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ATUALIDADES ECONÔMICAS – BRASIL CONTRADITÓRIO

Na realidade, tudo na vida está interrelacionado. Todas as pessoas estão presas em uma teia inescapável de mutualidades entrelaçadas em um único tecido do destino. O que quer que afete a mil diretamente afeta a todos indiretamente. Eu não posso ser o que deveria, até que você seja o que deve ser. E você nunca poderá ser o que deve, até que eu seja o que devo ser. Esta é a estrutura interligada da realidade. Martin Luther King (Valor, São Paulo, 24 nov. 2011, p. A19).

O Brasil ainda é um país contraditório, analisa a presidente Dilma Rousseff (`País do conhecimento, potência ambiental´. Folha de São Paulo, São Paulo, 20 fev. 2011, p. A3).

2. Persistem (continua ela) graves disparidades regionais e de renda. Setores pouco desenvolvidos coexistem com atividades econômicas caracterizadas por enorme sofisticação tecnológica. Mas os ganhos econômicos e sociais dos últimos anos estão permitindo renovada confiança no futuro. Enorme janela de oportunidades se abre para o Brasil. Já não parece meta tão distante tornar-se País economicamente rico e socialmente justo. Mas existem ainda gigantescos desafios pela frente. E o principal, na sociedade moderna, é o desafio da educação de qualidade, da democratização do conhecimento e do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

3. Priorizar a educação implica consolidar valores universais de democracia, de liberdade e de tolerância, garantindo oportunidade para todos. Trata-se de uma construção social, de um pacto pelo futuro no qual o conhecimento é e será o fator decisivo.

4. Conclui a presidente Dilma: Estamos fazendo as escolhas certas: o Brasil combina a redução efetiva das desigualdades sociais com sua inserção como potência ambiental, econômica e cultural. Um País capaz de escolher seu rumo e de construir seu futuro com o esforço e o talento de todos os seus cidadãos.

5. Não há virada para aperto na economia, explica Guido Mantega, ministro da Fazenda (Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 fev. 2011, p. A12).

6. Passamos por 2 anos (prossegue o ministro) de recuperação da crise, quando implantamos estímulos à economia. Como a economia já adquiriu o seu dinamismo próprio, o Estado pode recuar. Estamos acabando de eliminar estímulos, e isso significa diminuir o gasto público. A inflação é preocupação permanente, mas está sob controle. As contas externas têm de ser também preocupação permanente. Não vamos permitir uma deteriorização do déficit das transações correntes. Estamos apoiando a indústria para não haver desindustrialização. Na área tributária, a filosofia é diminuir impostos dentro do equilíbrio fiscal. Não há intenção de criar nenhum imposto novo.

7. As reservas de urânio do Brasil, estimadas em US$ 100 bilhões, são um pré-sal de energia, sem as dificuldades do fundo do mar, disse o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia (Valor, São Paulo, 04 fev. 2011, p. A14). As reservas do planeta são estimadas em 7 milhões de toneladas. As reservas brasileiras, em 1,1 milhão de toneladas, e já são conhecidas 310 mil toneladas. Uma única mina, localizada em Caetité (BA), está em atividade. Uma segunda mina, em Santa Quitéria (CE), aguarda licenciamento ambiental. A produção anual brasileira é de 400 toneladas de concentrado de urânio. Atende as usinas de Angra 1 e 2. A meta é chegar a 1.900 toneladas até 2015, quando Angra 3 entrará em operação. Mas a estrutura brasileira de enriquecimento do urânio só atende a 14% da demanda de Angra 1. O trabalho do restante da demanda de Angra 1 (86%) e 100% de Angra 2 é feito fora do País.

8. O Brasil fechou o ano de 2010 como 4º maior mercado mundial de veículo. A liderança do ´ranking´ coube à China (13 milhões de automóveis comercializados). Na sequência, os EUA e o Japão. Depois do Brasil, vieram a Alemanha, França, Índia, Reino Unido, Itália e Rússia (DCI, São Paulo, 04 fev. 2011, p. A8).

9. A adoção de medidas para reduzir a especulação nos mercados de commodities está sendo proposta por Nicholas Sarkozy, presidente da França e do G20. O objetivo é combater a alta mundial dos preços dos alimentos. O governo do Brasil, grande exportador de commodities, opõe-se a uma intervenção pesada (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 fev. 2011, p. B8).

10. O real vem-se valorizando porque a economia brasileira é promissora e atrai fluxos de capital. Além disso, as taxas de juros são relativamente altas, avalia Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 fev. 2011, p. B8). A flexibilização do câmbio chinês (continua Geithner) é mais importante para países emergentes como o Brasil, porquanto poderia reduzir a pressão dos fluxos de capitais. A política monetária dos EUA não é uma das causas da excessiva valorização do real.

