Digite a palavra-chave

A busca é efetuada em todas as páginas do site e abrange todo o seu conteúdo.
Página principal




ARTIGOS



REBAIXAMENTO DOS EUA

A educação é o tema mais importante para a sociedade brasileira. Fábio Barbosa, presidente do Conselho de Administração do Banco Santander e presidente da Febraban (´A importância de participar´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 jul. 2011, p. B7).

Os investidores se mostram pessimistas com o crescimento nos países desenvolvidos e com a fragilidade fiscal de países da zona do euro. Em consequência, da Ásia à América, passando pela Europa, as bolsas registram quedas significativas por receio de recessão mundial. No Brasil, a Bovespa registrou queda de 5,72% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 05 ago. 2011, p. A1).

Dívida/PIB

desemprego

inflação

rating

%

%

%

Alemanha

82,30

6,10

2,40

AAA

Brasil

65,60

6,20

6,90

BBB-

Espanha

67,50

20,50

3,00

AA

EUA

98,30

9,10

3,90

AA+

França

84,80

9,10

2,30

AAA

Grécia

152,30

15,90

3,10

CC

Itália

120,60

7,60

3,00

A+

México

42,40

5,20

3,30

BBB

Portugal

90,55

11,80

3,30

BBB-

Reino Unido

82,90

7,70

4,20

AAA

Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 ago. 2011, p. A20.

2. A fragilidade da Itália e da Espanha, além de Grécia, Portugal e Irlanda, leva a crise para um novo nível. Os mercados estão preocupados com a falta de estabilidade na Europa, explica Jim O´Neill, do Goldman Sachs Asset Management (Valor, São Paulo, 05 ago. 2011, p. A12).

3. O governo da Itália anunciou proposta ao Parlamento para aprovar a redução de déficit e dívida, numa resposta à exigência do mercado de cobrar juros cada vez mais altos para a compra de títulos italianos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 ago. 2011, p. A1).

4. Os mercados não estão preocupados com a solvência dos EUA nem com a inflação. Estão preocupados com a falta de crescimento. A recessão terminou oficialmente 2 anos atrás, quando a economia saiu de um mergulho assustador no pânico. Mas em nenhum momento o crescimento parece ser remotamente suficiente. A política econômica dos últimos 2 anos não funciona, e milhões de americanos deveriam ter empregos e não têm, avalia Paul Krugman (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 ago. 2011, p. A16).

5. O Brasil é o 5º na lista de maiores credores dos EUA. A China aparece no topo da lista, titular de US$ 1,159 em títulos. Na sequência, figuram: Japão, US$ 0,912; Reino Unido, US$ 0,346; exportadores de petróleo, US$ 0,229; Brasil, US$ 0,211 (DCI, São Paulo, 30 jul. 2011, p. B2).

6. A dívida soberana dos EUA(*) perdeu a nota AAA (a melhor da escala), conquistada há 70 anos na avaliação da Standard & Poor´s – S&P. As outras duas grandes agências de avaliação (Fitch e Moody´s) mantêm os EUA no degrau mais alto. A decisão da S&P de rebaixar a nota dos EUA para AA+ deverá forçar o sistema político a gastar menos e antecipar a austeridade fiscal. Em consequência, a recessão se tornará mais provável e mais severa, prevê Nouriel Roubini (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 ago. 2011, p. A14).

7. A nossa empresa mantém a nota AAA para os EUA, disse Warren Buffett, da Berkshire Hathaway. Na verdade, se houvesse uma avaliação AAAA, nós daríamos para os EUA (id.).

8. Os próximos dias, pós-rebaixamento da nota de crédito dos EUA, revelarão se os mercados considerarão a mudança uma ruptura de relevância ou se será vista como coroação de um processo iniciado com as discussões sobre o limite de endividamento dos EUA, quando os investidores se deram conta da falta de força da economia norte-americana para expandir-se (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 ago. 2011, p. B1).

9. Os países do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, não pretendem desfazer-se de títulos do Tesouro norte-americano, apesar da decisão de rebaixamento da S&P (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 ago. 2011, p. A1).

10. O Banco Central Europeu deu indicações de iniciar intervenções nos mercados para proteger a Espanha e a Itália, países arrastados para o centro da crise econômica e forçados a pagar juros cada vez maiores para financiar as dívidas (id.).

