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ARTIGOS



EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO II

Quatro medidas devem ser colocadas em prática para o Brasil chegar ao desenvolvimento: 1ª) acabar com a bagunça curricular; 2ª) diagnosticar, planejar, medir; 3ª) pagar mais aos melhores; 4ª) transformar o diretor em gestor escolar (´4 ideias para tirar o atraso na educação´. Exame. São Paulo: Abril, n. 978, 20 out. 2010, p. 193).

2. A estruturação do currículo escolar (com a definição do conteúdo a ser ensinado em cada série) é uma das medidas fundamentais para melhorar a qualidade do ensino. A estruturação do currículo aumenta o controle do trabalho do professor, tanto pelo diretor e por outros professores quanto pelos pais. Fica mais fácil supervisionar, medir e corrigir a rota.

3. O aumento do investimento na educação sem mudar a maneira de administrar é quase o mesmo de jogar dinheiro no lixo. O setor educacional deve adotar o planejamento estratégico com sistemas de avaliação de desempenho de alunos e de metas de melhoria do ensino. Só com bons diagnósticos e clareza de aonde se quer chegar conseguiremos definir as ações cotidianas. Esses passos curtos nos levam às transformações de longo prazo, afirma Vanessa Guimarães, secretária de Educação de Minas Gerais, o primeiro Estado a adotar o planejamento estratégico.

4. A concessão de prêmio aos melhores professores é caminho obrigatório para estimular os bons profissionais a permanecerem na sala de aula e para forçar os ruins a saírem dela. Esse movimento é absolutamente necessário para melhorar o ensino de uma escola e de um país. Um bom programa de valorização por mérito deve passar pela avaliação dos alunos e também pelo domínio do conteúdo da disciplina pelo educador.

5. No geral, o diretor fica enfurnado dentro de uma sala, dedica a maior parte do tempo a atividades burocráticas e pouco chama para si a responsabilidade sobre o desempenho de professores e alunos da escola. Para o sucesso de qualquer proposta séria de reforma educacional, esse quadro precisa mudar com medidas estruturadas para elevar o padrão do gestor escolar.

6. O Brasil conseguiu avanços relevantes em educação nos últimos 15 anos, porém a qualidade continua bem abaixo da média de outros países.

7. Nos testes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – Pisa, 55,5% dos alunos brasileiros obtiveram nota péssima em leitura. Em ciências e matemática o percentual chegou, respectivamente, a 61,5% e 72,5%.

8. A escolaridade evoluiu bastante: a população adulta acusa média de 7,2 anos de estudo, ante 1,8 anos em 1960, 3,8 anos em 1990 e 5,6 anos em 2000.

9. Mas a força de trabalho ainda é pouco preparada para as exigências atuais: apenas 38% da população de 25 a 34 anos tem pelo menos o ensino médio completo (ante 87% nos EUA e 77% nos países da OCDE em média).

10. O Brasil poderá garantir ganhos extras no crescimento do PIB uma vez adote as seguintes medidas: gasto anual com educação equivalente sempre a 5% do PIB; implantação de reforma educacional para colocar os estudantes brasileiros no mesmo nível dos estudantes de países desenvolvidos nos próximos 20 anos. De acordo com simulação do prof. Eric Hanushek, da Universidade de Stanford, os resultados seriam animadores: em 2034 o ganho extra acumulado no PIB seria de 5%; em 2050, de 20%; e em 2063, de 40%.

11. A qualidade da educação avança mais rapidamente no ciclo fundamental e acusa melhora limitada no ensino médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb, o mais importante indicador educacional do País. A nota média do Ideb, no ensino fundamental, subiu de 3,6 para 4,4, de 2005 a 2009. No ensino médio, subiu de 3,1 para 3,4. O objetivo é chegar em 2021 com Ideb de 6, patamar educacional da média dos países da OCDE (Valor, São Paulo, 19 out. 2010, p. A16).

12. O brasileiro lê em média 1 livro por ano, enquanto os uruguaios, 6; e os argentinos e chilenos, 5. Mas o Brasil tem 15% de analfabetos, enquanto os uruguaios, 2%; os argentinos, 3%; e os chilenos, 4%. No Brasil, o preço médio dos livros é de R$ 40,00, enquanto no Uruguai e no Chile, R$ 25,00; e na Argentina, R$ 30,00. No Brasil, há 1,25 livrarias para cada 100 mil habitantes; no Uruguai e no Chile, 3,33; e na Argentina, 2,5 (Superinteressante. São Paulo: Abril, n. 284, nov. 2010, p. 42).

13. A Lei nº 12.102, de 01 dez. 2009, institui o Dia do Plano Nacional de Educação, a ser comemorado, anualmente, em 12 de dezembro.