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ARTIGOS



CRISE – INÍCIO DO FIM

Os EUA divulgaram o novo plano de estabilização do sistema financeiro, anunciado por Timothy Geithner, secretário do Tesouro. O pacote abarca quatro pontos e pode envolver US$ 2 trilhões, além dos US$ 700 milhões comprometidos no governo Bush. O ponto principal é a criação de um fundo público-privado destinado à compra dos ativos tóxicos (de US$ 500 bilhões a US$ 1 trilhão). O pacote prevê ainda: programa de injeção de capital em bancos (de US$ 100 a US$ 200 bilhões); programa de estímulo ao crédito (até US$ 1 trilhão); e programa de ajuda aos mutuários de crédito imobiliário para estancar a queda dos preços dos imóveis e as execuções (US$ 50 bilhões) (Valor, São Paulo, 11 fev. 2009, p. C1 e C3).

2. O Congresso dos EUA aprovou o novo pacote de estímulo para a economia patrocinado pelo presidente Barack Obama. A versão final do plano inclui US$ 787 bilhões (Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 fev. 2009, p. B3).

3. O presidente Barack Obama assinou o plano de recuperação de US$ 787 bilhões. O plano representa o ´início do fim´ da pior crise nos EUA em várias décadas, disse Obama (Gazeta Mercantil, São Paulo, 18 fev. 2009, p. A12).

4. Os EUA anunciaram plano de US$ 275 bilhões para o refinanciamento da dívida imobiliária de até 9 milhões de famílias. O objetivo do plano é evitar a perda do imóvel principal dessas famílias, em face de ações de despejo. Outro objetivo é estabilizar os preços dos imóveis. Em 2008, 2,3 milhões de mutuários receberam notificação judicial de retomada do imóvel por atraso nas prestações (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 fev. 2009, p. B9).

5. Após queda de 1,2% em 2009, o PIB dos EUA deverá crescer 3,2% em 2010 e, daí em diante, 4%, de acordo com as previsões contidas na proposta orçamentária apresentada ao Congresso pelo presidente Barach Obama (Diário do Nordeste, Fortaleza, 28 fev. 2009, Negócios, p. 7).

6. Na proposta, o presidente Obama postula gastos de US$ 3,55 trilhões para o ano fiscal a iniciar-se em out. de 2010. Esse valor corresponde a 27% do PIB. O orçamento contempla o aumento das verbas para a educação. No topo da agenda, a política educacional destaca três pontos: investimento na educação de crianças de 0 a 5 anos; melhoria das escolas públicas; e maior acesso ao ensino superior. Nas últimas três décadas, os salários de profissionais com formação universitária subiram muito mais em comparação com os dos trabalhadores menos instruídos. A política tributária ficará mais progressista, com índices mais altos para os ricos e mais baixos para a classe média e pobre, numa inversão da era Bush (Folha de S. Paulo, São Paulo, 01 mar. 2009, p. A17, A18 e A 20).

7. O governo dos EUA anunciou a elevação de sua participação acionária no Citigroup, um de seus três maiores bancos, com presença em 130 países e 200 milhões de contas de pessoas físicas. A participação do Tesouro dos EUA passará de 8% para 36%. Um dos objetivos dessa participação estatal é atrair outros investidores. O governo dos EUA não considera a medida como estatização. O Citibank iniciou suas atividades em Nova Iorque em 1812 e está há 94 anos no Brasil, atualmente com 127 agências (Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 fev. 2009, p. B1 e B3).

8. A repetição de 1929 é impossível, porque hoje temos marcos então inexistentes. Em 1929 não houve apoio direto aos bancos como agora, assinala Gustavo Loyola, ex-presidente do BCB (Diário do Nordeste, Fortaleza, 27 fev. 2009, Negócios, p. 5).

9. O Brasil vive uma situação muito peculiar. Não existe nenhuma razão intrínseca para ter uma crise. O País destina muito de sua produção ao consumo local. Obviamente algumas áreas de exportações foram impactadas negativamente por conta da variação cambial. A crise surgiu por conta da ausência de liquidez a partir de set. de 2008. Mas se esse processo de liquidez retoma sua normalidade e a incerteza em relação aos rumos da economia é bastante mitigada, a crise pode realmente passar de forma realmente bastante tranqüila. A incerteza gera necessidade de tomada de ações. O fato de existir uma incerteza é o suficiente para as pessoas deixarem de consumir ou, no caso de empresas, deixarem de contratar ou investir e, eventualmente, cortarem custos, explica Francisco Valim, presidente da Serasa Experian (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 595, 04 mar. 2009, p. 20).

Newton Freitas