11. A penetração do cartão como meio de pagamento tem crescido gradualmente: 23,9% do consumo das famílias foram feitos com cartão no 3º trimestre de 2010, ante a média de 22,5% em 2009. O número de cartões emitidos cresceu 11,0% em 2010 e encerrou o ano em 628,0 milhões. Deste total, 39,7% são cartões de débito; 24,4% , de crédito; e 35,9%, ´private label´. Nas classes D e E, 11,0% das pessoas já possuem cartão de loja ou de supermercado (Valor, São Paulo, 10 fev. 2011, p. C5).

12. Nos EUA, 44% do consumo passa pelos cartões de crédito e de débito, ante os 24% brasileiros (13,7% em 2004). O Brasil conta com 4 milhões de terminais ao final de 2010. O número de cartões deverá atingir 909 milhões de unidades em 2015 contra 628 milhões de unidades em 2010 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 fev. 2011, p. B4).

13. O público dos ´shoppings centers´ cresceu 82%, de 2005 a 2010, e passou de 181 milhões em 2005 a 329 milhões em 2010. No mesmo período, o faturamento aumentou 91%, de R$ 45,5 bilhões para R$ 87 bilhões. Ainda no mesmo período, a área bruta locável, espaço comercializável dos ´shoppings´, expandiu-se em 46%. O faturamento elevou-se em 17% em 2010 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 fev. 2011, p. B5).

14. O Brasil tem, ao todo, 744 ´shoppings´. A liderança nas vendas é dos eletrodomésticos, com participação de 26%. Na sequência, vestuário, 21%; alimentação, 18%; higiene, 9%; calçados, 8% (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 697, 16 fev. 2011, p. 10).

15. As reservas externas brasileiras, administradas pelo Banco Central do Brasil, chegaram a US$ 300 bilhões. O Brasil está entre as 6 economias com as maiores reservas. A liderança é da China (2,847 trilhões), seguida do Japão (1,092 trilhão), Rússia (484 bilhões), Arábia Saudita (455) e Taiwan (382) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 fev. 2011, p. B5).

16. A BATS Global Markets, responsável por mais de 10% dos negócios com ações nos EUA e por 6% na Europa, e a Claritas, gestora brasileira, anunciaram parceria para a criação de nova bolsa no Brasil. A competição fará o mercado crescer, e nossa estratégia é oferecer menores custos de negociação, tecnologia de ponta e diferenciado serviço de atendimento, alerta Ken Conklin, chefe de desenvolvimento da BATS (Valor, São Paulo, 16 fev. 2011, p. C9). A chegada de nova bolsa no Brasil será fato positivo, mas a regulamentação nacional não deverá mudar, afirmou Maria Helena Santana, presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM (DCI, São Paulo, 23 fev. 2011, p. A1). Pelo contrário, deverá seguir cada vez mais rígida, complementou.

17. O Brasil registrou crescimento de 2,2% em média, de 1995 a 2003, e de 4,4%, de 2004 a 2010, aponta Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES e da Nossa Caixa (´Por que o Brasil cresceu mais´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 fev. 2011, p. A3). Cinco políticas importantes (prossegue Fiocca) têm de constar das explicações do crescimento de 2004 a 2010: distribuição de renda, investimento de estatais, fomento à expansão do crédito, acumulação de reservas e medidas anticíclicas. Essas políticas moldaram um novo ambiente, de ampliação de renda e emprego, de um lado, e de confiança e expansão do investimento, de outro. Os investimentos das estatais federais subiram de 1,2% para 1,7% do PIB em média. O crédito dos bancos privados saltou de 14,8% do PIB em 2003 para 27,1% em 2010. O dos bancos públicos, de 9,8% para 19,5%. As reservas internacionais oscilaram na faixa de US$ 30-70 bilhões entre 1995 e 2005. Sobem de US$ 54 bilhões em 2005 para US$ 206 bilhões em set. de 2008, às vésperas da crise. O superávit primário federal foi reduzido de 2,8% em 2008 para 1,2% em 2009 e em 2010.

18. A disparada dos preços do petróleo, gerada pela crise política no Oriente Médio, trouxe de volta a insegurança às bolsas de valores e aos mercados de juros e câmbio em todo o mundo. O melhor conselho é pôr as barbas de molho, isto é, dá prioridade à preservação do capital e não sua multiplicação, afirma Luiz Carlos Mendonça de Barros (Folha de S. Paulo, 25 fev. 2011, p. B11).

19. O Produto Interno Bruto – PIB brasileiro, a riqueza gerada, atingiu R$ 3,684 trilhões em 2010 (R$ 3,185 em 2009). A receita tributária brasileira alcançou R$ 1.290,97 em 2010 (R$ 1.095,91 em 2009). Assim, a carga tributária é de 35,04% em 2010 (34,52 em 2009) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 fev. 2011, p. B8).