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ARTIGOS



PANORAMA DA EDUCAÇÃO

Apenas 13% dos brasileiros entre 18 e 24 anos freqüentam o ensino superior. Nos países da OCDE, essa porcentagem é, em média, de 30%. Na Coréia do Sul, chega a 60%, assinala Fernando Costa, professor, vice-reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (´Pela expansão do ensino superior público´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 mar. 2008, p. A3).

2. Apenas 9% da população brasileira conclui o ensino superior, contra 26%, em média, nos países da OCDE (id.).

3. Na Califórnia, há cerca de 550 mil alunos em cursos de graduação, enquanto quase 2,5 milhões de alunos freqüentam os ´comunity colleges´, voltados para a formação geral, vocacional e profissionalizante, com cursos de dois anos, presentes em grande parte dos municípios do Estado. No Brasil, apenas 2% dos matriculados no ensino superior cursam programas com caráter vocacional ou profissional. Na Coréia do Sul, a porcentagem é de 50%.

4. O Brasil figura em último lugar em ´ranking´ destinado a demonstrar os ´gastos com educação em relação ao PIB` (Gazeta Mercantil, São Paulo, 07 abr. 2008, p. C6).

5. Envolvendo 32 países, o ´ranking´ consta do relatório ´Panorama da educação 2007´, elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ´ranking´ é liderado por Israel (8,3% do PIB), seguido pela Islândia (8,0%) e EUA (7,4%) (id.).

6. Os gastos com educação do Brasil correspondem a 3,9% do PIB ou US$ 1.450,00 por estudante, com base em 2004. A média de gastos dos países da OCDE equivale a 6,2% do PIB (id.).

7. A situação do Brasil fica pior quando se exclui da conta o ensino superior. O Brasil gastou US$ 8.839,00 por aluno da educação superior; US$ 967,00 por aluno do ensino fundamental; e US$ 1.678,00 por aluno do ensino médio (id.).

8. Para a OCDE, a educação desempenha papel fundamental para construir os conhecimentos, habilidades e competências necessários para os indivíduos participarem ativamente da sociedade e da economia (id.).

9. A renda média mensal tem ganhos significativos conforme a presença na domicílio (família) de membros com curso superior, de acordo com os dados da ´Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) – 2002/2003´, divulgados em 29 ago. 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (Valor, São Paulo, 30 ago. 2007, p. A6).

10. Uma família sem nenhum integrante com curso superior tem uma renda média mensal equivalente a R$ 1.215,24. Uma família com uma pessoa com curso superior tem uma renda média mensal equivalente a R$ 3.817,96. Uma família com pelo menos duas pessoas com curso superior tem uma renda média mensal equivalente a R$ 6.994,98 (id.).

11. Apenas 4,8 milhões das famílias (9,9% do total) apresentavam um integrante com curso superior em andamento ou concluído. Apenas 2,9 milhões das famílias (6% do total) apresentavam pelo menos duas pessoas com curso superior em andamento ou concluído. No conjunto, 48,5 milhões das famílias (84% do total) são formadas por pessoas sem curso superior (id.).

12. A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na formação dos professores. Os segredos são: a) a exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida (o mestrado é pré-requisito para um professor ser contratado); b) a mesma qualidade para todas as escolas; c) os piores alunos não são deixados para trás (aulas de reforço viabilizam índices de repetência baixíssimos); d) currículo variado (além das matérias básicas, há aulas de ecologia, ética, música, artes e economia doméstica; o ensino de duas línguas estrangeiras é obrigatório); e) os alunos devem ter prazer em ficar na escola (os diretores e professores são responsáveis pela criação de ambiente agradável para os alunos) (Veja, São Paulo: Abril, n. 2048, 20 fev. 2008, p. 68).

13. Na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), participaram mais de um milhão de alunos e 23 mil escolas, 75% públicas e 25% privadas. As escolas da capital de São Paulo obtiveram a média de 54 pontos (numa escala de 0 a 100) e se colocaram em 10º lugar entre as capitais brasileiras, atrás das escolas de Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e Salvador. Quando se consideram apenas as escolas da rede pública, São Paulo obteve a média de 48 pontos e manteve a 10ª posição. Nas escolas da rede particular, São Paulo ficou com a média de 64 pontos e desceu para a 12ª posição. A Secretaria de Educação de São Paulo já vem fazendo esforços na melhoria da qualidade dos gestores e dos professores, no entanto precisa acrescentar novas medidas não só para chegar-se a melhores notas nos exames de avaliação, mas, sobretudo, para ensinar os alunos a pensar e pensar bem, pois disso dependerá o sucesso profissional e o progresso do País, alerta Antônio Ermírio de Moraes, empresário (´Não deixe de ler´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 abr. 2008, p. A2).

14. O Brasil se coloca na 76ª posição entre 129 países no ´ranking´ do Índice de Desenvolvimento de Educação para Todos (IDE). Instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a avaliação das metas educacionais para 2015 estabelecidas na Conferência Mundial de Educação de Dakar, Senegal, em 2000, o IDE é composto por indicadores das taxas de freqüência escolar de crianças de sete a dez anos, de alfabetização de adultos, de alcance à 5ª série do ensino fundamental e índice de paridade de gênero. O risco do Brasil, segundo a Unesco, está na possibilidade de não reduzir pela metade, até 2015, a taxa de analfabetismo e de não alcançar a paridade de gêneros na educação básica. A taxa de alfabetização passou de 84,4% em 1995 para 88,9% em 2005 (Diário do Nordeste, Fortaleza, 01 maio 2008, p. 7).

15. Para os alunos, estudar dentro de ´shopping´ traz uma série de conveniências. A segurança aparece em primeiro lugar. Podem estacionar os carros dentro dos ´shoppings´, sem precisar sair à rua. Os corredores são vigiados por fortes esquemas de segurança. O aluno fica menos exposto à violência da cidade, e isso pesa muito, diz Marcelo Campos, um dos diretores da Estácio Participações, controladora da Universidade Estácio de Sá. Outra vantagem é a infra-estrutura. Os alunos possivelmente não têm a mesma infra-estrutura num ´campus´ tradicional. No quesito transporte, além do estacionamento, o ´shopping´ atrai naturalmente linhas de ônibus e metrô. Aos poucos, faculdades e universidades instaladas em ´shoppings´ deixam de ser novidade no Brasil. No Rio de Janeiro, somente na região metropolitana há pelo menos 9 instituições já instaladas. Em São Paulo, o movimento começou em 2007: Unicapital, no Shopping Capital; UniSant´Anna, no Shopping Aricanduva; Universidade Guarulhos, no Shopping Light (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 mar. 2008, p. C3).

16. Os computadores e a internet transformaram nosso Universo, mas seu impacto definitivo será ainda muito superior a qualquer fenômeno observado até agora. No futuro, à medida da evolução da tecnologia, o seu papel será mais importante na educação, nos negócios, nos governos, na economia e na sociedade. Para prosperar e vencer na nova realidade, os países desenvolvidos e os em desenvolvimento precisam concentrar-se em aumentar o potencial produtivo de sua força de trabalho. Uma maneira de fazer isso é investir na tecnologia da informação. A vantagem competitiva pode advir do aprimoramento da força de trabalho pelo investimento em educação. A tecnologia da informação e a educação são críticas na geração de oportunidades na economia do conhecimento, observa Bill Gates, fundador da Microsoft (´Conhecimento sem fronteiras´. Época. São Paulo: Globo, n. 523, 26 maio 2008, p. 128).