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ARTIGOS



BRICS

O Brasil é hoje a economia mais interessante entre todos os outros Brics, especialmente pela perspectiva dos investimentos. Um dos motivos favoráveis é a melhoria da nota pelas agências de classificação de risco, afirma Jim O´Neill, criador da expressão Brics, economista-chefe do Goldman Sachs (Folha de S. Paulo, São Paulo, 01 jun. 2008, p. B6).

2. A economia brasileira se acelera enquanto a maior parte das outras tende a esfriar daqui para a frente. A China está caindo de uma taxa de crescimento próxima a 12% para algo mais perto de 8%. A Índia também se desacelerou. A Rússia ainda não acusa sinais de desaquecimento, especialmente em virtude da influência dos preços das ´commodities´. Os níveis de inflação do Brasil são hoje mais modestos em relação à China e a Índia, mas dramaticamente inferiores aos da Rússia (id.).

3. Os preços das ´commodities´ podem sofrer uma queda ao redor de 20% a médio prazo (nenhum preço de ativo, seja ele qual for, sempre vai na mesma direção). Essa possibilidade não deve ser um problema, mas um desafio a ser enfrentado pelo Brasil. O forte aumento dos preços das ´commodities´ tem tornado as coisas fáceis para o Brasil. Ter riquezas muito grandes em ´commodities´ algumas vezes pode tornar a vida fácil demais. Nem país farto em ´commodities´ se tornou muito rico. Eventual queda nos preços das ´commodities´ pode ser boa para o Brasil ao fazer o País a voltar a perseguir sua agenda de reformas (id.).

4. Realizou-se em 16 maio 2008, em Ecaterimburgo,a primeira reunião ministerial dos Brics, grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, com quase metade da população mundial, 20% da superfície terrestre e indiscutível peso econômico, equivalente hoje a 15% do PIB mundial. O grupo decidiu ampliar a agenda de atuação conjunta, afirma Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores (´Os Brics e a reorganização do mundo´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 jun. 2008, p. A3).