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ARTIGOS



EDUCAÇÃO E RENDA PER CAPITA

O Brasil subirá da 8ª para 5ª posição no ´ranking´ das maiores economias do mundo entre 2009 e 2032, mas, em termos de renda per capita, permanecerá estagnado na 47ª posição numa lista de 73 países, de acordo com o Goldman Sachs. Saltos de produtividade são a chave para a economia brasileira atingir ritmo de crescimento suficiente para levar a expansão mais significativa de sua renda per capita. Mas o Brasil está longe de trilhar esse caminho. O avanço da produtividade depende de fatores como a quantidade e a qualidade do capital físico e humano e a eficiência como eles são utilizados. No Brasil, os investimentos na formação de capital físico seguem muito baixos, equivalentes a cerca de 18% do PIB, ante mais de 45% na China, 28,7% em Cingapura e pouco mais de 20% na média da América Latina. Além disso, a qualidade da educação ainda é baixa. O País fica muito mal quando participa de testes de aprendizado em todos níveis escolares, pondera Eduardo Giannetti da Fonseca, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa – Insper (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 ago. 2010, p. B1).

2. Depois de criar universidades de elite e de tornar-se o país com mais estudantes de ensino superior do mundo, a China lançou, mês passado, o Programa de Reforma e Desenvolvimento da Educação Nacional 2010-2020, focado no ensino profissionalizante e na descentralização como forma de atender melhor ao mercado de trabalho. O ensino vocacional ou profissionalizante, com duração média de dois anos, é o canal mais importante para aliviar as condições da estrutura de oferta e demanda do mercado de trabalho, diz o Programa (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 ago. 2010, p. B4).

3. Apesar das grandes empresas nacionais e estrangeiras enxergarem enorme potencial no mercado brasileiro de educação, o ritmo de expansão do ensino superior vem caindo. Os motivos são a carência de financiamento e a baixa qualidade da educação básica, a formar pessoas despreparadas. Existem sete milhões de pessoas formadas no ensino médio, mas sem acesso ao ensino superior. Apenas 14% dos jovens de 18 a 24 anos estavam cursando o ensino superior em 2009. A meta do governo era elevar esse percentual para 30% em 2010. O País contava com 2.495 instituições de ensino superior em 2009, sendo 2.243 privadas e 252 públicas (Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 ago. 2010, p. B6).

4. À medida da ascensão social, os brasileiros também escalam novos patamares de consumo. Além do aumento da renda e do crédito, três fortes tendências de comportamento modificam a cesta de compra: 1ª) quero ter mais, ou seja, expansão do universo do consumo com a agregação de novos itens; 2ª) quero saber mais, ou seja, a educação é valorizada em todas as classes sociais, mas para os mais pobres a educação pavimenta o caminho para renda maior e para novos hábitos de consumo; 3ª) quero experimentar mais, ou seja, o consumidor inclui novos hábitos em ambientes ainda não conhecidos, como viajar de avião, conhecer restaurantes ou passar a freqüentar cinemas e teatros, além de supermercados para comprar itens além da cesta básica. Após o ´ter mais´, passo inicial, a partir de certo ponto, normalmente na passagem da classe D para a C, opera o anseio de ´saber mais´. Mais à frente, entre as classes C e B, o desejo de ´experimentar mais´ passa a disputar a preferência do consumidor. Estão sendo abertas inúmeras oportunidades na economia brasileira. Quem souber entender o comportamento do consumidor poderá desfrutá-las (Exame, São Paulo: Abril, n. 972, 28 jul. 2010, p. 20).

5. O Brasil ocupa a 13ª posição no ´ranking´ mundial da produção científica, assinala Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes (Diário do Nordeste, Fortaleza, 18 ago. 2010, p. 11). A educação básica no País, ainda de má qualidade, representa grande desafio, a exigir esforço, alerta o presidente.

6. A educação, seguida da saúde e da infraestrutura, deve ser a prioridade do próximo governo segundo a maioria dos executivos das melhores do País (Valor, São Paulo, 31 ago. 2010, p. A7).