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ARTIGOS



BANCOS & CRÉDITO

“Somos ´trainee´ a vida inteira. Para fazer sucesso na carreira, é preciso não esgotar o desejo do conhecimento. Estou sempre aprendendo como enfrentar crises, trabalhar com novos sistemas, lidar com pessoas diferentes.” Pedro Melo, presidente da KPMG (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três. n. 621. 02 set. 2009, p. 70).

O banco existe para três funções: I – rentabilizar e proteger a poupança das pessoas; II – financiar o consumo e o investimento; e III – fazer pagamentos e recebimentos. A principal é a segunda função, avalia Fábio Barbosa, presidente da Federação Brasileira de Bancos - Febraban (Valor, São Paulo, 11 ago. 2009, p. C8).

2. Os bancos têm de dar mais visibilidade às suas atividades. Têm de estar mais próximo da sociedade. O setor tem de dialogar não só com o Banco Central, mas com a imprensa, o Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Procons. Há mais desinformação sobre o sistema financeiro e menos problemas.

3. O cliente busca três coisas num banco: I – conveniência; II – serviço; e III – preço. A concorrência não se baseia só no preço, mas também conveniência e qualidade no serviço. É impossível saber o supermercado mais barato: num é a carne, no outro, o espinafre. O cliente tem de definir o seu melhor pacote (id.).

4. As pessoas têm de aprender mais e melhor como interagir com seu banco e com seu dinheiro, ou seja, a educação financeira(*). Sempre dou como exemplo o cheque especial. Não é para ser usado no prazo longo. É como pegar um táxi de São Paulo para Fortaleza. Táxi não é a melhor maneira de ir a Fortaleza. Táxi é para corridas curtas. Para ir mais longe, há ônibus e avião. O mesmo ocorre no sistema financeiro (id.).

5. O sistema financeiro não é o setor mais lucrativo. Os bancos têm sido o 6º setor mais lucrativo da economia nos últimos cinco anos, segundo dados do Valor 1000 (**) (id.).

6. Quando há recessão, as pessoas gastam menos e os bancos emprestam menos. O governo é o único anticíclico. Acho natural o governo utilizar os bancos públicos para reverter uma situação. Essa atitude tem impacto (id.).

7. Os bancos estatais tiveram papel importante de estimular a economia, enquanto houve movimento mundial de contração no crédito, aperto de liquidez e aumento de ´spread´. Estavam sendo beneficiados por mais depósitos devido à busca por segurança. Então puderam exercer um papel na expansão do crédito e na queda gradual do ´spread´. Ganharam mercado. O setor privado naturalmente procurará recuperar o espaço voltando a competir com taxas e ´spread´, avalia Henrique Meirelles, presidente do BCB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 ago. 2009, p. B5).

8. A forte atuação dos bancos públicos no crédito desde a eclosão da crise internacional resultou no aumento da participação de mercado dessas instituições: BB, Caixa e BNB agora dominam 28,15% do crédito, ante 24% ao final de 2008 (Valor, São Paulo, 18 ago. 2009, p. C1).

9. De dez. de 2003 a dez. de 2008, o sistema financeiro privado nacional superou o sistema financeiro público em volume de crédito: I - a participação das instituições financeiras privadas nacionais cresceu de 8,3% para 17,7% em relação ao PIB; II - a participação das instituições financeiras públicas, de 8,2% para 15,0%; e III - a participação das instituições financeiras privadas estrangeiras, de 5,5% para 8,7% (Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 ago. 2009, B3).

10. O endividamento do setor privado supera o do setor público em jun.-2009: I - a dívida do setor privado (empréstimos bancários, notas promissórias, debêntures, fundos de recebíveis e outros instrumentos) somava R$ 1,549 trilhão (52,9% do PIB); e II - a dívida do setor público totalizou R$ 1,320 trilhão. O setor público, até abr.-2008, absorvia a maioria dos recursos disponíveis para o financiamento da economia brasileira. A mudança significa, segundo Carlos Rocca, economista (Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 ago. 2009, p. B1): o governo e as estatais começam a sair do centro das decisões financeiras, e o espaço passa a ser ocupado pela iniciativa privada, pela sociedade civil e por entidades de classe e de defesa do consumidor.

11. O setor bancário tem criado muitas oportunidades para os seus profissionais. Nenhum outro setor econômico oferece carreira tão atrativa e ágil. Os bancários contam com salários valorizados, a maior média salarial do País, além de benefícios amplos e protetores sem diferença entre regiões ou organizações, afirma Magnus Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Febraban (`Dentro dos bancos´. O Globo, Rio de Janeiro, 01 set. 2009).

12. A categoria dos trabalhadores bancários (prossegue Apostólico) é a única do País favorecida com convenção coletiva nacional, válida para todos os bancos e todos os bancários, com equidade de bases salariais, de benefícios e regras de relacionamento. Apesar da jornada reduzida, os pisos salariais da categoria, adicionados os benefícios diretos, são incomparáveis com quaisquer outros agrupamentos de trabalhadores. A convenção coletiva garante ainda a distribuição de lucros a todos os bancários.

(*) AUTO-EDUCAÇÃO CREDITÍCIA. O tomador de crédito há de considerar as seguintes principais medidas: 1) conhecer a si mesmo e suas condições financeiras; 2) conhecer as ofertas da praça; 3) traçar as perspectivas do futuro pelo prazo (ou até mais) do crédito; 4) combinar as datas de reembolso das prestações com as datas capazes de garantir mais conforto e segurança para efetuar o pagamento (Financeiro, São Paulo: ACREFI, n. 38, ago. 2006, p. 16).

(**) RANKING DA RENTABILIDADE DO PL, segundo estudo da Austin Rating: 1º) administração e concessões de rodovias, 33,90%; 2º) bebidas e fumos, 32,50%; 3º) siderurgia, 24,80%; 4º) industrial, 23,60%; 5º) serviços de eletricidade, 19,10%; 6º) convênios e serviços médicos, 18,60%; 7º) editorial e gráfico, 18,10%; 9º) mecânica, 17,40%; 10º) petróleo e gás, 16,80%; 11º) madeira e mobiliário, 16,60%; 12º) papel e celulose, 14,20%; 13º) serviços gerais, 14,00%; 14º) eletro-eletrônica, 13,30%; 15º) financeiro, 12,50%; 16º) comércio, 11,20%; 17º) química, 11,20%; 18º) metalurgia, 10,70%; 19º) material de transporte, 10,60%; 20º) transporte, 10,30% (Gazeta Mercantil, São Paulo, 03 mar. 2008, p. B3).