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ARTIGOS



BANCOS, POR FÁBIO BARBOSA

Os bancos exercem três funções na economia: 1) rentabilizar a poupança; 2) financiar o consumo e o investimento; e 3) efetuar pagamentos. Ao cumprirem bem essas três funções, os bancos ajudam a economia como um todo, explica Fábio Barbosa, presidente do Banco Real e investido em 09 abr. 2007 como presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) (Veja, São Paulo: Abril, n. 2004, 18 abr. 1007, p. 11).

2. Fábio Barbosa pretende promover um salto de qualidade no relacionamento dos bancos com a sociedade. Para esse fim, prevê a constituição, ainda em 2007, de um Conselho Consultivo com o objetivo de estreitar o diálogo com as várias lideranças empresariais e outros setores. Pretende também avançar na criação de mecanismos de auto-regulação. O ambiente de livre mercado e da livre concorrência não prospera sem regras de comportamentos, direitos e deveres a serem respeitados, afirma Fábio Barbosa. Quanto maior a adesão voluntária a valores de ética e transparência, melhor para todos, acrescenta ele (Revista Ciab Febraban. São Paulo: Febraban, n. 10, abr. 2007, p. 13).

3. A rede atendimento dos bancos, no final de 2005, compreendia 17.515 agências, 9.527 postos de atendimento tradicionais, 27.405 postos eletrônicos e 69.546 correspondentes. No total, os bancos oferecem uma rede de atendimento com 124 mil pontos à disposição de clientes e não-clientes. O número de contas bancárias ativas aumentou de 48 milhões em 2000 para 70 milhões em 2005. Esses números tornam o sistema bancário brasileiro um dos mais inclusivos do mundo (id.).

4. Temos ainda alguns obstáculos a enfrentar para um aumento mais expressivo das operações de crédito, como a questão do compulsório (com patamares definidos na época da inflação) e a questão da carga de impostos sobre a intermediação financeira (a onerar poupadores e tomadores de crédito), além da questão do crédito direcionado (subsidia alguns setores e tem sucesso, no mínimo questionável) e da questão do crédito habitacional (ainda temos de evoluir) (id.).

5. O Brasil consolidou-se como um exemplo de eficiência em informatização bancária, lembra Fábio Barbosa. O número de terminais eletrônicos do Brasil (768 caixas eletrônicos por milhão de brasileiros) coloca o nosso País em pé de igualdade com a França (703), Itália (682) e Grã-Bretanha (909) (id.).

6. Os bancos têm ampliado as facilidades tecnológicas oferecidas aos seus clientes. Nos últimos seis anos, as transações realizadas por meios eletrônicos cresceram mais de 135% (30 bilhões de transações), enquanto as operações na boca do caixa caíram 7,6% (3,5 bilhões de transações). Ao saírem de uma agência bancária, 75% das pessoas declararam utilizar os caixas eletrônicos e, pelo menos um terço delas, declararam também utilizar o atendimento telefônico e o ´internet banking´, de acordo com pesquisa envolvendo mais de 8 mil usuários e clientes em oito capitais, em agências dos oito maiores bancos de rede (id.).

7. As instituições financeiras brasileiras são hoje as mais avançadas no mundo do ponto de vista da sustentabilidade (meio-ambiente, social e governança corporativa), afirma o IFC, braço financeiro do Banco Mundial. Ao adotar a sustentabilidade, a instituição financeira agrega valor aos seus negócios, segundo concluiu o IFC. Há bancos avançando rápido na sustentabilidade, mas como no Brasil não há nenhum. O Brasil é vanguarda mundial, diz Miguel J. Martins, especialista em sustentabilidade do Departamento de Finanças do IFC (Valor, São Paulo, 28 mar. 2007, p. C3).