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ARTIGOS



CRISE MUNDIAL & G-20

Esse é o cara! Eu adoro esse cara! Esse é o político mais popular da Terra. Barack Obama referindo-se ao presidente Lula na reunião do G-20 (Veja, São Paulo: Abril, n. 2107, 08 abr. 2009, p. 81).

Os mercados mundiais aplaudiram as decisões do G-20(*) adotadas na reunião de Londres encerrada em 02 abr. 2009. O G-20 se comprometeu a injetar US$ 1,1 trilhão na economia para combater os efeitos da crise: US$ 500 bilhões – aporte ao FMI, para fins de empréstimos a economias em dificuldades; US$ 250 bilhões – autorização de emissão de moeda pelo FMI (Direitos Especiais de Saque) para possibilitar saques pelos países-membros; US$ 250 bilhões – apoio ao comércio mundial por meio de agências de fomento de cada país e organismos internacionais; US$ 250 bilhões – aporte a organismos multilaterais, como o BID (Folha de S. Paulo, São Paulo, 03 abr. 2009, p. B4).

2. Além da injeção de recursos, o pacote do G-20 recomendou medidas de política monetária (continuidade de políticas expansionistas) e de política fiscal (manutenção da sustentabilidade fiscal no longo prazo para evitar a inflação), além de medidas de controles sobre o setor financeiro. As medidas contidas no pacote do G-20 acelerarão o retorno à tendência de crescimento, diz o comunicado da reunião (id.).

3. Os pacotes oficiais de gastos para estimular a economia chegarão, até o fim de 2010, a US$ 5 trilhões e deverão aumentar a produção em 4%, acrescenta o comunicado da cúpula do G-20. Mas a eficácia das ações governamentais depende da restauração do crédito doméstico e do fluxo internacional de capitais, reconhece o G-20 (id., p. B1).

4. O Ibovespa subiu 4,2% e atingiu 43.736 pontos, o maior nível em seis meses, como reação ao pacote do G-20 (id., p. B6).

5. O Banco Central Europeu – BCE reduziu a taxa básica de juros de l,50% para 1,25% ao ano. Desde out. de 2008, o BCE já cortou a taxa em 4,25 pontos (id., p. B6).

6. O Brasil está fazendo uma política anti-crise de modo a estimular mais rapidamente a recuperação. Dentro das diretrizes aprovadas no G-20, cada país continuará fazendo política fiscal forte, e o Brasil também, afirma Guido Mantega, ministro da Fazenda (Valor, São Paulo, 03 abr. 2009, p. A12).

7. Quero ser o Cassius Clay (um dos maiores boxeadores da história americana) desta crise e dar um nocaute nela, afirmou o presidente Lula (id.).

8. A oferta de crédito, afetada após a crise financeira global, será normalizada com as novas medidas adotadas pelo governo para ampliar a liquidez, como o leilão de dólares sem direcionamento específico e o seguro de crédito (Resolução nº 3.692 do CMN) para as instituições financeiras de menor porte, avalia Henrique Meirelles, presidente do BCB (Valor, São Paulo, 03 abr. 2009, p. C3).

9. Com a cobertura do FGC de até R$ 20 milhões, o Recibo de Depósito Bancário – RDB, de emissão de instituições financeiras de menor porte, passa a ser visto como papel bem próximo de um risco soberano, avalia Otávio Vieira, diretor da Safdiê Private Banking (Valor, São Paulo, 03 abr. 2009, p. C3).

10. Outras medidas tiveram peso em momentos diferentes. Mas a garantia sobre depósitos a prazo de até R$ 20 milhões (Resolução nº 3.692 do CMN) foi a mais significativa para melhorar a liquidez das instituições financeiras de menor porte. Os primeiros dias de vigência dessa medida já evidenciaram um movimento interessante (60 operações, no valor de R$ 210 milhões, com taxas de 10 a 15% acima do CDI, segundo a Cetip), avalia Antônio Carlos Bueno, diretor-executivo do FGC (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 abr. 2009, p. B4).

11. A economia dos EUA perdeu mais 663 vagas em mar. de 2009. O número de desempregados, desde o início da crise em dez. de 2007, chega a 5,1 milhões. A taxa de desemprego aumentou de 8,1% para 8,5%, maior percentual desde 1983 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 abr. 2009, p. A1).

12. As normas sobre ´valor justo´ foram relaxadas, ou seja, os bancos terão mais liberdade nos modelos de avaliação de ativos. A mudança deverá reforçar os lucros do primeiro trimestre de muitos bancos. A escrituração pelo valor justo ampliou os problemas causados pela turbulência no mercado. A regra do valor do justo obrigou a adoção de preços decorrentes de vendas em condições adversas; nesta hipótese, os preços não refletem um mercado objetivo ou real (Valor, São Paulo, 03 abr. 2009, p. C10).

13. Como parte dos esforços para evitar o recrudescimento da crise, o governo federal adotou novo pacote fiscal com previsão de desonerar a produção em R$ 1,6 bilhão. A redução de impostos atinge o setor automobilístico e de material de construção. Para compensar parte da perda de arrecadação, o governo aumentará a tributação sobre cigarros (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 mar. 2009, p. B1).

14. O governo privilegiou os setores automotivo e da construção civil de olho na manutenção dos empregos, assinala Guido Mantega (Isto É Dinheiro, São Paulo: Três, n. 600, 08 abr. 2009, p. 33).

15. Nova desoneração fiscal alcançou os eletrodomésticos. O governo reduziu o IPI de geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupa e tanquinhos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 18 abr. 2009, p. B1).

16. O governo acabou de reduzir a meta do superávit primário para 2,5% do PIB. A flexibilização da política fiscal e, também, da política monetária decorre do choque externo. Mas a relação ´dívida pública/PIB´ deve permanecer em 37%, a mais importante variável, explica Henrique Meirelles, presidente do BCB (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 abr. 2009, p. B3).

17. O Brasil se comprometeu a fornecer até US$ 4,5 bilhões ao FMI e volta a integrar o grupo de países-membros credores. Os recursos serão desembolsados quando solicitados pelo FMI para utilização em operações a países em dificuldades financeiras (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 abr. 2009 p. B1).

18. Após manter os juros básicos de zero a 0,25% ao ano, o FED animou os mercados com avaliação sobre a intensidade da recessão. Ela está perdendo fôlego, e não há preocupações com a inflação. O Dow Jones subiu 2,11%, enquanto o Ibovespa, 3,07% (chegou a 47.226 pontos) (Diário do Nordeste, Fortaleza, 30 abr. 2009, Negócios, p. 12).

19. No Brasil, em 29 abr. 2009, o BCB, por meio do Comitê de Política Monetária - Copom, avaliando o cenário macroeconômico e visando ampliar o processo de distensão monetária, reduziu a taxa Selic de 11,25% para 10,25% a.a., sem viés, a menor taxa desde a criação do Copom em 1996.

20. Fundada em 1925 por Walter P. Chrysler, a Chrysler, 3ª maior montadora dos EUA, pediu concordata e se alia à Fiat. O governo espera recuperação rápida (Folha de S. Paulo, São Paulo, 01 maio 2009, p. B1).

(*) Criado em 1999, o grupo reúne a União Europeia e mais 19 países (Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia), responsáveis por quase 90% do PIB do planeta e nos quais vivem dois terços da população mundial (Folha de S. Paulo, São Paulo, 05 abr. 2009, p. C8).