Digite a palavra-chave

A busca é efetuada em todas as páginas do site e abrange todo o seu conteúdo.
Página principal




ARTIGOS



BOLHAS

Epidemia social propagada entre as pessoas pela comunicação, a primeira ´bolha´ (a da tulipa) surgiu no século XVI na Holanda, primeiro país com uma imprensa livre. Quando explodem, as ´bolhas´ podem causar uma recessão global. (Folha de S. Paulo, São Paulo, 03 jun. 2007, p. B14).

2. Responsáveis pela liquidez a impulsionar o mundo, as baixas taxas de juros de longo prazo podem não durar e colocar um ponto final no ´boom´ mundial de liquidez financeira. O cenário de baixas taxas de juros de longo prazo não é uma característica permanente, alerta Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (FED) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 jun. 2007, p. B9).

3. O mundo presenciou quatro grandes bolhas nas últimas duas décadas: a das ações japonesas, no final dos anos 1980; a das ações e propriedades no leste da Ásia, em meados dos anos 1990; a das bolsas dos EUA e da Europa, no final dos anos 1990; e a dos mercados imobiliários de grande parte do mundo avançado, nos anos 2000. Houve demasiada imprudência financeira, assinala Martin Wolf (´O medo voltou e é bem-vindo´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 ago. 2007, p. B3).

4. As crises são fruto da natureza humana. As pessoas cometem excessos. Não é possível conter essa condição do ser humano. Na origem da atual crise do mercado de hipotecas dos EUA, está a negociação de títulos imperfeitos e precificados de forma empobrecida, comercializados com pouca transparência. Wall Street, por meio de securitizações, diluiu o risco das operações de crédito a pessoas de baixo poder aquisitivo (´subprime´) e, para vender tais securitizações de forma mais rápida, criou taxas escandalosas para atrair gente. Acho um crime esse episódio, avalia Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (FED) (Valor, São Paulo, 17 set. 2007, p. A14).

5. A política monetária não pode deter processo de alta do mercado de ações, de residência ou qualquer outro. É mais seguro esperar o estouro da bolha e usar as armas de assistência à economia. O risco de antes apertar a política monetária é alto, porquanto podemos estourar a bolha de confiança do investidor e, se o impacto for grande, desencadear grave contração. O modelo econométrico é economicamente incorreto. A euforia tem características diferentes das características do temor do estouro das bolhas. O sistema não trabalha de forma simétrica para os dois eventos. Períodos de expansão são muito mais longos. Os episódios de contração são mais curtos, porém mais profundos (id.).

6. Pânicos financeiros costumam ocorrer, periodicamente, há centenas de anos: as bolhas da companhia dos mares do Sul; o chamado Pânico dos Ricos em 1907; o ´crash´ de Wall Street em 1929; e a ´Segunda-Feira Negra´ em 19 out. 1987, quando as ações em Nova Iorque caíram em 22,6%, recorde ainda sem precedentes (nem mesmo em 1929) e ainda não superado. Mas depois os mercados se recuperam, mais cedo ou mais tarde, e ciclos de negócios continuam a ocorrer periodicamente. Os bancos centrais e as agências fiscais aprenderam com a ciência econômica a domar a amplitude das oscilações no desemprego e na inflação de preços. A história econômica confirmou a necessidade de programas fiscais e de crédito serem desenvolvidos com sucesso. Sem interferência, o capitalismo ao modo anterior a 1929 gerará bolhas de alta e de baixa, estagflação e armadilhas de liquidez, observa Paul Samuelson (´O mundo já assimilou a lição das crises?´. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 out. 2007, p. B22).

7. Um banco central tem de focar os preços dos bens e serviços, isto é, na inflação. Não tem como controlar preços de ativos, mas pode analisar como o valor dos ativos pode contaminar a economia real. Nos EUA, a bolha imobiliária poderia vir a gerar excesso de consumo. O risco de bolha sempre existe. Qualquer ciclo de crescimento prolongado gera risco de bolhas. É inevitável. Mas as autoridades monetárias não podem sancionar a bolha, enquanto os investidores devem monitorá-la (Isto É Dinheiro. São Paulo: Três, n. 527, 31 out. 2007, p. 20).

Ver TEORIA DA MULTIDÃO e TEORIA DOS IRRACIONAIS