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ARTIGOS



EVOLUCIONISMO & CRIACIONISMO

Na Universidade da Califórnia, em Riverside, após um semestre inteiro de aulas sobre a realidade da evolução, um professor ficou chocado com a resposta de alunos de influência religiosa a um questionário. Eles responderam sim a questões como “acredito em Deus” ou “acredito ter sido o mundo criado em seis dias”. O professor tentou mostrar, ao longo do curso, ser tudo isso bobagem. As pessoas sem a influência religiosa dão a evolução como óbvia.

A seleção natural como mecanismo da evolução das espécies foi proposta por Charles Darwin (1809-1882), inglês, naturalista, autor de “Sobre a origem das espécies”, de 1859, uma das obras mais revolucionárias do pensamento humano.

Nada acontece na evolução sem ter sido autorizado pela seleção natural. A coisa mais importante na seleção natural é a eliminação de genes inferiores e não a seleção dos melhores, explica Ernst Mayr (1904, cem anos), o maior guardião da teoria da evolução de Darwin (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04.jul.2004, Cadernos Mais!, p. 4). Vários genes não são bons o suficiente para serem selecionados positivamente, mas também não são ruins o suficiente para serem eliminados, conclui Mayr.

Nada no mundo vivo faz sentido se não for à luz da evolução, observou Theodosius Dobzhansky (1900-1975), russo, geneticista, principal responsável pela Moderna Síntese Evolucionista, a forma atual da teoria da evolução de Darwin. A Moderna Síntese Evolucionista junta a seleção natural com a genética e a ecologia.

Mas a seleção natural não escrutiniza tudo o tempo todo e nem sempre seleciona o melhor, disse Stephen Jay Gould (1941-2002), paleontólogo, autor de “O polegar do panda”. De geração a geração, sempre vários genótipos, ainda longe de serem algo de bom, conseguem passar para a geração seguinte. Essa possibilidade (conclui Gould) explica muitos tipos de coisas permitidas pela seleção natural. Gould era inimigo de Richard Dawkins (1942), inglês, zoólogo, autor de “O gene egoísta”, defensor do gene como objeto da seleção natural (e não o indivíduo, uma combinação de genes).

O ácido desoxirribonucléico (DNA) é o material portador da informação hereditária dos organismos (e não outras substancias, como proteínas), descobriu em 1944 Oswald Theodore Avery (1877-1955), canadense, médico, um dos fundadores da biologia molecular.

Jamais possuímos uma convicção. A convicção nos possui. A razão representa o árbitro supremo e indiscutível. Mas há uma instância acima do julgamento racional, da qual a história do pensamento nos oferece tantos exemplos, observa C. G. Jung (“Resposta a Jó”. Petrópolis: Vozes, 6a ed, 2001, p.95).

A vida pode ter sido trazida pelos cometas, defende Chandra Wickramasinghe, um dos pais da teoria da ascendência cósmica. A evidência mais antiga de vida terrestre tem 4 bilhões de anos. Nesse tempo a Terra era constantemente bombardeada por cometas. Durante a formação de estrelas e planetas, cometas recolhem bactérias vivas em nuvens interestelares. Uma das bases científicas da teoria da ascendência cósmica é a vida ser sempre derivada de outra vida, conclusão comprovada no século XIX por Louis Pasteur. A hipótese de a vida ter sido criada num evento único ocorrido dentro do nosso minúsculo planeta preserva a Terra como centro do Universo, uma posição pré-Copérnico e inaceitável, observa Chandra Wickramasinghe (“Somos todos alienígenas”. Superinteressante, São Paulo: Abril, ed. 202, jul.2004, p. 96).

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.” (Skakespeare).