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ARTIGOS



CHECK-UP

Criado no início do século XX pelo médico George Gould, o “check-up” envolve uma bateria de exames para aferir a saúde. A utilidade desses exames foi checada por força-tarefa da Agência Federal para Pesquisa e Qualidade em Cuidados com a Saúde, dos EUA (“Pesquisa questiona exames do check-up”. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 nov. 2004, p. C1 e C3). Em muitos casos, a acuidade dos exames ou não é comprovada (com incidência de falsos resultados positivos) ou, quando a detectação é precisa, o diagnóstico precoce não logra beneficiar o paciente, ou seja, os tratamentos disponíveis não conseguem garantir mais ano de vida ou mais qualidade de vida, em relação aos doentes com tratamento iniciado após o aparecimento dos sintomas.

A Agência Federal atribuiu notas aos exames: “A” (contribuem de forma relevante para a melhoria da saúde, de acordo com boas evidências: medição de pressão para a hipertensão arterial; exame papanicolaou para câncer cervical ou colo de útero); “B” (contribuem de forma relevante para a melhoria da saúde, de acordo com algumas evidências: mamografia para câncer de mama); “C” (evidências insuficientes para recomendação geral); “D” (o exame é ineficaz ou os danos superam os benefícios: eletrocardiograma de repouso, teste ergométrico ou tomografia computadorizada para doença coronariana; ultra-sonografia transvaginal para câncer de ovário); “I” (a evidência da eficácia do exame é falha ou de qualidade pobre ou conflitante: tomografia computadorizada, raio-X de tórax ou análise de escarro para câncer de pulmão; exame clínico de mama para câncer de mama; teste de glicemia para diabetes mellitus).