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ARTIGOS



INOVAÇÃO & PESQUISA

A capacidade de criação é um dos pilares das corporações centenárias ainda de pé. Todas essas corporações desafiaram as normas convencionais e não possuem mais, como fonte principal de renda, os produtos ou serviços à época de seu nascimento. A GE é excelente exemplo. Nasceu como empresa de energia, mas diversificou completamente seus negócios e hoje, dentre outras atividades, é uma das maiores instituições financeiras do mundo. Continua inovando e, mais recentemente, entrou na área de energia eólica e solar. A inovação não é algo a ser feito uma vez e pronto. O grande erro das empresas é não considerar a inovação como um processo contínuo, concluiu Watts Wacker, americano, consultor, especialista em inovação (Exame. São Paulo: Abril, n. 872, 19 jul. 2006, p. 130).

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O desempenho do Brasil em resultados de inovação está aquém do esperado, seja no tocante a patentes comerciais como a publicações cientificadas. Esse fraco desempenho em inovação deve-se parcialmente ao esforço insuficiente em pesquisa e desenvolvimento (P&D), de acordo com o estudo ´Sinopse sobre a inovação nos países: Brasil´ elaborado pelo escritório do economista-principal do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. O Brasil (acrescenta o estudo) também padece de ineficiências em seu Sistema Nacional de Inovação, refletidas numa baixa taxa de transformação de P&D em aplicações comerciais, explicada em parte pelo mesmo fator a afligir a região, ou seja, a fraca colaboração entre empresas privadas e pesquisadores de universidades, além da qualidade das instituições de pesquisa. O Brasil ainda parece sofrer a falta de escolaridade, e essa carência impede o País de tirar plenamente vantagem de seus esforços de inovação.

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Os tipos de inovação mais comuns nas empresas são: 1) produtos, 67,50%; 2) serviços e experiência do cliente, 20%; 3) processo de negócios, 20%; 4) processos de fabricação/manufatura, 15%; 5) desenvolvimento de novas tecnologias, 12,5%; 6) modelos de negócios, 10%; 7) linhas de negócios/novos segmentos de mercado, 7,5%; 8) ´design´ de ponto-de-venda, 2,5%; 9) embalagem, 2,5% (Davenport, Thomas. ´As diferentes inovações´. VendaMais, Curitiba: Quantum, n. 149, set. 2006, p. 56).

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O Decreto Federal nº 5.563, de 11 out. 2005, regulamentou a Lei no 10.973, de 2 dez. 2004, introdutora de medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituição.

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Técnicas de diminuição do teor de cobre na aguardente foram desenvolvidas e patenteadas por químicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). No Brasil, o teor de cobre não deve ultrapassar 5 miligramas por litro de bebida (limite considerável aceitável para a saúde humana), mas na União Européia o limite é de 2 mg/l. Essa maior cautela impede a transformação da cachaça numa bebida globalizada. O risco pela presença do cobre engloba doenças neurodegenerativas e o favorecimento do surgimento do etilcarbamato, substância cancerígena (Folha de S. Paulo, São Paulo, 03 ago. 2006, p. A18).