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ARTIGOS



BRASIL NO RADAR

O Brasil está no radar de todo o mundo, diz Armínio Fraga, nomeado um dos seis membros do recém-criado conselho do fundo soberano chinês ´China Investment Corporation – CIC´, de US$ 200 bilhões (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 jul. 2009, p. B2).

2. O Brasil, entre os países emergentes, é de longe o melhor para investir hoje, afirma Whitney Tilson, gestor do T2 Partners LLC, dos EUA (Valor, São Paulo, 15 jul. 2009, p. B1). Os motivos são os seguintes: 1º - sólidos fundamentos macroeconômicos; 2º - o governo se importa com o mercado financeiro; 3º - a boa qualidade da gestão das companhias abertas; e 4º - tratamento dado aos acionistas minoritários.

3. Uma das dez maiores economias do mundo, o Brasil tem os ingredientes certos para ser um dos indutores da recuperação da economia global, mas terá de manter as políticas adotadas, especialmente no nível macroeconômico. Mantidas essas políticas, o País será um dos motores da recuperação, avalia Leonardo Martinez-Dias, um dos organizadores do livro ´O Brasil como uma superpotência?´ (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 jul. 2009, p. B4).

4. A crise teve dois efeitos: 1º - mostrou o não descolamento do Brasil e de outros emergentes em relação aos EUA, ou seja, não estão independentes dos EUA; 2º - o Brasil está muito mais resistente para enfrentar crises, em comparação com o passado, e tem uma poderosa base de crescimento dentro do país (id.).

5. O Brasil emergirá da crise como um ´player´ mundial ainda mais forte e respeitado. Tem hoje todas as principais riquezas do mundo. Possui 14% da reserva de água doce do planeta. Tem uma das maiores reservas fósseis do mundo e uma enorme margem de ampliação da produção de combustíveis renováveis. Bastou usar 1% de terra agricultáveis na produção de etanol e conseguiu a substituição de 50% da gasolina antes consumida, ressalta Sérgio Machado, presidente da Transpetro, ex-senador da República (´Com os pés no chão e muita esperança´. O Povo, Fortaleza, 19 jul. 2009, p. 7).

6. O interesse dos investidores estrangeiros é bastante amplo. O Brasil é o país do mundo com a maior diversificação de ´commodities´ entre metálicas e agrícolas. Possui o mais diversificado tecido industrial dos emergentes, superado apenas pela China. Ainda a favor do Brasil: setor privado reconhecidamente de grande gabarito e democracia consolidada. As empresas do mundo passam a ver o Brasil como economia com atributos diferenciados e com perspectivas inéditas. O Brasil tem oportunidade histórica de tornar-se país desenvolvido num horizonte de 25 anos, se adotar algumas medidas rapidamente, como aprender a poupar recursos, radicalizar em grandes reformais estruturais (previdência, trabalhista, tributária e autonomia do BCB) e redirecionar os investimentos públicos para infraestrutura e educação/inovação. Além dessas medidas, o País tem de manter a previsibilidade da macroeconomia e políticas sociais de alta qualidade, avalia Octávio de Barros, diretor de Pesquisas Econômicas do Bradesco (Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 jul. 2009, p. B5).

7. São ainda elementos a favor do Brasil: o País tende a tornar-se superavitário estruturalmente na balança comercial com a camada pré-sal e com o aumento de preços relativos das ´commodities´ (a população mundial alimentável passará de 6,7 bilhões para 8,3 bilhões em 2030); o chamado bônus demográfico (a redução da taxa de idosos e crianças sobre a população em idade de trabalhar favorece a maior produtividade) (id.).

8. O Brasil é o 4º destino para investimento, de acordo com ´ranking´ elaborado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD (sigla em inglês). A liderança é da China, seguida dos EUA, Índia, Brasil, Rússia e Reino Unido. A UNCTAD consultou as maiores multinacionais do mundo sobre seus planos no exterior (investimento estrangeiro direto – IED) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 jul. 2009, p. B5).

9. O PIB per capita cresceu 20% nos últimos seis anos, enquanto a massa salarial, 17%. O País gerou mais de 8 milhões de empregos formais. O salário mínimo aumentou seu poder real de compra em 45% e beneficiou 42 milhões de pessoas. Cerca de 17 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a ser participantes ativos da construção do País. Entre out. de 2008 e abr. de 2009, já em plena crise, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas grandes cidades. O Bolsa Família já atende a mais de 11,3 milhões de famílias e contribui para tirar milhões da miséria. Por meio da manutenção das crianças na escola, o Bolsa Família amplia as oportunidades econômicas e sociais das novas gerações de brasileiros, afirma Aloizio Mercadante, economista, senador da República (`Eles vieram para ficar´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 jul. 2009, p. A3)

10. A boa conjuntura da economia internacional garantiu contribuição relevante ao crescimento. O mercado interno teve papel significativo na consolidação do desenvolvimento. Mas, nos próximos anos, nosso desenvolvimento terá de escorar-se, essencialmente, no mercado interno. O comércio internacional mostra queda de 31% no 1º trimestre de 2009, em comparação ao mesmo período de 2008, alerta Mercadante (id.).

