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ARTIGOS



EDUCAÇÃO E BÔNUS DEMOGRÁFICO

O Brasil vive a fase do bônus demográfico (de 1998 a 2034): 67,6% da população (130,6 milhões de brasileiros) está na faixa etária produtiva (de 15 a 64 anos), com base em 2010.

2. O auge do bônus, quando o peso dos inativos será o menor da história para a população ativa, ocorrerá em 2022, quando a proporção de ativos atingirá 70,7% (146,4 milhões de brasileiros).

3. A partir de 2022, a proporção de ativos começará a cair: em 2050 já estará reduzida a 64,1%.

4. A fase do bônus demográfico é chance única na história de qualquer país, alerta Ronald Lee, diretor do Departamento de Demografia e Economia da Universidade de Berkeley.

5. Temos ainda mais de 20 anos para fazer a lição de casa, isto é, para modernizar a economia e melhorar a qualidade da educação e, assim, integrar o Brasil no clube dos países desenvolvidos.

6. Estimulado pela mudança no perfil demográfico da população, o setor de educação deverá experimentar ritmo de crescimento acelerado na próxima década.

7. Os gastos com educação deverão dobrar de US$ 91 para US$ 182 bilhões, de 2010 a 2020, equivalente a 9,6% de crescimento anual (Exame. São Paulo: Abril, n. 980, 17 nov. 2010, p. 34/47).

8. O principal gargalo capaz de prejudicar a competitividade do Brasil é a educação, afirma Jorge Paulo Lemann, sócio da 3G Capital Partners (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 684, 17 nov. 2010, p. 71).

9. Precisamos apostar (prossegue Lemann) na qualidade da educação. E isso serve tanto para os alunos do ensino fundamental e médio como também para as empresas. O maior patrimônio de uma companhia são as pessoas.

10. As mães brasileiras devem cobrar de seus filhos e também dos professores deles, exatamente como fazem as mães na Coreia do Sul. Já seria o bastante para darmos grande salto na educação brasileira.

11. O Brasil se destaca como ´case´ de egossintonia secular em relação a problemas graves, como a falta de equidade, de ética e de educação, afirma Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna (`A grave patologia da educação brasileira´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 nov. 2010, p. A3). Prova disso é: levamos mais de 300 anos para editar o nosso primeiro livro e fundamos nossa primeira universidade apenas no século XX, 300 anos depois da primeira da América Latina e 400 anos após da primeira dos EUA, Harvard. Ninguém sentiu desconforto com isso, frisa Viviane Senna.

12. Mais: em 1950, convivíamos pacífica e confortavelmente com taxa de 50% de analfabetos absolutos, enquanto a Argentina e os EUA tinham, respectivamente, 14% e 3% de analfabetos. Em 1900, a taxa de analfabetos absolutos era de 65%. Levamos meio século para reduzi-la em 15%.

13. Hoje, no ensino básico, apenas 3 de cada 10 crianças o concluem.

14. A despeito da extrema seriedade do quadro educacional, é possível rever o curso, com vontade ético-política aliada à competência técnica, conclui Viviane Senna.