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ARTIGOS



ATUALIDADES ECONÔMICAS - ANESTESIA

O PIB do Brasil cresceu no 2º trimestre de 2010: 1,2% em comparação ao 1º trimestre de 2010 e 8,8% em comparação ao 2º trimestre de 2009. No 1º trimestre de 2010, o crescimento foi de 2,7% em comparação ao 4º trimestre de 2009 e de 9,0% em comparação com o 1º trimestre de 2009. As bases do 1º e 2º trimestres de 2009 estão baixas por conta da crise de 2008 (Folha de S. Paulo, 04 set. 2010, p. B3).

2. Nos últimos 6 anos, a inflação média foi de 4,7%, quando o centro da meta é de 4,5%. Um bom desempenho, sem dúvida, avalia Mírian Leitão (Diário do Nordeste, Fortaleza, 04 set. 2010, Negócios, p. 9).

3. A Medida Provisória nº 500, de 30 ago. 2010, introduz série de alternativas para possibilitar a capitalização da Petrobras com vistas a viabilizar a execução de seu Plano de Investimento para o período de 2010 a 2014, de R$ 224 bilhões. A capitalização reduzirá o endividamento da Petrobras, ora de 34,4%, diante de teto de 35%. Por conseguinte, abrirá espaço para a Petrobras levantar mais dívidas no mercado. A estatal estima precisar tomar US$ 58 bilhões (DCI, São Paulo, 01 set. 2010, p. A3).

4. Concluído o processo de capitalização, a Petrobras levantou R$ 120,3 bilhões no mercado e passou a ser a 4ª maior empresa do mundo, atrás apenas da Exxon Mobil, PetroChina e da Apple (Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 set. 2010, p. A2).

5. O nível de endividamento das famílias brasileiras ainda é baixo, de acordo com informações da pesquisa domiciliar realizada pelo Instituto de Pesquisa Aplicada – Ipea para o Índice de Expectativa das Famílias - IEF: 72% das famílias declaram estar pouco endividadas ou não ter dívida; e 11,08% das famílias declaram estar muito endividadas (DCI, São Paulo, 01 set. 2010, p. A3).

6. Na fixação dos ´spreads´ no mercado internacional, a distinção entre países industrializados e países emergentes está-se tornando irrelevante, observa Mohamed El-Erian, presidente da Pimco, maior administradora de fundos de renda fixa do mundo (Folha de S. Paulo, São Paulo, 05 set. 2010, p. B1). Os ´spreads´ do Brasil (diferença entre os juros de 5 anos pagos pelos títulos da dívida externa do Brasil e os do Tesouro dos EUA) estão em 1,3 ponto percentual, enquanto os da Espanha estão em 1,8, os da Irlanda em 3,5 e os da Grécia em 10,0.

7. O Brasil é, de longe, o emergente ao qual a Pimco tem maior exposição (continua El-Erian). Mas isso não significa estar tudo perfeito no Brasil. Muitos avanços foram institucionalizados, mas o País precisa aumentar o investimento. O investimento privado ainda é muito baixo. O Brasil tem de continuar reformando seu regime tributário, alerta El-Erian.

8. A coalização governista acertou na pauta do povo e alcançou a vitória. Os temas escolhidos pela oposição não colaram na vida real. A coalização acertou com a volta do crescimento, do cuidado com a escola e da execução de obras, analisa Eduardo Campos, governador do Estado de Pernambuco (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 set. 2010, p. A12).

9. O Brasil expande a fronteira marítima e incorpora área de 960 mil km2 à zona de soberania nacional no mar, hoje de 3,5 milhões de km2. A medida, ainda sem a chancela das Nações Unidas, amplia direitos do Brasil para a exploração de petróleo e gás. A decisão brasileira tem suporte na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. Os países podem reivindicar direitos sobre o oceano até 350 milhas náuticas de sua costa (limite da plataforma continental), com base na referida Convenção (Folha de S. Paulo, São Paulo, 06 set. 2010, p. B1).

10. Depois de conseguir superávits nas transações correntes com o exterior entre 2003 e 2007, o Brasil voltou a apresentar déficits a partir de 2008. Os recursos externos estão suprindo a baixa poupança doméstica (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 set. 2010, p. B3).

