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ARTIGOS



BRASIL - OBJETIVOS E DESAFIOS

O Brasil atravessou uma linha imaginária, um muro antes considerado intransponível. Ainda um dos mais altos do mundo, os juros estão em um dígito, assinalou Mirian Leitão (Diário do Nordeste, Fortaleza, 11 jun. 2009, Negócios, p. 10).

2. Só mesmo o Brasil: governo com superávit primário, respeito aos contratos e redução da dívida pública ainda paga juros de 9,25% para rolar seus papéis, de liquidez diária. Uma grande empresa toma recursos no BNDES a 6% a.a. e os redireciona ao governo, por meio dos títulos, a 10,25% a.a., agora 9,25%, avalia Mirian Leitão.

3. O País não consegue remover determinados obstáculos, adverte Mirian Leitão, jornalista. Parece engasgado com eles: qualidade dos gastos públicos, falta da reforma tributária, alto custo trabalhista.

4. Em 10 jun. 2009, o Copom, tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, reduziu os juros básicos para 9,25% ao ano pelo corte de 0,75 p.p. na taxa então vigente. Qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa, alertou o Comitê.

5. O Produto Interno Bruto – PIB brasileiro recuou 0,8% no 1º trimestre de 2009, em comparação com o 4º trimestre de 2008, quando se retraiu 3,6%. Os dois trimestres consecutivos de queda significam recessão, de acordo com regras adotadas internacionalmente. O setor de serviços, o consumo das famílias e o gasto público evitaram queda maior, enquanto a agropecuária, a indústria e os investimentos puxaram a economia para baixo. O desempenho brasileiro, no 1º trimestre de 2009, é o 8º melhor entre as 36 maiores economias do mundo. A economia nacional dá sinais de melhora no 2º trimestre de 2009 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 jun. 2009, p. B1).

6. O resultado do PIB no 1º trimestre de 2009 surpreendeu até o mais otimista dos analistas. O colapso das economias globais no 4º trimestre de 2008 também nos atingiu, mas não na mesma intensidade. O Brasil está hoje com números bem mais favoráveis, avalia Armínio Fraga (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 jun. 2009, p. B2).

7. O Brasil conseguiu atingir os seus objetivos históricos, afirma Guido Mantega, ministro da Fazenda (Veja, São Paulo: Abril, n. 2118, 24 jun. 2009, p. 19).

8. Eles nunca mudaram e sempre foram elevar a qualidade de vida de todos os brasileiros, em especial daqueles com maiores carências, fortalecer a democracia, modernizar ainda mais a economia, tornar o País menos dependente, menos vulnerável e fortemente respeitado no exterior.

9. Entre os principais países emergentes, o Brasil se destaca pela democracia mais funcional e pelas instituições mais avançadas.

10. Há consenso em torno dos pontos vitais. Seja quem for o novo presidente eleito em 2010, ele não terá como mudar radicalmente os rumos do País. Não vai desfigurar a política econômica, tampouco a social. Se relaxar no combate à inflação, estará em apuros.

11. Quando a crise amainar ainda mais, porção substancial da sobra do capital internacional virá para o Brasil. A fase mais aguda da crise já foi deixada para trás.

12. O Brasil não apresentará em 2009 o mesmo resultado brilhante dos dois anos passados, mas poderemos chegar ao fim do ano com um resultado positivo. Todos os setores da economia brasileira já começam a reportar uma retomada. Em ritmo diferente, mas todos estão começando a acelerar, conclui Guido Mantega.

13. Os problemas do Brasil devem ser resolvidos com a seguinte prioridade, de acordo com pesquisa nacional realizada pelo Instituto Análise: 1º) má qualidade da assistência médica, segundo 61,5% dos entrevistados; 2º) crimes e violência contra as pessoas, 54,7%; 3º) falta de emprego, 52,3%; 4º) má qualidade da educação; 5º) tráfico de drogas, 15,2%; 6º) salários muito baixos, 13,7%; 7º) corrupção e desvio de verbas, 13,7%; 8º) condições ruins de moradia, 10,4%; 9º) falta de apoio aos mais pobres, 4,3%; 10º) manter a inflação baixa, 3,7%; 11º) poluição e destruição da natureza, 3,4%; e 12º) falta de oportunidade para os jovens, 3,0% (Valor, São Paulo, 26 jun. 2009, Eu e Fim de Semana, p. 30).

14. Os dez principais riscos enfrentados pelas empresas são, de acordo com o ´ranking´ geral do ´Estudo Global de Gerenciamento de Riscos 2009´ da seguradora Aon: 1º) recessão econômica; 2º) mudanças regulatórias/legislativas; 3º) interrupção dos negócios; 4º) aumento da competição; 5º) risco nos preços das ´commodities´; 6º) danos à reputação; 7º) fluxo de caixa/risco de liquidez; 8º) falha na distribuição ou na cadeia de suprimentos; 9º) confiabilidade de terceiros; 10º) falha em atrair ou manter talentos.

15. De acordo com o ´ranking´ na América Latina: 1º) recessão econômica; 2º) insegurança jurídica/responsabilidade civil; 3º) danos físicos; 4º) fluxo de caixa/risco de liquidez; 5º) aumento da competição; 6º) danos à reputação; 7º) risco no preço das ´commodities´; 8º) falha na distribuição ou na cadeia de suprimentos; 9º) desastres naturais; 10º) mudanças regulatórias/legislativas (Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 jun. 2009, p. B2).