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ARTIGOS



BRASIL - PERSPECTIVAS 2011/2014

A economia brasileira continuará a crescer de forma sustentável, sem desequilíbrios econômicos, com controle inflacionário e solidez fiscal, afirma o ministro Guido Mantega, da Fazenda (Disponível em: <http://www.fazenda.gov.br/>. Acesso em: 30 jan. 2011).

2. O governo (continua o ministro Mantega) deverá manter a política de aumento das reservas internacionais para reduzir a vulnerabilidade externa.

3. O governo vai reduzir consideravelmente os gastos de custeio, além de conter novos gastos, de forma a criar condições para a redução das taxas de juros.

4. Também abrirá espaço para a continuação dos investimentos, a partir, entre outras medidas, de desonerações fiscais.

5. A perspectiva de crescimento do PIB, no período 2011/2014, é de 5,9% a.a.

6. A taxa de investimentos (público e privado) deve passar dos atuais 19% para 24% do PIB até 2014.

7. As classes sociais deverão continuar em evolução: 31 milhões de pessoas (16%) estarão no topo da pirâmide social (classes A e B) até 2014, ante 20 milhões de pessoas em 2009 (11%); 113 milhões de pessoas (56%) estão posicionadas na classe C até 2014, ante 95 milhões de pessoas em 2009 (50%). A evolução das classes sociais se reflete no aumento da demanda interna, concluiu o ministro Guido Mantega.

8. Todo mundo está animado com o Brasil, dentro e fora do País. E otimismo é fator importante para o crescimento. Faz as coisas acontecerem, afirma Alan Blake, presidente da JCB, maior fabricante de retroescavadeiras do mundo (Exame. São Paulo: Abril, n. 979, 03 nov. 2010, p. 170). Um dos principais problemas do Brasil é (complementa Blake) a infraestrutura. Outro problema é a cobrança de impostos: confusa e cara.

9. O Brasil tem a pior qualidade de infraestrutura de transporte entre dez das maiores economias globais, de acordo com a ´Economist Intelligence Unit´. O ´ranking´ é liderado pela Alemanha, com nota 8,1. O Brasil recebeu nota 1,7 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 dez. 2010, p. B5).

10. O crescimento não continuará por inércia. As fontes do crescimento se esgotam, e o Brasil precisa adotar providências para reavivar tais fontes. O excesso de confiança não pode ser empecilho para a implementação de medidas para manter o crescimento, tais como: 1ª) aumentar a taxa de investimento para 25% do PIB; 2ª) apoiar a pesquisa inovadora, estimular setores de alta tecnologia e novas e pequenas empresas; 3ª) diminuir a participação do Estado no PIB; 4ª) promover microreformas destinadas a facilitar a vida das empresas; 5ª) ampliar o investimento público em infraestrutura e conceder serviços à iniciativa privada; 6ª) aperfeiçoar o mercado de capitais de modo a desenvolver financiamento de longo prazo (´Continuar crescendo´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 02 out. 2010, p. A2).

11. Disseminou-se pela sociedade brasileira sentimento de bem-estar material diante do aumento da renda per capita, o maior desde os anos 1970; do crescimento do consumo das famílias, numa velocidade 50% superior à expansão do PIB, impulsionado pelo crédito; da distribuição da renda do trabalho de forma menos iníqua. A sociedade brasileira vivenciou ainda o crescimento do PIB, num ritmo de 4,7% em média, nos últimos 4 anos; a queda da dívida pública em cerca de 30%, desde o seu pico em 2002; a superação do problema da dívida externa por volta de 2006. Mas o conforto propiciado por este progresso recente não pode redundar em letargia e inibir as medidas necessárias à continuidade do crescimento, sob pena de incorrermos em novo engano (id.).