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ARTIGOS



PERFIS PROFISSIONAIS

Uma das maiores armas do sucesso profissional é conhecer e cultivar os seus diversos talentos. A maior ferramenta para o sucesso no mundo profissional é concentrar esforços nos seus talentos mais desenvolvidos (os seus talentos diferenciadores), observa João Gabriel de Lima, autor da reportagem "A descoberta do talento" (Veja, São Paulo, n. 1.860, 30.jun.2004, p. 90).

Os talentos (continua o repórter) são de vários tipos e os mais valorizados podem ser identificados e desenvolvidos pelas pessoas. Até os gênios precisam identificar as suas aptidões para destacar-se e vencer.

Determinadas atitudes em situações de trabalho evidenciam traços de personalidade ou de caráter. Alguns demonstram capacidade de liderança, outros raciocínio lógico ou criatividade, ou sociabilidade, ou espírito empreendedor e assim por diante. Essas qualidades são as competências ou talentos, de acordo com David McClelland, autor de "Avaliando a competência em vez da inteligência", 1973. Em relação ao currículo ou ao "QI", as competências ou os talentos fazem mais a diferença na hora de lidar com as situações mais definidoras do sucesso na profissão.

A maior parte dos profissionais não possui apenas um talento, mas um grupo de talentos. Quem é criativo costuma ser também comunicativo, estrategista e persuasivo. Quem é dotado de liderança é também ambicioso e competitivo, e assim por diante.

Os profissionais podem ser distribuídos em cinco tipos de perfis psicológicos, de acordo com Thomas Case, americano, fundador do grupo Catho, coordenador de pesquisa para identificar as competências e aferir as mais valorizadas.

Na ordem de valorização pelo mercado de trabalho, esses cinco tipos de perfis são: 1) assertivo (liderança, ambição e competitividade); 2) empreendedor (comunicação, estratégia, criatividade e persuasão); 3) analítico (observação, raciocínio lógico, análise crítica, autocontrole, decisão e independência); 4) sociável (energia, otimismo, sociabilidade, persistência e companheirismo); 5) disciplinado (conservadorismo, concentração, detalhamento, disciplina, organização e rotina).

Os dois perfis profissionais mais valorizados, o assertivo e o empreendedor, relacionam-se com as principais características do trabalho do mundo atual. A era corporativa, na qual cada funcionário tinha tarefas bem definidas e obedecia a uma hierarquia previamente estabelecida, dá lugar à era do conhecimento, na qual as características do profissional assertivo e empreendedor contam muito mais.

Hoje os operários fabris ainda representam 25% a 40% da força de trabalho, diz Peter Drucker, austríaco, estudioso sobre o mundo do trabalho. Mas os operários fabris deverão representar apenas 10% a 12% da força de trabalho, em 2020. A economia estará quase totalmente calcada nos talentos. O mundo caminha para uma economia terciária e, mesmo dentro das empresas, hoje é cada vez mais valorizado o profissional com o entendimento de seu ofício como um serviço a ser prestado.

Todo profissional está sujeito a ter uma pedra no meio da carreira. Porém mascara as razões do problema culpar o chefe por algum atraso na evolução profissional. Sentir-se mal aproveitado na empresa é normal. Porém atribuir a responsabilidade a outra pessoa ou à estrutura é um erro. Em ambos os casos, o profissional deve fazer um auto-exame, um esforço de autoconhecimento. Pessoas inteligentes fazem das dificuldades as oportunidades. As histórias de sucesso apresentam outro ponto em comum: o aproveitamento de uma chance, mesmo se no princípio ela não se apresentou como tal.

Mulheres

Poucas mulheres conseguem ser chefes. Lois P. Frankel, psicóloga, em seu livro "Boas meninas não viram chefes", tenta explicar as razões e enumera os "pecados capitais" cometidos pelas mulheres (Veja, São Paulo, n. 1.859, 23.jun.2004, p. 37):

1) trabalham demais e se descuidam de tecer uma rede de contatos;

2) expressam opiniões na forma de perguntas, um sinal de insegurança;

3) pedem autorização para tudo; essa atitude demonstra infantilidade e causa negativas;

4) paqueram e sexualizam relações profissionais; namorar não é problema;

5) oferecem biscoitos e coisas do gênero; essa postura mina a autoridade;

6) são prolixas e, assim, desviam a atenção dos seus principais argumentos;

7) falam por último em reuniões e perdem a chance de dizer seus pensamentos.

As mulheres são a força motriz mais vital do capitalismo hoje. Definitivamente, elas venceram, afirma Tom Peters (Veja, São Paulo, n. 1.859, 23.jun.2004, p. 108).

A riqueza se constrói como resultado de um estilo de vida feito de trabalho, perseverança, planejamento e disciplina, explica Thomas Stanley (idem).

As mulheres têm essas características, afirma Stanley, autor de "O milionário mora ao lado" (São Paulo: Manole, 1999) e, por último, "As muitas jornadas da mulher de negócios de sucesso nos EUA".

Em comparação com os homens, as mulheres bem-sucedidas mostram as seguintes diferenças, segundo Stanley:

1) as mulheres são mais econômicas; elas são mais parcimoniosas nos gastos (fazem listas de produtos antes de ir ao supermercado; compram em quantidade para aproveitar descontos; colecionam cupons de desconto; evitam usar o cartão de crédito; gostam de viver em casas confortáveis, mas não luxuosas; não ostentam o dinheiro possuído);

2) as mulheres são mais generosas; elas são motivadas não só pelo desejo de conquistar a independência financeira, mas também pelo desejo de ajudar os menos afortunados (inclui parentes e desconhecidos em comunidades carentes);

3) as mulheres adoram detalhes;

4) as mulheres não poupam tempo nem dinheiro para gerenciar e obter informações sobre seus rendimentos;

5) as mulheres escolhem o ramo certo de negócio por pura intuição; elas têm sensibilidade para a escolha do negócio, um recurso magnífico;

6) as mulheres despertam mais empatia; elas entendem melhor as necessidades das pessoas.

O homem e as máquinas distinguem-se pela intuição, observa Ricardo Semler, presidente da SEMCO, autor de "Virando a própria mesa" (VendaMais, Curitiba: Quantum, n. 122, jun.2004, p. 8). A intuição vai ser cada vez mais usada, principalmente quando não se tempo para fazer grandes estudos ou analisar todas as variáveis com cuidado.

Ponto "X"

O profissional tem duas linhas de características: a linha do caráter e a linha das competências. A linha do caráter abrange a integridade, maturidade, conhecimentos e inteligência. A linha das competências abrange a parte técnica ou a parte conceitual e significa capacidade e disposição de aprender novos conceitos e a interdependência, a maneira com trabalha em grupo. O "ponto X", a ser buscado incessantemente por todos os profissionais, é a linha de interseção entre a linha do caráter e a linha das competências. Quanto maior o ponto de interseção, melhor: trata-se do profissional no qual a empresa pode ter toda a confiança, conclui Stephen R. Covey, presidente do Covey Institute, autor de "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes" (VendaMais, Curitiba: Quantum, n. 122, jun.2004, p. 8).

As empresas também têm seu "ponto X", diz Covey. As empresas tem duas linhas de características: de um lado, está a sua missão, objetivos, visão e valores; de outro lado, está a sua estratégia de negócios, a produção, as vendas. O "ponto X" é o encontro dessas duas linhas. As empresas de alta performance administram esse ponto o tempo todo.