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ARTIGOS



ECONOMIA BRASILEIRA - CÂMBIO

A busca por conhecer como a economia funciona tem valor e nos dá verdadeira satisfação, observa Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES e da Nossa Caixa (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 out. 2010, p. B2).

O processo de desindustrialização existe, é preocupante e ameaça as contas externas, adverte o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio - MDIC.

2. A ´reprimarização´ (predomínio de bens primários) da pauta de exportações brasileira é evidente: a participação dos manufaturados foi de 40,5%, ante 43,4% dos produtos básicos, no 1º semestre de 2010. Essa composição retrocede ao patamar de 2008.

3. O MDIC sugere a adoção de diretriz para elevar a relação entre o superávit comercial e as exportações de 9% (nível do 1º semestre de 2010) para 14%.

4. O aumento do saldo negativo nas contas externas torna o Brasil cada vez mais dependente de investimentos especulativos ou de capitais de curto prazo. Os investimentos diretos – IED já não são suficientes para cobrir as necessidades de financiamento do déficit nas contas externas.

5. A desindustrialização não se manifesta pela queda na produção física da indústria. A característica fundamental do processo é a perda relativa de dinamismo da indústria na geração de renda e emprego na economia, explica o MDIC (Valor, São Paulo, 16 nov. 2010, p. A2).

6. A combinação de crescimento do poder de compra da população com real forte transformou o Brasil em prioridade para as companhias globais de bebidas. O consumo de bebidas engarrafadas, como refrigerante, cerveja e destilados, alcançou volumes expressivos e já supera os números da Europa Ocidental. O País é o maior mercado consumidor do uísque Johnnie Walker Red Label do mundo, de acordo com a empresa britânica Diageo, detentora da marca do referido uísque e, também, da vodca Smirnoff. O País disputa com a China o posto de 3º maior mercado para a Coca-Cola (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 2010, p. B1).

7. Mas as bebidas saudáveis, como isotônicos e sucos naturais, ainda têm peso pequeno no mercado nacional, embora estejam crescendo a taxas bastante altas. Nos EUA e na Europa, onde o mercado de cerveja e refrigerante está estagnado (ou encolhe) há quase uma década, a expansão se concentra em bebidas saudáveis (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 2010, p. B6).

8. Todo mundo está animado com o Brasil, dentro e fora do País. E otimismo é fator importante para o crescimento. Faz as coisas acontecerem, afirma Alan Blake, presidente da JCB, maior fabricante de retroescavadeiras do mundo (Exame. São Paulo: Abril, n. 979, 03 nov. 2010, p. 170). Um dos principais problemas do Brasil é (complementa Blake) a infraestrutura. Outro problema é a cobrança de impostos: confusa e cara.

9. O Brasil perdeu três posições e agora está no 127º lugar no ´ranking´ da pesquisa ´Doing business 2011´ elaborada pelo Banco Mundial. A pesquisa envolve 11 áreas ligadas a negócios em 183 países. As dificuldades para o pagamento de tributos são um dos motivos para a posição do Brasil (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 nov. 2010, p. B8).

10. A energia brasileira é uma das mais caras do mundo, afirma Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe. Presente em quase 40 países, a Alcoa chegou ao Brasil há quase 50 anos, atraída pela grande reserva de bauxita e pelos preços baixos da energia elétrica. A fabricante de alumínio explora no Brasil a 3ª reserva do minério do planeta (Valor, São Paulo, 09 nov. 2010, p. A2).

11. O bom desempenho de um país no comércio exterior e a defesa de seu mercado interno não depende só do câmbio. Há outros fatores com peso importante na composição do preço de um produto e, de qualquer forma, não basta ter preço bom para competir com sucesso. Resta ganhar competitividade para os produtos brasileiros agindo sobre os outros elementos a encarecer o seu custo, além do câmbio. Há um mundo de oportunidades a explorar para a redução dos preços dos produtos nacionais. Mas nada excita tanto os governos brasileiros quanto aumentar impostos, a melhor opção para ajudar a competição estrangeira, assinala J. R. Guzzo (´Uma ajuda à concorrência´. Exame. São Paulo: Abril, n. 981, 01 dez. 2010, p. 90).

12. Na indústria, precisamos ter política de busca contínua por ´performance´, seja na otimização de custos, seja na redução de energia consumida na produção ou na procura por alternativas de matérias-primas. São parâmetros sob nosso controle, em face dos quais nos tornamos competitivos. Mas o preço do dólar não está sob nosso controle. A indústria precisa ajustar-se ao câmbio, explica Giano Agostini, presidente da Goodyear do Brasil (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 686, 01 dez. 2010, p. 34).