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ARTIGOS



POLÍTICA MONETÁRIA, CÂMBIO E REFORMAS

A principal missão dos bancos centrais é proteger o poder de compra da moeda, mantendo a inflação sob estrito controle. Ninguém mais defende o aumento da inflação como estratégia para elevar os empregos. Essa tese existiu, mas foi superada, comenta Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil (Veja, São Paulo: Abril, n. 2007, 09 maio 2007, p. 9).

2. A melhor maneira de a política monetária contribuir para o aumento dos níveis de emprego é assegurar a inflação sob controle, afirmou recentemente Bem Bernanke, presidente do FED (id.).

3. A política monetária brasileira não só trouxe a inflação para uma trajetória de queda, mas também gerou uma melhor distribuição de renda, aumentou o poder aquisitivo, estimulou a demanda e aprimorou a organização da economia, alongando o horizonte de planejamento das famílias e das empresas (id.).

4. O Banco Central do Brasil tem meta de inflação, não de câmbio. Os seus movimentos no mercado de câmbio não se destinam a impor uma taxa de câmbio artificial. O BCB se reserva o direito de intervir no mercado quando percebe situações nas quais, devido a desequilíbrios circunstanciais, o processo de formação de preços das taxas de câmbio passa por distorções. O BCB também tira proveito da atual conjuntura favorável para aumentar as reservas e reforçar a resistência da economia a choques externos (id.).

5. A maneira eficaz e comprovada de estimular o processo de aumento da competitividade e de produtividade é fazer a reforma tributária e reduzir os encargos trabalhistas. Sem as reformas, nenhuma política econômica, por melhor que seja, será sustentável indefinidamente (id.).

6. Reformas - Diminuir gastos governamentais, tirar as reformas estruturais do papel, criar mecanismos capazes de permitir a valorização do dólar e acelerar o corte dos juros básicos, além de investir pesado na educação fundamental, essa a receita para o governo defendida pelos maiores empreendedores do País, reunidos no VI Fórum Empresarial de Comandatuba. Não quero favor, quero isonomia competitiva, e ela passa por juro, reforma tributária e judiciária, logística. É isso ou vamos perder a guerra da produtividade, afirmou na oportunidade Jorge Gerdau (Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 abr. 2007, p. B6).

7. O Brasil precisa reformar suas instituições, se quiser crescer mais rapidamente. A legislação trabalhista, inspirada na ‘Carta Del Lavoro’ da Itália fascista, é um exemplo de estrutura com necessidade de mudança. O Brasil se mantém tão conservador quando, claramente, deveria inovar, alerta Edmund Phelps, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2006 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 abr. 2007, p. B4).

8. O Brasil apresenta hoje uma situação de coexistência de estabilidade doméstica, baixa vulnerabilidade externa e bons fundamentos. O País colhe, adicionalmente, os frutos das reformas estruturais colocadas em prática nas últimas décadas, com ênfase nos últimos dez anos. Outro ponto de destaque é a estabilidade política e a inexistência de problemas de governabilidade. O único ponto a denotar ceticismo é quanto às reformas. O presidente Lula não demonstra estar convencido da necessidade de avançar na agenda de reformas. A conta por essa ausência de reformas só deverá ser paga, principalmente em termos de crescimento, no médio prazo, conclui estudo da consultoria Tendências (Folha de S. Paulo, São Paulo, 20 maio 2007, p. B6).

9. Vivemos hoje o melhor momento pós-milagre econômico. O momento de agora é mais sustentável, principalmente porque está ocorrendo num ambiente democrático. Mas o Brasil tem de procurar fazer uma série de aprimoramentos na área fiscal, na área previdenciária, além de outras reformas, como a política e a do Judiciário, observa Roberto Setúbal, presidente do Banco Itaú (id., p. B7).

10. Dependendo do indicador, o Brasil vive ou não um bom momento, adverte Paulo Skaf, presidente da FIESP. Se falarmos em inflação, o Brasil vive um bom momento; se falarmos em estabilidade econômica, também; se falarmos em balança comercial, também. Mas se falarmos em relação ao câmbio, em redução de gastos públicos ou em desoneração, em reformas estruturais ou em desburocratização, não é verdade. Outros pontos também deixam a desejar, como a questão do desenvolvimento, da infra-estrutura e da segurança pública. O Brasil deve aproveitar o atual momento para dar partida às reformas tributária, previdenciária e trabalhista (id.).

11. Competitividade - O Brasil é o 49º país no ´ranking´ do ´World Competitiveness Yearbook - WCY´ (Relatório da Competitividade Mundial), de 2007 (44º lugar em 2006), elaborado pelo ´International Institute for Management Development (IMD)´, Suíça. Abrangendo 55 países, o estudo é composto por quatro itens (desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infra-estrutura). No item eficiência governamental, o Brasil ficou na 54ª posição. A baixa eficiência do governo (burocracia, a carga tributária e o quadro fiscal) onera os custos de produção e afeta todos os demais pilares do estudo, explica Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, responsável pela coleta de dados para o WCY (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 maio 2007, p. B3).

12. Juros – O Brasil realizou emissão externa no valor de R$ 787,5 milhões, por meio de títulos denominados em reais, com vencimento em 10 jan. 2028 e juros nominais de 10,25% ao ano (cupom). Na operação, pela primeira vez, considerando o preço de venda, os títulos garantirão ao investidor juros efetivos de somente um dígito: 8,938% ao ano. A maior parte dos compradores foram os gestores de fundos de investimentos dos EUA, absorvedores de 66% do total. Os investidores externos já possibilitam ao Brasil a emissão de títulos com prazos maiores de vencimento e cobrando preço de país com ´grau de investimento´ ou muito próximo disso, explica Douglas Chen, diretor do Deutsche Bank (Valor, São Paulo, 11 maio 2007, p. C2).

13. A inflação está abaixo da meta e a curva dos juros futuros está invertida (as taxas de juros futuros estão mais baixas em relação às de curto prazo). Esse cenário indica a confiança dos investidores na queda dos juros, assinala Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, citado por Mirian Leitão (Diário do Nordeste, Fortaleza, 12 maio 2007, Negócios, p. 7).

14. Os sinais de estabilidade estão em todos os indicadores, como os da BM&F, por meio da qual se pode efetuar a venda de ´hedge´ com previsão de inflação anual de 3,8% a 4,0% nos próximos cinco anos, observa Luiz Carlos Mendonça de Barros. Tudo mostra a confiança do investidor no Brasil, aqui e lá fora (id.).

15. Bolsa de Valores - A bolsa, antes pequena e vista como um cassino, hoje já foi percebida pelas empresas como uma boa fonte de captação. Se tiverem boa governança,as empresas podem atrair o capital. Está havendo um casamento entre o setor financeiro e o setor real, analisa Armínio Fraga (id.).

16. Más notícias - Mas nem tudo é maravilha, alerta Mirian Leitão. O Brasil, diz ela, está com uma coleção razoável de más notícias: a violência, a corrupção, a ausência de qualquer solução de longo prazo para os nossos problemas estruturais (id.).