11. O Brasil subiu da 4ª para a 3ª posição numa lista dos países prioritários nos planos de investimentos externos das multinacionais, elaborada pelas Nações Unidas por meio da Unctad. No topo do ´ranking´, destaca-se a China, seguida da Índia. O Brasil torna-se mais atraente para as multinacionais (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 set. 2010, p. B5).

12. O Brasil é o 6º em potencial de crescimento, de acordo com o Índice de Oportunidades elaborado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento – ADB (na sigla em inglês) contendo 130 países. A China se situa na 1ª posição, seguida pela Índia, Polônia, Tailândia e México. O estudo do ADB considera a pauta de exportações. No longo prazo, a renda de um país é determinada pela variedade e sofisticação dos produtos elaborados e exportados e pela acumulação de novas capacidades para desenvolver outros produtos, explicou Jesus Felipe, economista do ADB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 set. 2010, p. B1).

13. O governo brasileiro vai lançar nova ofensiva internacional para atrair a cadeia industrial do ´chip´ e das telas de TVs, computadores e celulares. A importação desses itens bate recorde e revela a imensa dependência brasileira (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 set. 2010, p. B1).

14. O rendimento médio real do trabalho subiu de R$ 1.082,00 em 2008 para R$ 1.106,00 em 2009, crescimento de 2,2%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad de 2009. O Índice de Gini do rendimento do trabalho andou três milésimos a favor da redução da desigualdade (0 é a igualdade plena): passou de 0,521 em 2008 para 0,518 em 2009, em ritmo inferior aos outros anos (Valor, São Paulo, 09 set. 2010, p. A8).

15. Cerca de 27,2 milhões de brasileiros, ou 29,4% do total de ocupados, recebiam até um salário mínimo por mês em 2009. No Ceará, apenas 12 mil trabalhadores, ou 0,3%, recebiam mais de 20 salários mínimos por mês em 2009 (Diário do Nordeste, Fortaleza, 09 set. 2010, Negócios, p. 3).

16. No curto prazo, importações baratas ajudam a complementar a oferta local e a contornar os gargalos produtivos surgidos com o crescimento acelerado. Mas, na economia real, há setores inteiros fragilizados pela concorrência externa. Passada a eleição, será hora de colocar a casa em ordem, as contas em dia e o câmbio no lugar. Não sem dores, alerta Robson Gonçalves (Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 set. 2010, p. B4).

17. A demanda mundial por comida crescerá 20% nos próximos dez anos, e ao Brasil caberá aumentar em 40% sua produção para compensar a incapacidade de crescimento das outras regiões produtoras. O nosso agro é extremamente sustentável. Já demos prova desse fato: nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos aumentou 25% e a produção saltou 154%, observa Roberto Rodrigues (Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 set. 2010, p. B14).

18. Com o crescimento atingindo todas as classes sociais, tivemos impressionante aumento na bancarização. Ao final de 2009, tínhamos mais de 81 milhões de contas correntes ativas, aumento de 69% em comparação aos 48 milhões no início da década, assinala Fábio Barbosa, presidente do Grupo Santander Brasil e da Febraban (Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 set. 2010, p. B9).

19. Entre as marcas mais buscadas por brasileiros no exterior, destacam-se: Muji (artigos para o lar); H&M (vestuário); Uniqlo (vestuário); Ikea (móveis); Agent Provocateur (lingerie); TopShop (vestuário); The Body Shop (comésticos); e Footlocker (roupas e acessórios esportivos). Todas essas marcas já atuam em países na Ásia. As redes globais priorizam os países asiáticos e reclamam de entraves logísticos e da alta carga tributária no Brasil (Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 set. 2010, p. B8).

20. O déficit em transações correntes voltou a atingir patamares recordes em ago./2010, o maior valor desde 1947. A previsão para 2010 é de US$ 49 bilhões, ou 2,49% do PIB. Para 2011, a estimativa é de US$ 60 bilhões, ou 2,78% do PIB, de acordo com o BCB. A conta é ´financiável´, tanto pelo fluxo de recursos para o País como pelo perfil da dívida externa, hoje inferior às reservas, explica Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BCB (Valor, São Paulo, 22 set. 2010, p. C8).

