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ARTIGOS



CRISE: ROTA DE RECUPERAÇÃO

Nos EUA, a crise é um tsunami. Aqui, vai chegar uma marolinha, não vai dar nem para esquiar. Presidente Lula em 04 out. 2008.

O valor total de recursos comprometidos pelos governos de onze países desenvolvidos para apoio aos bancos e restabelecimento do crédito chega a US$ 7 trilhões ou 18,8% do Produto Interno Bruto – PIB, de acordo com o Banco de Compensações Internacionais – BIS. Desse total, os desembolsos com injeção de capital, compra ou garantia de bônus emitidos pelos bancos e limpeza de ´ativos tóxicos´ alcançaram US$ 2,8 trilhões ou 7,6% do PIB, envolvendo os EUA, Alemanha, Japão, Austrália, Canadá, França, Itália, Holanda, Suíça, Espanha e Reino Unido. O tamanho da intervenção foi mais alta no Reino Unido e na Holanda, com os desembolsos chegando a 44,1% e 16,6% do PIB. Nesses dois países, o sistema bancário é grande em relação à economia real e dominado por grandes instituições (Valor, São Paulo, 13 ago. 2009, p. C1).

2. Alemanha e França voltaram a crescer no 2º trimestre de 2009 e puxam a economia da zona do euro (-0,1% de variação do PIB no 2º trimestre de 2009, ante -2,5% no 1º trimestre de 2009) (Valor, São Paulo, 14 ago. 2009, p. A11).

3. O mundo está saindo da recessão e do pânico financeiro, mas apenas mudanças cosméticas foram realizadas. Tais mudanças poderão não ser suficientes para conter nova avalanche no futuro, avalia Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do FMI, hoje professor da Universidade de Chicago (Valor, São Paulo, 19 ago. 2009, p. C8). Ele propõe a criação de capital contingente para os bancos (dívida a ser convertida em ações no caso de perdas).

4. Tanto a economia dos EUA quanto a de outros países estão na rota da recuperação. As chances de volta do crescimento são boas. Embora tenhamos evitado o pior, há desafios pela frente. Num primeiro momento, a recuperação tende a ser muito lenta, com os níveis de desemprego baixando apenas gradualmente dos elevados patamares atuais. A área do crédito começa a normalizar-se, observa Ben Bernanke, presidente do FED durante encontro com presidentes de bancos centrais e economistas de vários países (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 ago. 2009, p. B3).

5. A crise teve dois momentos importantes: um, a crise do ´subprime´; outro, depois da quebra Lehman Brothers. Quando nós dizíamos da marolinha, não era porque desconhecíamos o tamanho da crise. Mas porque estávamos preparados para os dois momentos. A catástrofe anunciada por alguns não aconteceu. O desemprego em massa não ocorreu. Vamos terminar este ano crescendo. No próximo ano, vamos crescer bem, garante o presidente Lula (Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 ago. 2009, p. B3).

6. O crescimento anualizado da economia brasileira e do crédito ao consumo já voltaram aos níveis pré-agravamento da crise, em set.-2008. A crise entrou no Brasil pelo mercado de crédito, principalmente em moeda estrangeira para exportadores e empresas. Mas o País foi rápido na resposta. O BC disponibilizou R$ 99,8 bilhões para o sistema financeiro em dinheiro, originário dos depósitos compulsórios, afirma Henrique Meirelles, presidente do BCB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 26 ago. 2009, p. B3).

7. Instalada a crise, Ben Bernanke, presidente do FED desde fev. de 2006, estudioso da Grande Depressão, prometeu evitar a repetição do desastre. Implementou o maior programa de socorro financeiro da história do capitalismo. O FED destinou R$ 1,4 trilhão com as mais variadas e inéditas ações (`Bernanke passa no teste da crise e continua no FED por mais quatro anos´. Valor, São Paulo, 27 ago. 2009, p. A14).

8. O FED reduzirá o valor dos leilões de empréstimos a bancos. Serão ofertados US$ 75 bilhões em cada um dos dois leilões de set.-2009, ante US$ 150 bilhões em jul.-2009. A demanda pelo programa emergencial está caindo. O programa de leilões, criado em dez.-2007, foi uma das primeiras ações para conter a crise (Valor, São Paulo, 27 ago. 2009, p. B18).

9. As siderúrgicas estão retomando a produção em todo o mundo. O setor se recupera da pior derrocada desde a II Guerra Mundial. No segundo semestre de 2008, as siderúrgicas reduziram os preços, a produção e o número de funcionários, diante das dificuldades das construtoras e das montadoras automobilísticas para sobreviver à crise econômica mundial (Valor, São Paulo, 27 ago. 2009, p. B18).