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ARTIGOS



SER, TER E PARECER

SER - A falta de alinhamento entre o propósito de vida e a atividade profissional leva as pessoas a privilegiarem o “personagem”, ou seja, o cargo ocupado. Na maioria das vezes, o “personagem” está em conflito com a pessoa, porque a obriga a realizar um trabalho sem ser do seu agrado ou a impede de fazer outras coisas fora do escritório. A situação causa o estresse e a falta de criatividade.

O bem-estar criativo se concretiza quando conseguimos compatibilizar a atividade profissional e o propósito de vida. Acima de tudo, o bem-estar criativo é atingir a plenitude do ser, aquele estado representativo da sensação de estar de bem com o mundo e consigo mesmo.

O auto-conhecimento permite ao profissional aprender a lidar com a adversidade e a diversidade de maneira criativa, tornando-o menos vulnerável com os acontecimentos à sua volta. O atrito diminui e a compreensão e a tolerância aumentam. A ansiedade também diminui, afirma José Diney Matos, autor de “Bem-estar criativo para o sucesso – Potencializando o desempenho pessoal e profissional”, Ed. Saraiva.

De acordo com pesquisa realizada pela HLCA Human Learning, abrangendo cerca de 10 mil profissionais, a maioria de 25 a 40 anos, entre 2000 a 2005, em empresas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, 78% dos profissionais não estão satisfeitos com a própria carreira e não conseguem identificar em si mesmos quais os seus verdadeiros talentos; 72% sofrem com um estresse acima do nível de tolerância; 60% não aplicam seu potencial criativo nas funções ocupadas (Gazeta Mercantil, São Paulo, 03 nov. 2005, p. C-8).

SER, TER E PARECER – Antes, o ter conseguia substituir o ser. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer (aparência de saber, de fazer e de acreditar). A auto-estima pode estar baixa, mas as pessoas fazem pose de estar tudo bem, observa Roberto Shinyashiki, autor de “Heróis de verdade”. Os heróis de verdade trabalham para realizar seus projetos de vida e não para impressionar os outros. Sabem pedir desculpas e admitir o erro (Isto É, São Paulo, n. 1879, 19 out. 2005, p. 7).

FELICIDADE - Segundo pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros se consideram felizes; 22% se descrevem mais ou menos felizes e apenas 2% se acham infelizes. Mas só 28% dos entrevistados consideram a população em geral feliz. Não há contradição na resposta às duas questões, de acordo Eduardo Giannetti, autor do livro ´Felicidade´. Na primeira questão, as pessoas olham para ´dentro de si´; na segunda, as pessoas avaliam condições objetivas, como emprego e segurança. O índice de felicidade é de 87% para as pessoas com ganho acima de 20 salários mínimos e de 72% para as pessoas com ganho de até dois salários mínimos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 set. 2006, p. A1). Quando nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos, observou William Shakespeare (1564 – 1616) (´O rei Lear´. Porto Alegre: L&PM, 1997, p. 114). O mundo é uma roda de tortura (id., 139). O meio para o homem conquistar a felicidade é a virtude, ou seja, o controle das paixões e a busca do conhecimento, ensinou Sócrates, para o qual a felicidade pouco tem a ver com a posse de bens materiais e os prazeres. Quanto menos necessidades se tenha, mais nos aproximamos da felicidade (Bittar, Eduardo. ´Curso de filosofia do direito´, 4a. ed., São Paulo: Atlas, 2005, p.67)