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ARTIGOS



BIOCOMBUSTÍVEL E BIODIESEL

O biodiesel pode ser produzido com o óleo extraído dos grãos (soja, mamona, dendê, algodão, girassol ou palma) ou com a gordura animal (sebo). O óleo vegetal ou o sebo passa por processo industrial para adquirir estrutura química semelhante à do óleo diesel (na usina, junta-se ao etanol, proveniente de cana-de-açúcar, ou metanol). O biodiesel será misturado ao diesel de petróleo na proporção de 2% (em 2008) e de 5% (2013). A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um centro de pesquisa específico para a agroenergia, a Embrapa Agroenergia (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 nov. 2006, p. B6).

2. A pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis pode ser o eixo de uma parceria nova e mais forte entre o Brasil e os EUA, segundo Nicholas Burns, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos. O objetivo da parceria é criar um mercado global para o etanol e reduzir a dependência do petróleo, produzido por países com os quais os EUA têm relação conflituosa, como Venezuela e Irã (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 fev. 2007, p.A1).

3. Nos EUA, o presidente Bush lançou em 2007 um programa de energia para a redução de 20% no total do consumo da gasolina, e 75% dessa economia deverá vir do etanol. A maior parte do etanol produzido vem do milho. O Brasil conseguiu exportar 1,6 bilhão de litros de etanol para os EUA em 2006, seis vezes o total de 2005 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 fev. 2007, p.B8).

4. Entre as áreas de parceria entre Brasil e EUA, destacam-se os biocombustíveis. Juntos, os EUA e o Brasil são responsáveis por cerca de 70% da produção global de etanol. Faz total sentido para nossos países discutir maneiras de aprofundar essa cooperação, diz Clifford M. Sobel, embaixador dos EUA no Brasil (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 mar. 2007, p. A3).

5. Responsáveis por 70,04% da produção, o Brasil e os EUA assinaram memorando de cooperação sobre biocombustíveis, com a finalidade de avançar no desenvolvimento de sua tecnologia, bem como expandir o mercado com o estabelecimento de padrões (transformação do etanol em ´commodity global´). Em 2006, os EUA produziram 18,5 bilhões de litros de etanol (álcool etílico) a partir de milho e o Brasil produziu 17,8 bilhões de etanol a partir da cana-de-açúcar. Em terceiro lugar, vem a China, produtora de 3,8 milhões de litros. O etanol é um biocombustível (não-biodiesel) porque usa fonte renovável em substituição à fonte de origem fóssil (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 mar. 2007, p. A4).

6. Os EUA pretendem atingir a marca de 20% de combustíveis renováveis misturados à gasolina em 2017. A União Européia aprovou plano de utilizar ao menos 10% de biocombustíveis nos transportes até 2020 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 mar. 2007, p. A2)

7. A Petrobras projeta investimentos de R$ 81,5 milhões em etanol e de R$ 570 milhões no biodiesel (`H-Bio´, processo industrial de mistura de óleo vegetal à produção de diesel), entre 2005 e 2008. O investimento no biodiesel é mais importante para reduzir a dependência brasileira de petróleo. O combustível líquido consumido no Brasil tem a seguinte divisão: diesel, 56%; gasolina, 24%; e restante: álcool e gás (Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 mar. 2007, p. B3).

8. O etanol é uma alternativa válida como fonte de energia, especialmente porque não polui. Como investidor, sou provavelmente um dos maiores produtores de etanol no Brasil por meio da Adeco, comenta George Soros, investidor (Valor, São Paulo, 23 mar. 2007, suplemento Eu & Fim de Semana, p. 4).

9. A matriz energética brasileira tem a sua participação, com base em 2006: 55,6% de fontes não-renováveis (petróleo e derivados, 38,8%; gás natural, 9,5%; carvão mineral e derivados, 5,8%; e urânio e derivados, 1,5%) e 44,4% de fontes renováveis (hidráulica e eletricidade, 14,6%; produtos da cana-de-açúcar, 14,%; lenha e carvão vegetal, 12,4%; outras renováveis, 2,9%). Os produtos derivados da cana-de-açúcar aumentaram sua participação de 13,8% em 2005 para 14,4% em 2006, enquanto a participação da energia hidrelétrica caiu de 14,8% em 2005 para 14,6% em 2006 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 mar. 2007, p. B8).

10. A cana-de-açúcar, além do etanol e do açúcar, pode servir para a produção de energia por meio da utilização do bagaço. A partir de uma safra de 500 milhões de toneladas de cana (2007/2008), o bagaço poderá adicionar entre 6 mil MW e 8 mil MW ao potencial instalado de geração de energia do País, equivalente ao projeto da usina hidrelétrica do rio Madeira (6,48 mil MW) (Valor, São Paulo, 25 jun. 2007, p. B6).

11. O programa brasileiro de biocombustíveis, testado e aprovado há 30 anos, é uma resposta promissora à questão do aquecimento climático, assim como às incertezas em torno do fornecimento dos combustíveis fósseis. O mundo tem um duplo desafio: alcançar a segurança energética sem causar desequilíbrios ambientais. Ao adicionar 25% de etanol derivado da cana-de-açúcar à gasolina ou utilizar álcool puro em carros ´flex-fuel´, reduzimos em 40% o consumo e a importação de combustíveis fósseis, bem como deixamos de emitir, desde 2003, mais de 120 milhões de toneladas de gás carbônico. Urge implementar políticas para ajudar a garantir à humanidade a prosperidade como um todo, sem deixar ninguém para trás, nem hipotecar o futuro das novas gerações. Essa a mensagem do presidente Lula à Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, em Bruxelas (´A alternativa dos biocombustíveis´. Valor, São Paulo, 05 jul. 2007, p. A12).

12. A produção de biocombustíveis pode trazer conseqüências negativas para a segurança alimentar e o ambiente. O Brasil tem um grande desafio: desenvolver modelo de crescimento da produção do álcool sem impactos negativos nas florestas ou na produção de alimentos. O País deve desenvolver tecnologias e modelos de negócios de modo a permitir o crescimento rural e a produção simultânea de alimentos e biocombustíveis, alerta o centro de estudos ´AccountAbility´. O Brasil é o 56º lugar no ´ranking´ de competitividade responsável elaborado pelo referido centro de estudos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 jul. 2007, p. B8).

13. O governo passará a controlar a expansão da cana-de-açúcar no País para evitar acusações de agressão ambiental e reduzir a pressão sobre áreas dedicadas à produção de alimentos. A medida incluirá uma certificação socioambiental obrigatória de lavouras de cana-de-açúcar e de usinas sucroalcooleiras (Valor, São Paulo, 18 jul. 2007, p. B11).