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ARTIGOS



ATUALIDADES ECONÔMICAS – DESEMPENHO EM 2010

O volume de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 1,704 bilhões, ao final de 2010, e passou a representar 46,6% do PIB, ante 44,4% em 2009 e 40,5% em 2008 (Disponível em: < http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOM>. Acesso em: 30 jan. 2011).

2. O crescimento acumulado em 2010 atingiu 20,5%, ante 15,2% em 2009 e 31,1% em 2008 (id.).

3. O desempenho do crédito mostrou-se condizente com o aquecimento da atividade econômica, sustentado principalmente pela demanda doméstica, com evoluções significativas do investimento e do consumo agregados (id.).

4. Os bancos públicos responderam por 41,9% do total da carteira do sistema financeiro em 2010 e mantiveram maior representatividade (41,5% em 2009). As instituições privadas nacionais e estrangeiras alcançaram participações de 40,7% e de 17,4% em 2010, respectivamente (id.).

5. As operações com recursos direcionados somaram R$ 586 milhões (34,4%). As operações com recursos livres, R$ 1,118 bilhões (65,6%) (id.).

6. O crédito ao setor privado totalizou R$ 1,636 bilhões (96%). O crédito ao setor público, R$ 68 milhões (4%) (id.).

7. Nas operações com recursos livres, o crédito pessoal apresentou saldo de R$ 205 milhões em 2010, crescimento de 25,2% sobre 2009. O financiamento de veículo acusou saldo de R$ 140 milhões em 2010, crescimento de 49,1% sobre 2009 (id.).

8. O governo adotou medidas para criar mercado de crédito privado de longo prazo com vistas a financiar os projetos de infraestrutura. Tais medidas preveem estímulos fiscais para os rendimentos de títulos privados de longo prazo. A participação do crédito tradicional no financiamento de longo prazo tem sido ínfima. As operações acima de 3 anos correspondem a apenas 28% da carteira total, aí incluídas as operações com pessoas físicas (Valor, São Paulo, 05 jan. 2011, p. A12).

9. O Brasil, maior produtor mundial de café, deverá exportar US$ 5,5 bilhões do produto em 2010. Mas as vendas de café torrado e moído, de maior valor agregado, devem restringir-se a US$ 20 milhões. O café arábica verde é comercializado a US$ 4,00 por kg, enquanto o café torrado e moído produzido pela Suíça chega a US$ 78,00 e pela Itália, a US$ 15,00 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 03 jan. 2011, p. B1).

10. A safra 2010/11 do caju deve somar cerca de 1,2 milhão de toneladas, cerca de 50% inferior à do ciclo 2009/10. A produção de castanha não passará de 150 mil toneladas em 2010/11, ante 320 mil toneladas em 2009/10. A fruta é cultivada em todo o Nordeste, com ênfase no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A produção concentra-se entre os meses de outubro e março. A queda de produção, a maior em 20 anos, deriva de chuvas irregulares, ventos fortes e pomares ´idosos´ (Valor, São Paulo, 06 jan. 2011, p. B11).

11. A safra de grãos em 2010 foi recorde. Atingiu 149,5 milhões toneladas, 2,4% superior à de 2008, até então a maior. Soja e milho, responsáveis por 83% da produção de grãos, puxaram o bom resultado (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 jan. 2011, p. B6).

12. As vendas de veículos atingiram 3,52 milhões de unidades em 2010. A participação da Fiat é de 22,84%, seguida da Volkswagen, 20,95%; GM, 19,75%; Ford, 10,10%; Renault, 4,82%; Honda, 3,80%; Toyota, 2,99%. A fatia de importados nas vendas subiu de 15,6% em 2009 para 18,8% em 2010. As importações superaram as exportações em 158 mil unidades (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 jan. 2011, p. B8).

13. O Brasil encerrou o ano de 2010 com 202,9 milhões de aparelhos celulares, ou seja, 104,7 aparelhos para cada 100 habitantes. Do total, 167,1 milhões são pré-pagos (82,3%) e 35,8 milhões são pós-pagos (17,7%). A Vivo é a líder de mercado, com 29,7% dos celulares. Em seguida, vêm a Claro (25,4%), a Tim (25,1%) e a OI (19,4%). A tecnologia GSM é a predominante (87,8%). Ao final de 2010, o País contava com 20,6 milhões de acessos 3G (internet banda larga móvel) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 jan. 2011, p. B12).

