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ARTIGOS



BRASIL – OBRA EM ANDAMENTO

A América Latina saiu-se bem na crise, mas ainda há importante dever de casa por fazer, se a região quiser competir, em condições de igualdade, com os concorrentes asiáticos nas próximas décadas.

2. Os seguintes gargalos ameaçam a região: carência de infraestrutura; déficit de mão-de-obra qualificada; e entraves aos negócios (no ´ranking´ do relatório ´Doing business 2010´, elaborado pelo Banco Mundial, o Brasil está na 129ª posição entre 183 países; o Chile e Argentina figuram no 49º e no 118º lugar, respectivamente).

3. A poupança nacional deve ser aumentada para financiar investimentos em capital humano, capital físico e infraestrutura.

4. A taxa de poupança na América Latina é muito baixa em relação aos asiáticos. O Chile se sai melhor com 25%. No Brasil, a poupança limita-se a 16%. Os asiáticos chegam acima de 30%.

5. As empresas brasileiras não encontram facilidades para operar, diante da baixa qualificação da mão-de-obra e dos entraves aos negócios. Elas se tornam menos competitivas no cenário global, conclui o economista Tomás Málaga, do Itaú-Unibanco (Diário do Nordeste, Fortaleza, 24 abr. 2010, p. 10).

6. No relatório ´Doing business 2010´, o Brasil caiu duas posições: da 127ª para a 129ª colocação. A China ocupa o 89º lugar; a Índia, 133º; e a Rússia, 120º (DCI, São Paulo, 30 mar. 2010, p. A4).

7. Há dois anos, o Brasil obteve o selo de ´investment grade´.

8. Em 30 abr. 2008, a agência de classificação de risco Standard & Poor´s – S&P elevou a classificação da dívida soberana do Brasil para ´grau de investimento´. Acima da melhoria dos indicadores econômicos, influenciou a decisão da S&P o amadurecimento político e econômico do Brasil, afirma Sebastian Briozzo, diretor da agência de classificação (Valor, São Paulo, 23 abr. 2010, Eu & Fim de Semana, p. 4).

9. Em 29 maio 2008, a Fitch Ratings também incluiu o Brasil no grupo de países ´investment grade´ (id.).

10. Em 22 set. 2009, a Moody´s completou o circuito de avaliações das três agências de classificação de risco mais conceituadas do mercado internacional. A Moody´s deu ao Brasil o ´investment grade´ em plena crise (quebra do banco Lehman Brothers), quando outros países estavam sendo rebaixados (id.).

11. No próximo ano, o Brasil ocupará a 4ª posição entre os destinos preferidos dos investidores, de acordo com pesquisa a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – Unctad. Ficará atrás só da China, EUA e Índia. Em 2007 o Brasil estava na 14ª posição e em 2008 já alcançava a 10ª (id.).