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ARTIGOS



VINHO NACIONAL

A Miolo assumiu a Almadén. O vinho Miolo é caro para o consumo diário. O vinho Almadén atenderá à demanda por produto de menor valor. A Miolo introduzirá algumas modificações básicas tanto nos vinhedos como na vinificação para conseguir elevar a qualidade do vinho Almadén. O grupo passará a ter vinhos de R$ 9,90, da Almadén, a R$ 180,00, da Miolo (o Sesmaria), diz Adriano Miolo, presidente da Vinícola Miolo (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 dez. 2009, p. B4).

2. A indústria do vinho (continua Adriano Miolo) vive uma era de fusões. Só em 2008 foram 700 no mundo. As empresas precisam ser grandes para tornarem-se competitivas, terem força do mercado, baixarem custos de logística e ganharem participação. As empresas médias terão problemas, mas as pequenas terão caminho para crescer, uma vez busquem nichos de mercado e mantenham baixos custos.

3. A indústria do vinho nacional precisa retomar o mercado perdido. O saudável seria uma divisão de 50% com os importados, hoje com 80% de participação.

4. O Brasil caminha para uma melhoria na qualidade do vinho fino nacional. A indústria vem envidando esforços, nos últimos dez anos, tanto na qualidade dos vinhedos como nos equipamentos utilizados. Mas o processo não é rápido. Só agora começam a chegar ao mercado os primeiros vinhos elaborados com qualidade.

5. O espumante nacional já tem o reconhecimento do consumidor. Na mesma categoria, o espumante nacional é superior ao importado. O mercado de espumante nacional cresce 20% ao ano e ainda tem muito espaço para crescer. Com qualidade boa e preços competitivos, o espumante tem tudo para ser a bebida do dia a dia do brasileiro. Ainda há desafios para a consolidação do mercado: fazer o Brasil reconhecido como terra do espumante e montar uma padronização do produto (regiões produtoras e métodos de elaboração).

6. O vinho para ser aceito no mercado precisa de qualidade intrínseca, preço competitivo, segurança alimentar, rastreabilidade e, agora, exigência de sustentabilidade.

7. O maior custo da indústria do vinho são, sem sombra de dúvida, os impostos. Eles somam 43% para a indústria e 52,5% para o consumidor, ou seja, de cada R$ 100,00 pago pelo consumidor, a parcela de R$ 52,50 corresponde a tributos. No mundo, o vinho é visto como alimento. Mas no Brasil (conclui Adriano Miolo) é taxado como bebida alcoólica.

8. Uma das maiores concorrentes da Miolo, a Salton lamenta a perda da disputa pela Almadén, dona de um dos maiores vinhedos da América Latina. Seria interessante ter comprado a Almadén, diz Daniel Salton, presidente da Salton, sediada em Bento Gonçalves (RS), líder do mercado nacional de espumantes, com 40% de participação (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 639, 06 jan. 2010, p. 69).

9. O projeto ´Wines from Brazil´ (Vinhos do Brasil) contratou Angela Hirata, consultora-executiva de comércio internacional da Alpargatas, para promover o vinho nacional no estrangeiro. Ela tentará repetir a façanha do sucesso das Havaianas no exterior. Vamos posicionar o produto no melhor ponto de venda e chegar nos ´sommeliers´ de prestígio. Assim, o vinho será colocado no bom hotel ou no bom restaurante, diz Angela Hirata (Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 dez. 2009, p. B2).

10. No início, não podemos vender grandes volumes. Vamos vender pequenos volumes, mas bem posicionados. Vamos trabalhar o pico da pirâmide, isto é, colocar a marca no top do mercado. A valorização em países formadores de opinião vai-se refletir no aumento do consumo interno. O maior obstáculo é o paradigma segundo o qual o Brasil não pode fazer vinho de qualidade.

11. Três elementos são importantes para o sucesso de um negócio: 1º) razão (a empresa deve ter boa rentabilidade); 2º) sensibilidade (identificar o produto demandado pelo mercado); e 3º) emoção (a venda é constituída em cima de emoção).

12. Os principais concorrentes do vinho brasileiro são os do Novo Mundo: californianos, chilenos e argentinos.

13. Rogério Fazano aponta mudança de hábito no gosto do brasileiro mais abastado: antigamente, 70% dos meus clientes jantavam com uma garrafa de uísque na mesa e, agora, 90% jantam com vinho (Veja, São Paulo: Abril, n. 2.146, 06 jan. 2010, p. 15).

14. O Decreto Presidencial nº 6.871, de 04 jun. 2009, dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. As bebidas são classificadas em: I-bebida não-alcoólica; e II-bebida alcoólica. A bebida alcoólica pode ser: fermentada; destilada; retificada; e por mistura.