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ARTIGOS



UPGRADE & INVESTMENT GRADE

Uma das principais metas do Brasil é receber o ´grau de investimento´ (´investment grade´) pelas agências de classificação de risco (Standard and Poor´s – S&P, Moody´s e Fitch Rating são as principais agências). Indicativo de risco baixo, o ´grau de investimento´ credencia o País a entrar no ´portfólio´ dos grandes investidores institucionais do mundo (Valor, São Paulo, 29 jun. 2006, p. C2).

A conquista do ´grau de investimento´ depende da solução de alguns pontos-chaves, e um deles é a implementação das reformas (da previdência, trabalhista, tributária e a independência do Banco Central), explica Rafael Guedes, diretor executivo da Fitch no Brasil (id.).

Só as reformas permitirão o País crescer a uma taxa de 4,5% a 5,0% ao ano pelos próximos dez anos, mínimo necessário para reduzir o enorme endividamento total (interno e externo), equivalente a 75% do PIB (45% das obrigações vencem em apenas um ano), alerta Guedes (id.).

A Fitch, em 28 jun. 2006, elevou a nota do Brasil de ´BB-´ para ´BB` e igualou a sua nota ao nível já conferido pela S&P (em mar. de 2006, a S&P alçou o Brasil para o nível ´BB´). O Brasil, pela nota de Fitch e S&P, está dois degraus abaixo do ´grau de investimento´. A Moody´s ainda está atrasada (a nota do Brasil é ´Ba3´, ainda a três degraus do ´grau de investimento). A S&P usa escala com 22 notas, enquanto a escala da Fitch e a Moody´s abrange 21 notas (id.).

O ´upgrade´ brasileiro pela Fitch deve-se não só à boa performance dos principais indicadores macroeconômicos e sua evolução positiva nos últimos três anos, mas também porque o País está a passar, com louvor, no mais recente teste, isto é, a turbulência em curso na economia mundial, decorrente do avanço da inflação nos países ricos e a resposta dos bancos centrais com aumento dos juros, explica Guedes. Mesmo num cenário difícil, as contas externas mantiveram bom comportamento (id.).

A melhora da avaliação do risco Brasil é conseqüência do aumento da capacidade de resistir a choques externas, comenta Afonso Bevilaqua, diretor do BCB (id.).

A ´Rating and Investment Information (R&I)´, agência de classificação de risco japonesa, elevou a nota do Brasil de ´BB-´ para ´BB+`, a um passo do ´grau de investimento´. A R&I analisou o risco soberano para as emissões de bônus samurais (Valor, São Paulo, 07 jul. 2006, p. A1).

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade congregadora dos 20 países mais ricos do mundo, elevou a nota do risco de crédito do Brasil de ´5 ´ para ´4 ´, numa escala de ´0´ a ´7´, na qual ´0´ é o menor risco. Os EUA têm nota ´0´; o México e o Chile, ´2´, Venezuela, ´6´; Argentina e Bolívia, ´7´. O ´upgrade´ do Brasil terá impacto imediato com a redução dos custos de novos financiamentos à importação de máquinas e equipamentos com seguro de crédito das agências governamentais. A redução será de 20%, estima estudo da ´Société Générale´. Criada em 1999, a nota para o risco de crédito da OCDE destina-se a ajudar a determinação do prêmio mínimo cobrado pelas agências governamentais nos seguros às exportações de máquinas e equipamentos de seus países (Valor, São Paulo, 12 jul. 2006, p. C8).

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Tenho preocupação com a economia brasileira, principalmente fiscais, pois o governo parece estar com a opção perigosa de piorar muito a situação fiscal com imprudências como aumento do salário mínimo e gasto com pessoal, avalia Gustavo Loyola, ex-presidente do BCB (Valor, São Paulo, 29 jun. 2006, p. D2).

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O resultado do superávit primário de maio já acendeu um sinal amarelo nas contas públicas. Apesar de o resultado acumulado dos últimos 12 meses estar em 4,51% do PIB (acima da meta de 4,25% do PIB), o superávit de maio apresentou queda de quase 70% em relação a abril, reflexo tanto do aumento do salário mínimo como da menor arrecadação federal. O próximo governo terá de tomar providências contra o excesso de gastos, observa Armínio Fraga, ex-presidente do BCB (Folha de S. Paulo, 04 jul. 2006, p. B2).

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Dois fatores separam o Brasil do ´grau de investimento´, segundo relatório da ´Standard & Poor´s (S&P)´: 1) a elevada carga fiscal; e 2) as perspectivas de crescimento modestas (a economia cresceu apenas 2,4% em média de 1995 a 2005). Essas duas vulnerabilidades econômicas

prejudicam o Brasil numa comparação com países já classificados como ´grau de investimento´ (economias consideradas de alto retorno para os investidores e baixo risco). Ainda a dois degraus abaixo do primeiro nível do ´grau de investimento´, o Brasil tem por desafio a implementação das reformas necessárias à aceleração do ritmo de crescimento e a redução das vulnerabilidades fiscais. A melhoria das perspectivas de crescimento depende da implantação pró-ativa de medidas econômicas-fiscais e não-fiscais (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 ago. 2006, p. B3).

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A Moody´s elevou a nota do crédito em moeda local e estrangeira do governo federal do Brasil de ´Ba3´ para ´Ba2´, com perspectiva estável. A nova nota ainda deixa o Brasil abaixo dois degraus do ´grau de investimento´. Um novo aumento na nota de crédito brasileiro dependerá principalmente de melhorias fiscais, observa Mauro Leos, mexicano, vice-presidente da Moody´s (Valor, São Paulo, 01 set. 2006, p. C2).

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