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ARTIGOS



CRESCIMENTO DAS AMÉRICAS

Por ocasião da 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, Hugo Chávez, presidente da Venezuela, presenteou Barack Obama, presidente dos EUA, com o livro ´As veias abertas da América Latina´, 1971, de autoria do uruguaio Eduardo Galeano. O atraso relativo da América Latina deve-se à exploração de suas riquezas pelos colonizadores espanhóis e portugueses e, depois, pelos EUA, defende Galeano em sua obra. O ato de Chávez simboliza o seu atraso mental, avalia Maílson da Nóbrega (´Ainda o idiota´. Veja. São Paulo: Abril, n. 2.111, 06 maio 2009, p. 105).

2. As idéias de Galeano foram demolidas de forma bem-humorada no livro ´Manual do perfeito idiota latino-americano´, 1996, de autoria de três intelectuais: o colombiano Plínio Apuleyo Mendonza, o cubano Carlos Alberto Montaner e o peruano Álvaro Vargas Llosa. Os três vieram a lançar em 2007 ´A volta do idiota´, no qual zombam sobre a tese da exploração: ´Podemos ficar tranqüilos: a culpa não é nossa´ (id.).

3. A América Latina perdeu para os EUA e o Canadá o lugar de região mais rica das Américas. Em 1880, a renda ´per capita´ do Brasil ainda era semelhante à dos EUA (id.).

4. A mudança, no entanto, decorreu basicamente da qualidade das instituições, melhor nas ex-colônias inglesas (id.).

5. Os EUA e o Canadá, herdeiros das tradições anglo-saxônicas, asseguraram o respeito aos direitos de propriedade e aos contratos e atraíram os investimentos dos empreendedores, conforme demonstra a Nova Teoria Institucional, em razão da qual Ronald Coase, em 1991, e Douglass North, em 1993, receberam o Prêmio Nobel de Economia. Na América Latina, a cultura e as instituições ibéricas eram pouco propícias ao desenvolvimento capitalista (id.).

6. As minas de prata, na América do Sul espanhola, e o clima favorável ao cultivo da cana-de-açúcar, no Brasil e nas colônias inglesas e espanholas do Caribe, constituíram a base da prosperidade latino-americana entre os séculos XVI e XVIII, segundo Stanley Engerman e Kenneth Sokoloff. Mas a riqueza se concentrou nos grandes proprietários, origem de nossas desigualdades sociais (id.).

7. Na América do Norte, ainda segundo Engerman e Sokoloff, formou-se uma ampla classe média e a renda restou mais bem distribuída. A educação primária foi universalizada no século XIX. Em 1800, os EUA possuíam a população mais alfabetizada do mundo. A religião protestante fomentou a educação ao estimular a leitura da Bíblia sem a intermediação de sacerdotes.

8. ´Vamos enterrar o capitalismo na Venezuela´, disse Hugo Chávez, após a expropriação de 60 empresas prestadoras de serviços da área petroleira. Essas empresas ameaçavam reduzir ou paralisar os trabalhos por causa do atraso nos pagamentos pela PDVSA, estatal detentora do monopólio da exploração e da comercialização do petróleo. Estamos totalmente surpresos com a nacionalização. Em menos de 72 horas, as empresas foram inventariadas e custodiadas pela Guarda Nacional, e a lei foi aprovada sem nos darem o direito à palavra, disse Erwin Lingg, presidente da Câmara Petroleira de Zulia, principal Estado petroleiro da Venezuela (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 maio 2009, p. A12).

9. O presidente Hugo Chávez ampliou a presença estatal na área siderúrgica com a nacionalização de cinco empresas do setor. Desde 2007, Chávez implantou ampla política de nacionalizações, incluindo telecomunicações, eletricidade, petróleo, siderurgia, cimento, alimentos e turismo. Também fechou um acordo com o grupo espanhol Santander para a aquisição do Banco de Venezuela (Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 maio 2008, p. A13).

10. Com dificuldades de caixa após a queda no preço do petróleo, Chávez está negociando com o BNDES o financiamento de projetos com a participação de empresas brasileiras (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 maio 2008, p. B7).

No Brasil, conseguimos mostrar a competência do Estado para gerir empresas, assinala o presidente Lula (Isto é Dinheiro. São Paulo: Três, n. 608, 03 jun. 2009, p. 33).