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ARTIGOS



VINHO & SAÚDE

Os seres humanos biologicamente envelhecem e morrem por três razões, ensina Miguel Srougi, médico (“A medicina pode vencer a morte?”. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11.fev.2004, p. A3):

1) todos nascemos com os gerontogenes, unidades do genoma com a capacidade de determinar a morte de nossas células, causando a perda da vitalidade dos tecidos e a indução à senescência; os gerontogenes permanecem bloqueados nas primeiras décadas de vida;

2) herdamos dos nossos antepassados genes ruins, responsáveis por doenças cardíacas e neurológicas, hipertensão, diabetes, câncer e muitas outras;

3) pela influência do mundo, ora pela ação do próprio homem, ora por imperfeições da natureza: vivemos num ambiente altamente hostil, inundado por agentes químicos, ondas eletromagnéticas, vírus e outros microorganismos nocivos; em consequência, nossas células sofrem processos de mutações e são injuriadas por radicais oxidantes produzidos por esses agentes, com danos irreversíveis ao organismo.

Mas podemos, com sucesso, auxiliar nosso organismo a reparar os danos impostos aos nossos genes e assim evitar a aceleração da senescência. Srougi aponta as seguintes medidas: 1) ingerir menos calorias; 2) evitar a gordura animal na dieta; 3) realizar exercícios diários moderados; 4) ingerir diariamente quantidades moderadas de vinho tinto para reduzir em 30% os riscos de ataques cardíacos e de derrame cerebral.

A noção de vida finita, lembra Srougi, cria no homem necessidades prementes de crescimento intelectual e de realizações, incentivando o desenvolvimento pessoal.

Enquanto a medicina não resolver a questão da imortalidade, Srougi nos remete a Bernard Shaw em “The doctors dillema”: “Gaste tudo que você tem e use sua vida até não poder mais. É para isso que ela serve. E não tente viver para sempre. Você não terá sucesso.”

Srougi é pos-graduado em urologia pela Harvard Medical School, EUA, e professor titular de urologia da UNIFESP.

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VINHO & CÂNCER DE PRÓSTATA – Cada copo de vinho tinto ingerido por semana diminui o risco de câncer de próstata em 6%, concluiu pesquisa com 1.456 homens (com e sem câncer da próstata) publicada em 2005 pela Divisão de Ciências em Saúde Pública, de Seattle. ´Parem de fumar, exercitem-se bastante e bebam bastante vinho´, recomenda aos homens Miguel Srougi, professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado em Urologia pela Universidade de Harvard, autor do livro ´Próstata: isso é com você´ (´Darwin e as doenças do homem maduro´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 2006, p. C6). Cerca de 18% dos homens serão atingidos pelo câncer de próstata, mas apenas 1 de cada 6 doentes morrerá pela doença. A maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores pouco agressivos (sem progredirem), outros graças à ação médica curativa.

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A cepa de uvas ´tannat´ é uma das mais benéficas para o coração pela alta concentração dos taninos (procianidinas, um dos polifenóis mais ativos), de acordo com a opinião de cientistas britânicos divulgada na revista ´Nature´, edição de 30 nov. 2006. Responsáveis por comprovada proteção ao coração, os polifenóis asseguram mais facilidade ao fluxo de sangue ao inibir células das artérias coronárias produtoras da endotelina-1 (ET-1), um vasoconstritor. O Uruguai é o principal reduto da uva ´tannat´, originária da França e lá introduzida em 1870 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 nov. 2006, p. A-20).