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ARTIGOS



ATUALIDADES ECONÔMICAS – AGRONEGÓCIO

O Brasil conquistou destaque no agronegócio com base na eficiência. Com o apoio fundamental da pesquisa e o uso de tecnologia avançada, o País desenvolveu uma agricultura e uma pecuária competitivas. Mas agora, para consolidar a liderança, precisamos de estratégia de Estado na área com a participação do Executivo, além do Legislativo e do Judiciário, assinala Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura (Época. São Paulo: Globo, n. 654, 29 nov. 2010, p. 76).

2. As prioridades do agronegócio (continua Roberto Rodrigues) envolvem o cuidado com 6 pilares fundamentais: 1º ) a renda, com o seguro rural, o crédito, os preços de garantia ao produtor; 2º) a estrutura e a logística (precisamos priorizar as estradas, as ferrovias e os portos por onde passa o maior volume de produção); 3º) investimento em tecnologia; 4º) política de comércio exterior muito mais agressiva; 5º) programa de defesa sanitária; e 6º) revisão ampla do aparato legal sobre o campo, desde o direito de propriedade a questões trabalhistas e ambientais.

3. A oferta mundial de alimentos terá de crescer 20% nos próximos 10 anos para atender ao aumento da demanda, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE.

4. O Brasil terá papel fundamental. A produção de alimentos local terá de crescer 40% no período, o dobro da média mundial. Embora com cenário extremamente promissor, o País não tem estratégia. Precisamos aproveitar a oportunidade.

5. Na agricultura de alimentos, temos de agregar muito mais valor a nossas exportações. O Brasil exporta um terço do café verde do mundo e quase nada do café torrado e moído. A Alemanha domina 60% do mercado de café torrado e moído.

6. O aumento do consumo de combustíveis superará o de alimentos diante da expansão dos carros nos países emergentes. Os EUA, a União Europeia e o Japão têm 61 carros para cada 100 habitantes. A China e a Índia, com mais de 1/3 da população do planeta, têm 3 carros velhos para cada 100 habitantes.

7. O aumento do uso da agroenergia é inevitável. Grandes gigantes mundiais vieram produzir etanol e derivados aqui nos últimos anos não pelo nosso mercado interno, mas para aprender aqui para fazer lá fora, conclui Roberto Rodrigues.

8. As exportações do agronegócio cresceram de US$ 20,5 para US$ 64,7 bilhões, de 1999 a 2009 (Época. São Paulo: Globo, n. 658, 27 dez. 2010, p. 105).

9. Os principais produtos das vendas externas de 2009 foram: complexo soja, 27%; carnes, 18%; açúcar e etano, 15%; produtos florestais, 11%; café, 7%; fumo e produtos, 5%; couros e peleteria, 3%; cereais, 3%; suco de fruta, 3% (id.).

10. Os compradores se diversificaram. Os principais destinos das vendas externas foram: União Europeia, 29%; Ásia, 17%; China, 14%; Oriente Médio, 9%; África, 8%; EUA, 7%; Europa Oriental, 6%; Aladi, 5%; Mercosul, 3% (id.).

11. O Brasil precisa construir condições institucionais para o juro real cair de 6% para 3%. Seria um santo remédio para muita coisa, incluído o câmbio. Para o investidor global, afigura-se irresistível o País ir bem e pagar 11% de juros, avalia Armínio Fraga, ex-presidente do BCB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 nov. 2010, p. A20).

12. O Comitê de Política Monetária – Copom do Banco Central do Brasil manteve, em sua reunião de 08 dez. 2010, os juros básicos (taxa Selic) em 10,75% ao ano, correspondente à taxa real de 4,8%. Em 2003, início do primeiro governo Lula, os juros básicos se fixavam em 25% ao ano, correspondente à taxa real de 11% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 dez. 2010, p. A13).

13. O Brasil está em 42º lugar em custo-benefício na banda larga (relação entre preço e velocidade dos serviços) em ´ranking´ com 70 países. A liderança é de Hong Kong (Folha de S. Paulo, São Paulo, 03 dez. 2010, p. B1).

14. A população brasileira chegou a 190,7 milhões, de acordo com o Censo 2010 realizado pelo IBGE. Os homens são 48,96%; as mulheres, 51,04%. A população urbana corresponde a 84,35%; a rural, 15,65%. Os domicílios somam 67,6 milhões, média de 3,3 moradores por domicílio. O Ceará conta com 8,44 milhões de habitantes; Fortaleza, 2,44. A cidade de São Paulo continua a maior do Brasil: 11,24 milhões de habitantes. Na sequência, Rio de Janeiro, 6,32; Salvador, 2,67; Brasília, 2,56; Fortaleza, 2,44 (5ª); Belo Horizonte, 2,37 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 nov. 2010, p. C6).

15. O Brasil é 16º menor entre 49 países no pagamento de remuneração pela indústria. O valor pago pela indústria brasileira é de US$ 5,96 por hora e supera em dez vezes ao da Índia e em quatro, ao da China (Valor, São Paulo, 01 dez. 2010, p. A3).

16. Pernambuco amplia distância do Ceará na atração de investimentos. Siderúrgica e montadora da Fiat se vão juntar à refinaria, estaleiros, polo têxtil, complexo petroquímico de Suape. Pernambuco já atraiu mais de 20 empresas, com investimentos de US$ 1,82 bilhão e geração de mais de 22 mil empregos (Diário do Nordeste, Fortaleza, 11 dez. 2010, Negócios, p. 1).

17. O Brasil é o 14º em ´ranking´ de países com a maior carga fiscal (soma de todos os tributos pagos pelos contribuintes em relação ao Produto Interno Bruto – PIB), com base em 2009. O País é o emergente com a maior carga de tributos (34,50%). A lista é liderada pela Dinamarca (48,20%). Os EUA acusam carga de 24,00%; Reino Unido, 34,20%; Espanha, 30,70%; Chile, 18,20%; México, 17,50% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 18 dez. 2010, p. B1).

18. O Brasil é o 47º no ´ranking´ do Índice da Democracia 2010, elaborado pela ´Economist Intelligence Unit´ da revista ´The Economist´. Com 167 países, o ´ranking´ é calculado com base em 60 indicadores divididos em 5 categorias. O topo do ´ranking´ é ocupado pela Noruega, com média 9,8, e a Coreia do Norte, com média 1,08, tem a menor nota. O Brasil, com média 7,12, obteve nota 9,58 em ´eleições e pluralismo´; 7,5 em ´funcionamento do governo´; 5 em ´participação política´; 4,38 em ´cultura política´; e 9,12 em ´liberdades civis´ (Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 dez. 2010, p. A12).

19. Os investimentos do exterior no Brasil somaram US$ 37,4 bilhões, e os investimentos do Brasil no exterior, US$ 22,4 bilhões, de jan. a nov. 2010. O principal destino dos investimentos do Brasil no exterior são as Ilhas Cayman (US$ 8,1 bilhões), os EUA (US$ 3,6), Luxemburgo (US$ 1,13), França (US$ 1,1) e Portugal (US$ 0,9) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 dez. 2010, p. B1).