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ARTIGOS



EDUCAÇÃO, SAÚDE E COMPETITIVIDADE

Embora a passos lentos, o Brasil registra avanços na educação. A taxa de analfabetismo, o mais elementar dos indicadores educacionais, caiu de 17,2% em 1992 para 9,6% em 2009, de acordo com o Pnad – 2009. O governo FHC derrubou a taxa de 15,5% para 11,9%. O governo Lula a reduziu para 9,6%. Ainda são 14,1 milhões de analfabetos, quase um Portugal e meio, adverte Mírian Leitão (Diário do Nordeste, Fortaleza, 09 set. 2010, Negócios, p. 9).

2. O Brasil aparece na 58ª posição em ´ranking´ de competitividade, composto de 139 países, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Liderado pela Suíça, EUA e Cingapura, o ´ranking´ destina-se a indicar a capacidade de as economias atingirem crescimento sustentado e prosperidade (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 set. 2010, p. B3).

3. No estudo, o Brasil revela-se positivamente nos seguintes indicadores, entre outros: regulação no mercado de títulos, 5ª posição; tamanho do mercado doméstico, 8ª; quantidade de fornecedores locais, 9ª; solidez dos bancos, 14ª; disponibilidade de serviços financeiros, 27ª; capacidade de inovação, 29ª (id.).

4. Mas o Brasil é o pior país nos seguintes indicadores: extensão e impacto da tributação, 139ª posição; impacto da regulação do governo, 139ª (id.).

5. Outros indicadores negativos: desperdício dos gastos do governo, 136ª; qualidade do ensino primário, 127ª; qualidade do ensino em matemática e ciências, 126ª; custo da violência para negócios, 123ª; taxa de poupança doméstica (101ª); qualidade das estradas, 105ª (id.).

6. O Brasil melhorou muito nos últimos anos em termos de estabilidade macroeconômica e abertura de mercados. Fez avanços em educação. Mas barreiras limitam a capacidade de crescimento mais rápido e de forma sustentada. Entre elas, o regime tributário, as dificuldades para contratar e demitir empregados e a qualidade ainda baixa das instituições e do ensino primário, avalia Irene Mia, uma das coordenadoras do relatório (id.).

7. O Brasil prossegue subdesenvolvido: mal qualificado na área educacional e com precário atendimento de saúde. Menos da metade da população engajada no mercado de trabalho (43,1%) terminou o ensino médio, grau mínimo de formação para trabalhadores de economias mais dinâmicas. Apenas 11,1% concluíram curso de nível superior. Ainda temos 14,8% dos jovens de 15 a 17 anos fora da escola. Quanto à saúde, os indicadores evoluíram nas duas últimas décadas. Uma das conquistas é a acentuada queda da mortalidade infantil (de 47,1 para 19,3 óbitos até um ano de idade por mil nascimentos). Mas o País convive com doenças infectocontagiosas características de países tropicais pobres, como dengue e malária. O Sistema Único de Saúde – SUS tem suas portas abertas para toda a população, mas, sem presteza e qualidade, não consegue de fato tornar-se universal. Filas e descaso empurram três quartos da população para planos privados (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 set. 2010, p. A2).

8. A saúde é citada pela população de seis Estados (BA, DF, MG, PR, RS e SP) como a preocupação maior. Em PE e RJ, a saúde é a segunda preocupação, atrás da violência. Dos 193 milhões de brasileiros, a maioria (150 milhões) depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde – SUS. Em 1995, o setor público financiava 62% dos gastos com a saúde, enquanto o setor privado custeava 38%. Em 2009, a participação do setor público caiu para 47% e a do setor privado aumentou para 53% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 set. 2010, p. Especial 2).

9. A educação sozinha não faz mudanças, mas nenhuma grande mudança se faz sem a educação, disse Bernardo Toro, educador colombiano (Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 set. 2010, p. B9).

10. Ter curso superior é um dos sete fatores a trazer felicidade para as pessoas, afirma Daniel Kahneman, professor da Universidade de Princeton, Nobel de Economia. Os sete fatores são: 1º) ser religioso; 2º) ganhar cerca de R$ 11 mil por mês; 3º) não ser jovem; 4º) ser casado; 5º) ter plano de saúde; 6º) ter filhos; e 7º) ter curso superior (Diário do Nordeste, Fortaleza, 03 out. 2010, Caderno 3, p. 7).

11. Localizada em Cambridge, no Estado de Massachusetts, a Universidade Harvard, fundada em 1636, a mais antiga dos EUA, é a melhor universidade do mundo, de acordo com o “´Ranking´ Mundial de Universidades 2010-11” da Times Highter Education – THE (7ª edição). Os EUA se destacam: abrigam 15 das 20 melhores universidades do mundo. No ´Top 200´ do ´ranking´, estão 72 universidades dos EUA, 24 da Inglaterra, 14 da Alemanha, 10 da Holanda, 9 do Canadá, 7 da Austrália, 6 da China, 6 da Suíça, 6 da Suécia. Nenhuma instituição latino-americana integra o ´Top 200´. Na América Latina, a USP, a 1ª colocada, aparece em 232º lugar. Em seguida, vem a Unicamp, em 248º (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 set. 2010, p. C6).