11. A Shell lidera o ´ranking´ das 500 maiores empresas globais, por faturamento, elaborado pela ´Fortune´. Em seguida, aparecem a ExxonMobil e o Wal-Mart. O Brasil conta com 6 empresas no ´ranking´ sob a liderança da Petrobras (34ª posição), seguida do Bradesco (148ª), Itaúsa (149ª), Banco do Brasil (174ª), Vale (205ª) e Gerdau (400ª) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 jul. 2009, p. B8).

12. As 500 maiores empresas brasileiras revelam aumento de 5% nas vendas (de US$ 808 para US$ 846 bilhões), de 2007 para 2008, de acordo com Melhores e Maiores 2009 (Exame, São Paulo: Abril, n. 947, 15 jul. 2009, p. 28). Mas o lucro recuou de US$ 52 para US$ 36 bilhões, ou seja, -31,5%.

13. Cresce a fatia estrangeira no capital de empresas nacionais. A participação do capital externo no total negociado na Bovespa aumentou de 22,3% para 36,0%, de 1999 a jun./2009 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 jul. 2009, p. B1).

14. Os números do 2º trimestre de 2009 já mostram o PIB brasileiro em expansão. A variação positiva deverá situar-se entre 0,5%, para os mais pessimistas, e 2,3%, para os mais otimistas. O PIB acusou duas contrações consecutivas: no 4º trimestre de 2008, de 3,6%, e no 1º trimestre de 2009, de 0,8% (Valor, São Paulo, 15 jul. 2009, p. A1).

15. O Brasil detém 1,2% do comércio mundial, com base em 2008, segundo a Organização Mundial do Comércio – OMC. O País é o 22º no ´ranking´ dos exportadores e o 24º no ´ranking´ dos importadores. A Alemanha continua sendo o 1º lugar em vendas externas (9,1% do total), seguida da China (8,9%) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 jul. 2009, p. B13).

16. As exportações de café crescem de 27,4 para 31,3 milhões de sacas, entre a safra de 2007/08 e 2008/09, e atingem recorde histórico. O Brasil é o maior exportador do produto, com fatia em torno de 30% do mercado mundial. Na sequência, vem o Vietnã. Os anos 1880-1930, em face da supremacia da cultura cafeeira, representam para a economia nacional o denominado ciclo do café. Em 1929, São Paulo atendia a 2/3 do consumo de café no mundo. Ainda em 1952, no governo Getúlio Vargas, o café respondeu por 73,7% das vendas externas. Caiu para 20% em 1973 e chegou a 2,3% em 2008 (Valor, São Paulo, 06 jul. 2009, p. B10).

17. O Brasil tem a mais moeda a mais volátil em ´ranking´ envolvendo 25 moedas internacionais, de acordo com estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp. O índice de volatilidade do câmbio brasileiro é de 21,52% entre 2002 e 2009, ante 9,38% da Rússia e 6,31% da Índia. Em cinco dos oito anos pesquisados, o real está entre as três moedas mais voláteis. Para a Fiesp, o governo deve ser mais atuante na gestão do câmbio para conter a volatilidade exagerada. Existe um arsenal de medidas disponíveis para o controle do câmbio, um dos mais importantes indicadores da economia. A Fiesp não é contrária ao regime de câmbio flutuante, conclui Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da referida Entidade (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 jul. 2009, p. B2).

18. A Petrobras deu início, em 02 set. 2008, no campo de Jubarte, litoral do Espírito Santo, à extração do petróleo da camada pré-sal, a nova província petrolífera do País, com área de 800 km de extensão e 200 km de largura. Com o início da produção, a Petrobras vai obter, na prática, ainda mais conhecimento para explorar melhor as novas reservas do litoral brasileiro, assinala a estatal em anúncio (O Estado de S. Paulo, São Paulo, 03 set. 2008, p. A15).

19. Apenas um de 16 poços perfurados no pré-sal da bacia de Santos não resultou em sucesso. O poço seco foi perfurado pela Exxon. A ocorrência de poço seco, risco da atividade exploratória do óleo, é, portanto, algo recorrente na indústria do petróleo (Diário do Nordeste, Fortaleza, 11 jul. 2009, Negócios, p. 12).

20. O governo anunciou a criação de empresa estatal para gerenciar a exploração das reservas de petróleo da camada de pré-sal (Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 jul. 2009, p. B1).