21. Mesmo com o aumento para US$ 60 bilhões da projeção de déficit na conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil com o exterior em 2011, o governo não deverá sacrificar o crescimento da economia por causa da piora das contas externas, disse Guido Mantega, ministro da Fazenda (O Estado de São Paulo, São Paulo, 23 set. 2010, p. B4). O déficit é preocupante, mas não é nenhum problema sério. O déficit é perfeitamente administrável e não põe em risco a solidez da economia brasileira. Há alguns anos, a economia tinha déficit de 3,5% a 4% do PIB (o déficit de US$ 60 bilhões em 2011 corresponderá a 2,78% do PIB). A elevação do déficit é o ´preço´ a ser pago pelo Brasil para ter expansão mais forte de sua economia, explicou o ministro.

22. A tarifa de energia elétrica do Brasil é a mais cara do mundo, de acordo com levantamento publicado por economistas do BNDES. A comparação envolveu países emergentes e países desenvolvidos, num total de 22 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 18 set. 2010, p. B4). A situação denota um paradoxo: o Brasil é um dos líderes mundiais em geração de energia hidrelétrica, considerada opção para oferta de energia mais barata.

23. A Odebrecht é a mais internacionalizada das empresas brasileiras, de acordo com ´ranking´ elaborado pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica – Sobeet. Na sequência, vêm: JBS, Gerdau, Metalfrio e Andrade Gutierrez. O ´ranking´ considera empregos, ativos e receitas das empresas no exterior (Folha de S. Paulo, São Paulo, 01 out. 2010, p. B4).

24. O Brasil passou a ser o 1º ou o 2º maior mercado no mundo para número crescente de multinacionais estrangeiras. O País assume importância em diversos itens de consumo. O Brasil é o nº 1 para: Scania(caminhões e ônibus); Volvo (caminhões); Fiat (automóveis; Whiripool (refrigeradores e fornos de microondas); Unileve (produtos de limpeza). O Brasil é o nº 2 para: GM (automóveis); LG (aparelhos de DVD e outros); Avon (cosméticos); Unilever (produtos de beleza de cuidados pessoais); Danone (alimentos); Nestlé (alimentos) (Exame, São Paulo: Abril, n. 977, 06 out. 2010, p. 24).

25. Lula, de certa maneira, anestesiou o Brasil. O País precisa continuar avançando e nós nos esquecemos disso, analisa o ex-presidente FHC (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 set. 2010, p. A2).

26. O governo promete ofensiva contra a alta do real e a queda do dólar. Mas o governo não tem patamar de gatilho para intervir (DCI, São Paulo, 16 set. 2010, p. B1).

27. A fatia dos produtos básicos nas exportações totais brasileiras deve superar a parcela dos manufaturados pela primeira vez desde 1978. De jan. a ago. de 2010, os produtos básicos responderam por 44,27% das vendas externas contra 39,74% dos manufaturados, 13,81% dos semimanufaturados e 2,18% das operações especiais. Um das causas da reprimarização da balança comercial brasileira é a atuação mais forte da China no comércio internacional. Os chineses são grandes compradores de matérias-primas, além de exportadores de manufaturas baratas. As exportações de manufaturas brasileiras acabam sendo muito caras, por conta da carga tributária, além do câmbio, da taxa de juros alta e da infraestrutura deficiente, alerta José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil - AEB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 18 set. 2010, p. B5).

28. O fluxo de capitais para os países em desenvolvimento cresce com rapidez, e o Brasil é um destinatário privilegiado. Por causa da enxurrada de dólares, o País experimenta processo de forte valorização do real. Esse processo é ameaça ao equilíbrio das contas externas (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 set. 2010, p. A2).

29. O Brasil é o país com o 2º maior crescimento percentual das reservas internacionais nos últimos 12 meses, atrás apenas da Suíça. As reservas brasileiras avançaram de US$ 223,5 para US$ 273,8 bilhões, de 25 set. 2009 a 27 set. 2010 (Valor, São Paulo, 29 set. 2010, p. C1).