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ARTIGOS



CRISE DE 1929 E DE 2007-2009

Há 80 anos: o ´crash´.

2. Dia 24 out. 1929, a quinta-feira negra: a Bolsa de Valores de Nova Iorque cai 11%.

3. Dia 28 out. 1929, a segunda-feira negra: a Bolsa caiu mais 13%.

4. Dia 29 out. 1929, a terça-feira negra: a Bolsa caiu mais quase 12%.

5. Foi o golpe final. O caos se instalou. Quase 12 mil bancos quebraram entre 1929 e 1933. O mundo entrou na maior depressão econômica conhecida. O baixo crescimento afetou toda a década de 1930. Nos EUA, 25% da população perdeu o emprego.

6. O Brasil foi contaminado pelo colapso no preço de café, ´commodity´ responsável por 80% da pauta de exportação. O produto perdeu mais de 50% do valor. A cotação do dólar duplicou em menos de um ano. O câmbio forçou a diversificação da indústria nacional.

7. Nos cinco anos anteriores à terça-feira negra, a Bolsa subiu 500%. Uma orgia de especulação, afirmou Philip Snownden, ministro da Economia do Reino Unido. Clima de euforia. Crescimento inédito da economia. Crédito farto. Facilidade no levantamento de fortunas com abertura de capital. Os EUA chegaram a ter 31 mil bancos.

8. A recuperação da economia só aconteceu em 1943. A Bolsa só retomou o terreno perdido em 1954, 25 anos depois.

9. Há semelhanças entre 1929 e a crise atual. Ambas se originaram de excesso de otimismo. Ambas evidenciaram volatilidade no mercado de ações e colapso na confiança nos bancos. Mas a resposta dada pelos governos diferiu. Eles atuaram em conjunto para injetar liquidez e evitar uma pane completa na economia. Nos EUA, somente o FED criou onze linhas de crédito para irrigar a economia. O socorro atingiu US$ 6 trilhões. Os governos fizeram o inverso de 1929, observa Ernesto Lozardo, economista da FGV.
(´Crash revisitado´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 out. 2009, p. B14/15).

10. Dia 19 jul. 2007: o índice Dow Jones supera, pela primeira vez, a marca de 14 mil pontos.

11. Dia 11 out. 2008: reunião do G7 em Washington não chega a consenso sobre as ações contra a crise e o índice Dow Jones cai 18% na semana.

12. Dia 09 mar. 2009: o índice Dow Jones cai a 6.547 pontos, o nível mais baixo desde 1997.

13. O mundo já ensaia sair da pior recessão do pós-Segunda Guerra, mas uma recuperação mais firme poderá demandar mais tempo além do previsto, segundo o FMI. Em nova revisão de suas previsões, o Fundo elevou de 1,9% para 2,5% a expectativa de crescimento global de 2010, mas também aumentou de 1,3% para 1,4% o tamanho da contração esperada para 2009, assinala  Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 jul. 2009, p. B1).

14. Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve – FED, perdeu até cerca de um terço do seu patrimônio entre 2007 e 2008, em face da desvalorização da carteira de um fundo de pensão no qual aplicava. No mesmo período, o S&P 500 (envolvendo as 500 das maiores empresas) da Bolsa de Valores de Nova Iorque recuou 36% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 jul. 2009, p. B7).
15. Antes de a crise explodir, no dia 12 set. 2008, o prêmio de risco do México era de 134,1 pontos básicos, em comparação com os 155,30 pontos do Brasil. Enquanto o risco-México subiu 22,1% desde então, o risco-Brasil teve queda de 19,6%. O Brasil foi um dos primeiros países a sair da recessão, e as perspectivas de crescimento para 2010 são ainda mais animadoras, dado o ciclo de investimentos nas áreas de petróleo e gás (Valor, São Paulo, 24 ago. 2009, p. C1).

16. O Brasil tinha melhorado. Supunha-se. A crise atual serviu de prova. A economia brasileira demonstrou robustez significativa nos seus pilares. A crise foi uma oportunidade para uma virada de página em relação ao histórico de uma economia cheia de pontos fracos, afirma Octávio de Barros, diretor de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco (`PrimeLine´. São Paulo: Bradesco, n. 24, out. 2009).

17. Os mercados financeiros se recompuseram e começaram a funcionar novamente. A economia mundial superou o choque. Mas o mundo vai demorar bastante para absorver os fatos ocorridos na crise, avalia George Soros (Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 out. 2009, p. B4).

18. Após quatro semestres de queda, a economia dos EUA voltou a crescer no 3º trimestre de 2009: 3,5% na taxa anualizada (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 out. 2009, p. A1).