14. Cinco commodities garantem 43,36% da exportação do Brasil em 2010: minério de ferro, 14,3%; petróleo em bruto, 8,00%; complexo soja, 8,48%; açúcar, 6,00%; complexo carnes, 6,58% (Valor, São Paulo, 13 jan. 2011, p. A3).

15. O BCB, por meio da Circular nº 3.520, de 06 jan. 2011, instituiu recolhimento compulsório e encaixe obrigatório sobre posição vendida de câmbio. A medida procura evitar maior volatilidade da taxa de câmbio e está na direção correta. As reservas internacionais brasileiras fecharam o ano de 2010 no patamar histórico de US$ 288,5 bilhões, aumento de 20,7% em comparação com 2009 (Valor, São Paulo, 07 jan. 2011, p. A10).

16. O Brasil aparece no 113º lugar no Índice de Liberdade Econômica calculado pela The Heritage Foundation e o Wall Street Journal. Pelo 17º ano seguido, Hong Kong manteve a liderança do ´ranking´: é uma das economias mais prósperas do mundo, graças a um governo pequeno, baixa tributação e regulação leve. Em 2º lugar, sobressai Cingapura, seguida da Austrália. Os EUA figuram no 9º lugar (Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 jan. 2011, p. B4).

17. O Brasil tem problema fiscal, e esse problema exigirá do novo governo a melhoria na eficiência dos gastos públicos e a correção das distorções no sistema tributário, avalia Pier Carlo Padoan, economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE (Valor, São Paulo, 30 dez. 2010, p. A3). A sustentabilidade da dívida pública no Brasil não está em discussão, mas é preciso ajustar a composição das finanças públicas, do lado da despesa e da receita, para garantir melhor crescimento e coesão social, complementa Padoan (a dívida líquida do setor público deverá recuar de 40,3% do PIB em 2010 para 37,8% em 2011, de acordo com projeção do BCB, para o qual a dívida prossegue em trajetória de declínio) (id.).

18. A deterioração nas contas fiscais do Brasil é particularmente pronunciada, de acordo com o Monitor Fiscal, documento instituído pelo FMI com o objetivo de vigiar economias com fragilidades fiscais mais pronunciadas. Não há risco imediato, mas existe uma preocupação com o médio prazo, diz Carlo Cottarelli, diretor do FMI (Valor, São Paulo, 28 jan. 2011, p. A3).

19. O Poder Executivo no Brasil, com força de trabalho composta de 570 mil servidores, dispõe de 21,7 mil cargos de livre nomeação, disputados pelos partidos e conhecidos pelas siglas NES (cargo de natureza especial) ou DAS (direção e assessoramento superiores), cujos níveis vão de um a seis, crescentes conforme a posição do nomeado na hierarquia federal. O modelo de livre nomeação compreende número exagerado de cargos, não oferece transparência nem avalia o desempenho dos nomeados, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 jan. 2011, p. A4/A5).

20. Mesmo com o ambiente adverso e o avanço do Estado, as empresas privadas continuam a ser a principal força da economia brasileira: 1) dos 45 milhões de empregos formais, o setor privado (4,1 milhões de empresas privadas) responde por 33 milhões; 2) dos R$ 701 bilhões distribuídos na forma de salários em 2008, a maior parcela (R$ 435 bilhões) coube ao setor privado; 3) o setor privado gera a maior parcela de riqueza, 62% de participação no PIB. O rendimento médio anual de um funcionário público é de R$ 25.260,00, ante R$ 13.230,00 nas empresas privadas (Exame. São Paulo: Abril, n. 979, 03 nov. 2010, p. 40).

21. As 118 estatais controladas pelo Tesouro ampliaram em 30% o quadro de pessoal, de 2002 a 2009. As estatais chegaram perto de 482 mil funcionários (Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 out. 2010, p. A1).