11. Quando se olha a Europa como um todo, os indicativos de solvência não são espetaculares, assim como não o são os dos EUA e menos ainda os do Japão. Mas são razoáveis. A relação dívida pública/PIB na Europa é de cerca de 90% e o déficit fiscal corresponde a uns 4% do PIB. Nos EUA, a dívida pública caminha para 100% do PIB e o déficit fiscal é maior, mas lá a economia cresce mais e a carga tributária é mais baixa em comparação com a Europa. O caso do Japão é o pior, pois além da dívida pública ser elevada, na casa dos 220% do PIB (embora predominantemente em mãos domésticas), a economia não cresce desde os anos 1990. A Europa hoje tem vários elos frágeis (a Grécia e Portugal e, agora, numa situação de aperto, a Espanha e a Itália). Em consequência, o risco de acidente é bem maior. A economia dos EUA é mais dinâmica e, portanto, a crise é mais administrável em relação à Europa e Japão, avalia Armínio Fraga (Valor, São Paulo, 08 ago. 2011, p. C2).

12. Há temores de recessão sobretudo no hemisfério Norte, em face da situação fiscal: as dívidas dos governos chegaram a patamares altos e indicam o esgotamento da capacidade de políticas fiscais expansionistas. Há necessidade de corrigir os excessos fiscais. No Brasil, temos de ficar bem quietos e prudentes, pois os nossos números não estão muito diferentes daqueles dos países com problemas. Nos episódios de elevação da aversão ao risco, os mercados ficam procurando os países e as empresas fragilizados, adverte Gustavo Franco (Valor, São Paulo, 08 ago. 2011, p. A16).

13. Preocupados com a situação econômica, os investidores ignoram o rebaixamento da nota e correm para os títulos do Tesouro dos EUA. Os juros dos títulos de 10 anos caem de 3,16% para 2,40% ao ano. Os investidores fogem das bolsas. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova Iorque(*) caiu 5,6%; e o Ibovespa da Bovespa, 8,08% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 ago. 2011, p. A12). (*) O maior recuo num dia (22,6%) aconteceu em 1987.

14. O FED, banco central dos EUA, comprometeu-se a manter a taxa de juros em níveis extremamente baixos até 2013, ora na base 0% a 0,25%, desde o auge da crise de 2008. A medida objetiva estimular a economia. O Dow Jones subiu 3,98% e o Ibovespa, 5,10% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 ago. 2011, p. A10).

15. Os EUA não têm um plano sólido para sair da crise fiscal ou resolver o problema da dívida pública no longo prazo. Esta a mensagem da S&P ao rebaixar a nota dos EUA, de acordo com a interpretação do mercado. Mas as pessoas, em relação ao rebaixamento, estão mais preocupadas com uma potencial recessão da economia norte americana. O mercado dos títulos do Tesouro dos EUA é um dos maiores e mais líquidos do mundo. Continuará a ser independentemente de ´rating´, afirma Robert Slaymaker, presidente do Conselho de Administração da BondDesk (Valor, São Paulo, 11 ago. 2011, p. C12).

16. A causa mais importante de toda a volatilidade nos mercados é, sem dúvida nenhuma, a volta do risco de uma nova recessão nos EUA. As medidas adotadas ainda não foram suficientes para colocar a maior economia do mundo de volta à rota do crescimento sustentado, interpreta Luiz Carlos Mendonça de Barros (´Para além do vaivém das bolsas´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 ago. 2011, p. B14).

17. Ao fim de uma semana de fortes turbulências, os mercados se acalmaram, porém a economia real continua a dar sinais preocupantes: a França, 2ª maior economia da Europa, está estagnada, a Grécia encolheu mais 6,9% e a confiança do consumidor dos EUA está cada vez menor (Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 2011, p. A18).

18. Quando o impasse sobre a elevação do teto da dívida dos EUA foi resolvido, imaginava-se, em consequência, um alívio ao mercado. Mas veio o rebaixamento dos EUA pela S&P e a Bolsa de Valores de Nova Iorque teve uma grande queda. Os fatos deram a sensação de uma nova rodada de crise como em 2008. Não é o caso. Houve apenas uma revisão das expectativas de crescimento, especialmente da economia dos EUA. A recuperação está lenta. Houve, então, nos mercados uma correção em relação às expectativas de crescimento da economia norte-americana e do resultado das empresas, explica André Lara Resende (Valor, São Paulo, 15 ago. 2011, p. C10).

(*) Os EUA proclamaram a Independência em 1776, reconhecida pelo Reino Unido em 1783.