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ARTIGOS



FRAUDE & FRAUDADOR

FRAUDE

Quatro em cada cinco empresas sofreram algum tipo de fraude nos últimos três anos, de acordo com pesquisa da Kroll. A causa mais freqüente do aumento da exposição à fraude (32%) é a alta rotatividade dos funcionários. A segunda maior causa (31%) é o aumento da complexidade dos sistemas de tecnologia. A estrutura profissional mais enxuta das empresas provoca as pessoas a terem mais obrigações, sem observância da segregação em algumas tarefas. O mesmo funcionário pode ser responsável por receber as notas dos fornecedores e por realizar o pagamento. A falta da segregação facilita a fraude. A indústria com sistemas mais bem desenvolvidos para detectar as fraudes é a financeira. Embora seja o mais preparado para detectar as fraudes (tanto tecnologicamente, como em controles internos), o sistema financeiro é também o mais atingido pelas perdas (o prejuízo é o dobro da média das demais empresas nos últimos três anos). Também sofrem perdas acima da média as indústrias de ´saúde, farmacêutica e de biotecnologia´, ´recursos naturais´ (por exemplo, mineração e energia) e manufatura (Valor, São Paulo, 24 set. 2007, p. B3).

FRAUDADOR

No Brasil, o fraudador típico é do sexo masculino (88% dos casos), tem escolaridade até o segundo grau (65%) e é parte do corpo de empregados das empresas (67%), de acordo com pesquisa da PricewaterhouseCoopers. Quanto à idade, existe uma concentração pronunciada na faixa entre 31 e 40 anos (43% dos casos) (de 41 a 50 anos, 32%; mais de 50 anos, 0%). Quanto ao tempo de casa, o destaque é para os empregados com mais de 10 anos de casa (40% dos casos) (de 3 a 5 anos de casa, 20%; de 6 a 10 anos, 15%). Quanto à posição na hierarquia na empresa, a maior ocorrência está no pessoal abaixo da média gerência (47% dos casos) (alta gerência, 8%; média gerência, 28%). As fraudes de maior valor são aquelas perpetradas pela média e alta gerência das empresas, correspondentes a 36% dos casos pesquisados. Das fraudes detectadas, em 67% dos casos nada foi recuperado; em 23% dos casos até 60% do prejuízo foi recuperado; e somente em 10% dos casos a recuperação passou de 60%. No Brasil, 46% das empresas entrevistadas sofreram algum tipo de crime econômico nos últimos dois anos (apropriação de ativos, fraude contábil, corrupção, lavagem de dinheiro ou violação de propriedade industrial). Nos EUA, o percentual foi de 52% (o maior percentual não é devido a uma maior incidência, mas porque a regulamentação mais ampla propicia maior identificação dos casos). Além da implementação e do aperfeiçoamento de mecanismos de controles internos objetivos, a implementação de programas de conscientização e o estabelecimento de ambiente de confiança também resultam em retorno igualmente importante para a identificação de procedimentos fraudulentos, de acordo com a PricewaterhouseCoopers (Gazeta Mercantil, São Paulo, 18 out. 2007, p. B-4).