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ARTIGOS



RISCO-PAÍS

Índice elaborado pelo JP Morgan, o risco-país compara a diferença entre a taxa de juros cobrada pelo mercado para títulos públicos de cada país, em relação à taxa de juros dos papéis dos EUA. O risco-país do Brasil em 2006 caiu de 302 pontos para 194 pontos (ou seja, os papéis brasileiros rendem 1,89% acima dos papéis dos EUA).

Além de refletir a melhoria das condições macroeconômicas, a queda confere ao Brasil a possibilidade de conseguir juros mais baixos em lançamento de títulos no mercado internacional. Essa possibilidade também se estende às empresas brasileiras.

No auge da crise de confiança por conta das eleições presidenciais de 2002, o risco-país do Brasil atingiu 2.436 pontos em 27 set. 2002, o maior da história. Outros picos: 1.718 pontos em 10 set. 1998 na crise russa e 1.779 pontos em 14 jan. 1999 na desvalorização do real.

Também elaborado pelo JP Morgan, o EMBI+ (“Emerging Markets Bond Index” ou Índice dos Bônus de Mercados Emergentes) compara a diferença entre a taxa de juros cobrada pelo mercado para títulos públicos de um conjunto de 21 países emergentes, em relação à taxa de juros dos papéis dos EUA. O EMBI+ caiu em 2006 de 329 pontos para 168 pontos.

O risco-país é apenas uma medida do humor do mercado em relação aos papéis de cada país. Principal termômetro para medir a desconfiança dos investidores, o risco-país é obtido diariamente mediante o cálculo dos prêmios adicionais de cada país em relação aos títulos do governo norte-americano.

Já o “rating” é uma nota atribuída por agências especializadas em avaliar a capacidade de o país honrar seus compromissos. É uma análise de médio e longo prazo destinada a orientar investidores em suas decisões de investimento ao redor do mundo (ver AGÊNCIAS DE RATING).

A motivação para comprar ou vender títulos de um país depende de três fatores, segundo Mohamed El-Erian, gestor de fundos, especialista em emergentes, um dos administradores dos recursos da “Pacific Investment Management” (PIMCO): 1º) os fundamentos sociopolíticos, financeiros e econômicos; 2º) as condições externas (regionais e internacionais) a influenciar a perspectiva de sua economia; 3º) a posição técnica do mercado. O primeiro desses fatores é de longe o mais importante para os países emergentes, disse El-Erian. Fundamentos fortes, continuou El-Erian, podem agir como uma âncora para ajudar o país a navegar por dificuldades externas ou deslocamentos técnicos.

O J.P.Morgan tem um sistema de análise para determinar a classificação dos riscos dos países: a) fatores internos: 1º) a taxa de crescimento real do PIB; 2º) as variações dessa taxa; 3º) o nível do PIB “per capita”; 4º) o resultado fiscal do governo; 5º) a taxa de inflação; 6º) o nível de transparência e correção dos dados macroeconômicos); b) fatores externos: 1º) nível da taxa de câmbio real medida como desvio da taxa dos últimos 5 anos; 2º) nível do déficit em conta corrente com relação ao PIB; 3º) nível da dívida externa total com relação ao PIB; 4º) nível da dívida externa com relação às exportações; 5º) nível de pagamento de juros com relação às exportações; 6º) nível da dívida de curto prazo mais as amortizações com relação às reservas; 7º) nível dos meios de pagamentos (M2) com relação às reservas.

A taxa de risco-país do Brasil, medida pelo ´Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+)´ do JP Morgan, atingiu a marca mínima histórica dos 139 pontos (quanto menor o número, menor o risco). No ´ranking´ do índice EMBI+ (fechamento em 22 maio 2007), o país com o maior risco é o Equador (609 pontos). Na seqüência, a Argentina (263), Venezuela (238), Turquia (183), Indonésia (150) e Brasil (139) (Jornal do Senado, Brasília: Senado Federal, 28 maio 2007, p. 12).