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ARTIGOS



NATAL

O pinheiro é a árvore do Natal porque, permanecendo verde no inverno, desponta como símbolo de vida, assim considerado desde os costumes pagãos dos antigos povos nórdicos. A Missa do Galo é celebrada à meia-noite porque, segundo a tradição, Jesus teria nascido à meia-noite, quando, por uma única vez, um galo cantou nesse horário. A ceia de Natal relembra a Santa Ceia do Senhor, realizada um dia antes da morte de Jesus. Os magos Gaspar, Baltazar e Belquior, tidos como reis, guiados por uma estrela, visitaram Jesus e levaram-lhe presentes: ouro, simbolizando a realeza do filho de Deus; incenso, em alusão à sua divindade; e mirra, uma erva amarga representativa do sofrimento de Jesus como o Salvador. Os presentes dos reis magos deram origem à tradição de dar presentes na época do Natal. No século IV, São Nicolau criou a figura do Papai Noel ao dar presentes às crianças pobres deixando-lhes os pacotes enquanto dormiam. No século XVI, a rainha Elizabeth I, filha de Henrique VIII, introduziu o costume de colocar os presentes sob a árvore de Natal. Ela recebia muitos presentes e, como era impossível recebê-los diretamente, recomendava deixá-los sob uma grande árvore de Natal montada nos jardins do palácio. No século XIX, em sua década de 40, surgiram os cartões de Natal na Inglaterra. John Callicot Horsley, artista plástico e livreiro, a pedido de Henry Cole, diretor do Museu Britânico, criou desenhos natalinos em um cartão com espaço para escrever mensagens de boas festas. Em 1495, em Milão, Itália, o panetone foi inventado pelo cozinheiro Antonio Toni. No Natal desse ano, o pão doce foi servido, pela primeira vez, para o duque Ludovico, o Mouro, o qual, por ter apreciado muito a novidade, mandou distribuir a receita para todos os confeiteiros. Em 1621, em Plymouth, Massachusetts, EUA, surgiu o hábito de comer peru no Natal. Além de ser mais barato, o peru, integrante da dieta dos índios mexicanos, ganha peso mais facilmente em relação aos gansos, cisnes e pavões. Os espanhóis (Cortez e “apostolos”) levaram o peru para a Europa por volta do século XVI (“Afinal, o que é o Natal?”, Folha de São Paulo, São Paulo, 16.dez.2003, caderno Sinapse, p. 20). Em 1821, o peru substituiu o cisne como ave de Natal da rainha Vitória, na Inglaterra, e de sua família, popularizando-se entre os nobres vitorianos ao longo do século XIX.

A rainha Carlota, mulher do rei George III, nascida princesa de Mecklenbourg-Strelitz, introduziu a árvore de Natal na Grã-Bretanha no fim do século XVIII. De origem alemã, a tradição instalou-se de vez pela rainha Vitória, casada com o princípe Albert, alemão. O casal passava as festas de fim de ano na ilha de Wight, sul da Inglaterra, e a imprensa popularizava a família real ao redor de majestosas árvores natalinas. Os presentes eram postos em mesas embaixo das árvores. Essa imagem foi publicada pela primeira vez pelo jornal “Illustrated London News” em dezembro de 1848. Após essa iniciativa, a tradição impôs-se em poucos anos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 dez. 2004, p. F20).