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ARTIGOS



CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS

A taxa de risco-país do Brasil, medida pelo ´Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+)´ do JP Morgan, atingiu a marca mínima histórica dos 139 pontos (quanto menor o número, menor o risco). No ´ranking´ do índice EMBI+ (fechamento em 22 maio 2007), o país com o maior risco é o Equador (609 pontos). Na seqüência, a Argentina (263), Venezuela (238), Turquia (183), Indonésia (150) e Brasil (139) (Jornal do Senado, Brasília: Senado Federal, 28 maio 2007, p. 12).

2. A confiança dos empresários locais não acompanha o ritmo acelerado de melhoria do risco-País (caiu de 600 pontos em 2004 para cerca de 150 em 2007). O investidor estrangeiro não teme mais um calote brasileiro, conforme indica claramente o risco-País. Mas, no mesmo período, o índice de confiança dos empresários na economia brasileira oscilou entre 50 e 60 pontos e alternou ligeiros avanços com alguns recuos. O setor privado local receia a falta de uma agenda de reforma na gestão Lula. A confiança empresarial mescla expectativas futuras com a satisfação dos negócios, em relação ao momento atual. A sinalização para o longo prazo preocupa por falta de reformas, apesar de o ambiente global ser favorável, argumenta Pedro Luiz Passos, presidente da Natura, para justificar o descasamento entre o indicador dos investidores estrangeiros e o dos empresários locais. Há uma questão básica para o empresário: a carga tributária tira toda a competitividade, pondera Antoninho Trevisan, presidente da BDO Trevisan (Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 jul. 2007, p. B10).

3. Não antecipo nenhuma mudança no Brasil enquanto reformas econômicas sérias não forem efetivadas, assim como uma reforma educacional. Hoje, a educação deve ser a prioridade brasileira. O Brasil deve ver a China como uma oportunidade, não como uma ameaça. A estratégia brasileira deve ser fazer da China sua melhor amiga e promover com ela negócios e ´joint ventures´, segundo John Nasbitt, norte-americano, autor de ´Megatendências´ (de 1982, com 9 milhões de cópias) e ´O líder do futuro´ (2007) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 jun. 2007, p. B2).

4. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre de 2007 (4,3%) não foi decepcionante. Deve ser encarado como começo positivo para novo ciclo da economia. Trouxe o benefício de recuperar a idéia de ser preciso persistir no caminho das reformas. Essa necessidade é óbvia. Basta ver o tamanho da carga tributária em vigor para o empresário e o cidadão. A legislação trabalhista é antiga e contrária aos interesses do próprio empregado. O déficit da Previdência Social ameaça o futuro das contas públicas. E é preciso atentar para a falta de um ambiente mais propício para os negócios, sobretudo pela insegurança jurídica envolvendo os contratos. Quando se pensa na evolução do PIB, outro ponto fundamental é o estabelecimento de marcos regulatórios claros e definidos para o setor privado, comenta Márcio Cypriano, presidente do Bradesco (Gazeta Mercantil, São Paulo, 30 jun. 2007, p. A-3).

5. A avaliação do Brasil sobre a governança pública pelo Banco Mundial manteve-se estável em 2006, apesar de o País ter piorado levemente em quase todos os itens analisados. O estudo sobre a qualidade da governança dos países, realizado anualmente pelo Banco Mundial, envolve seis critérios: eficiência do governo; transparência; vigência da lei; estabilidade política e ausência de violência; controle da corrupção e qualidade das regras reguladoras. No rol de 212 países, México, Brasil e Argentina continuam avaliados num nível médio de governança (Valor, São Paulo, 11 jul. 2007, p. A12).

6. O Brasil, nada obstante um quadro bastante positivo para a economia, tem um grande desafio para conseguir crescer acima de 4% a 5%: o aumento dos investimentos voltados para infra-estrutura. Esse aumento depende das condições oferecidas aos investidores, com ênfase na questão regulatória e na melhoria da gestão nas diversas áreas ligadas à infra-estrutura, avalia Roberto Setúbal, presidente do Itaú (Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 jul. 2007, p. B2).