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ARTIGOS



EDUCAÇÃO E SUCESSO

O mundo contemporâneo permanece exigindo os conhecimentos tradicionais, mas demanda muito mais: o universo adicional refere-se à dimensão da educação permanente, de um aprender continuado a abranger tanto elementos dos ofícios como elementos das artes, de forma a preparar para o inédito, de dotar alguém do potencial para enfrentar problemas e tecnologias não conhecidos e, também, para enfrentar desafios não-previsíveis.

2. Cada vez mais, o estudante a ingressar na faculdade não é somente aquele jovem, quase adolescente, oriundo do ensino médio, recém concluído, quase precocemente optante por esta ou aquela profissão. Majoritariamente, teremos pessoas do mundo do trabalho, após perceberem a importância dos estudos permanentes.

3. As possibilidades de sucesso, em todas as dimensões dessa palavra, estão associadas ao aprendizado continuado. Mais de 40% das matrículas do ensino superior já são de estudantes com mais de 25 anos. No setor privado, já é a maioria.

4. E o adulto demanda mais andragogia (´andro´ ou homem adulto e ´gogia´ ou acompanhamento) e menos pedagogia (construída a partir de ´pedo´, de criança). A abordagem andragógica intensifica a facilitação da aprendizagem decorrente de características comportamentais próprias do aprendiz mais maduro, seja no tocante à identificação de suas necessidades ou ao conjunto de objetivos específicos.

5. Um país cresce quando é capaz de absorver conhecimento, mas se torna forte, de verdade, quando é capaz de produzir conhecimento, conclui Ronaldo Mota, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (´Das artes e dos ofícios da educação superior´. Valor, São Paulo, 15 ago. 2008, p. A10).

6. Um dos maiores gargalos enfrentados pelas empresas brasileiras é o déficit da mão-de-obra qualificada. Há grande oferta de mão-de-obra, mas as empresas não conseguem preencher suas vagas porque há carência de engenheiros, de geólogos, de técnicos, de pessoal de manutenção, de gerentes de projetos. A hora é de atitude para darmos a nossos jovens as condições de ingresso pela porta da frente no mercado de trabalho globalizado, alerta Roger Agnelli, presidente da Vale (´Globalização da mão-de-obra´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 ago. 2008, p. B4).

7. O Brasil experimenta uma fase de crescimento, mas esse crescimento é muito movido pelo consumo. A onda de endividamento do consumidor começa a ser preocupante e há pouco foco nas questões responsáveis pelo crescimento mais acelerado e sustentável, ou seja, a qualidade da educação, o desenvolvimento da infra-estrutura e o aumento da taxa de investimento, avalia Armínio Fraga, ex-presidente do BCB (Valor, São Paulo, 27 ago. 2008, p. A14).

8. As maiores médias de crescimento nas economias dos chamados ´tigres asiáticos´ foram conseguidas com baixos índices de inflação. No topo da lista, Cingapura acusou crescimento média anual do PIB de 6,9% com inflação de 1,4%, de 1980 a 2007. Mas o crescimento não foi só pela inflação baixa. Cingapura, desde o início, investiu fortemente em educação, ressalta Henrique Meirelles, presidente do BCB (Diário do Nordeste, Fortaleza, 30 ago. 2008, Negócios, p. 9).

9. A Constituição de 1988 deu a largada para a universalização do ensino fundamental por meio do art. 280, parágrafo 1º: ´o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo´. Em 1997, o atendimento já atingiu 93% das crianças de 7 a 14 anos. A expansão do acesso à educação de qualidade depende de garantia de fontes estáveis de financiamento, alerta o ministro Fernando Haddad, da Educação, e ele aponta inicialmente duas sugestões: derrubar a DRU da educação e destinar parte dos ´royaties´ do petróleo para a educação (´Petróleo e qualidade da educação´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 ago. 2008, p. A3).

10. Parte da riqueza a ser obtida com a descoberta de petróleo na camada do pré-sal pela Petrobras vai resolver dois problemas crônicos do Brasil, a educação e a miséria, disse o presidente Lula (Diário do Nordeste, Fortaleza, 01 set. 2008, p. 6).

A escassez de talentos é um problema mundial. A falta de talentos pode ser a maior restrição ao negócio (e não o capital ou a tecnologia). Entre os BRICs (Brasília, Rússia, Índia e China), a China combate o problema mais sistematicamente. Ela não investe só em universidades, mas também no ensino técnico. Ela olha dez anos para frente, observa Shumeet Banerji, CEO da Booz & Co, uma das maiores consultorias globais (Valor, São Paulo, 01 set. 2008, p. D12).