sobe, o cliente não é fiel e pára de comprar.

  13. AUSÊNCIA DE INDICADORES: quando o negócio começa a amadurecer, as opiniões passam a colaborar diretamente para o seu aperfeiçoamento contínuo; o empresário não pode deixar de ponderar o grau de satisfação da potencial clientela; é essencial monitorar a satisfação do público e a forma como ele é tratado.

  14. SUBESTIMAR O TEMPO DE RETORNO: a extensão do tempo de retorno acaba tornando-se uma das maiores fontes de estresse e de desânimo para o empreendedor estreante; é preciso saber lidar com as previsões de retorno.

  15. MISTURAR PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA: o empresário não pode fundir o cidadão (a sua pessoa) com a empresa; a mistura pode abranger desde a parcialidade na contratação de funcionários (optando por empregar parentes) até a utilização de recursos; o quadro de confusão pode arruinar o negócio e a vida pessoal.

São alguns dos principais pecados dos empreendedores segundo Flávio Serpejante Peppe, diretor de auditoria da Ernst & Young (“Pecados capitais do empreendedor”. Gazeta Mercantil, São Paulo, 11 nov. 2004, p. A-3): 1) falta de visão de longo prazo; 2) ausência de controles internos; 3) falta de análise das fontes de financiamento; 4) desconhecimento de aspectos tributários; 5) foco na contenção total de custos; 6) falta de adequação da estrutura de controle ao crescimento da empresa; 7) demora em profissionalizar o empreendimento; 8) falta de atualização de registros contábeis; 9) capacidade de alavancagem financeira superestimada (a captação de recursos deve ser compatível com o retorno do investimento).