Digite a palavra-chave

A busca é efetuada em todas as páginas do site e abrange todo o seu conteúdo.
Página principal




ARTIGOS



BRIC

Os países do Bric (iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China) deterão em poucas décadas, até 2050, quatro das sete maiores economias do globo, de acordo com estimativas de evolução dos mercados (Exame, São Paulo: Abril, n. 873, 02 ago. 2006, p. 20).

Hoje, o PIB mundial é de US$ 44 trilhões, e os Bric respondem por US$ 4,2 trilhões. Participam com 14% do comércio mundial (o dobro de 2001), 15% dos investimentos diretos e 33% das reservas financeiras (id.).

A força dos Bric provém, em larga medida, da enorme fatia da população mundial concentrada nos quatro países, nos quais vivem 2,75 bilhões de habitantes ou 40% da humanidade (6,5 bilhões) (id.).

Três dos quatro países do Bric não apenas estão correspondendo às expectativas como correm à frente delas. A única decepção por ora é o Brasil. Há dúvidas quanto à capacidade de o País solucionar a questão de um setor público inflado, assim como o problema da burocracia, solapadora do ambiente de negócios (id.).

Numa avaliação comparativa dos Bric, são vantagens de cada país (id.):

Brasil – potencial para ser o maior fornecedor mundial de produtos agrícolas; grandes reservas minerais; parque industrial diversificado;

Rússia – reservas abundantes de petróleo e gás natural; população com bom nível educacional;

Índia – avanço em setores de tecnologia, como informática; grande população jovem e em crescimento acelerado; elite bem formada e atuante;

China – alta capacidade industrial; potencial para ter o maior mercado consumidor do mundo; investimento intensivo em infra-estrutura e educação.

São desvantagens (id.):

Brasil – carga tributária pesada e informalidade disseminada em muitos setores; infra-estrutura precária; educação deficiente;

Rússia – população com média de idade elevada e baixo nível de natalidade; altos índices de corrupção e criminalidade;

Índia – infra-estrutura precária, com áreas urbanas caóticas; sociedade organizada por sistema arcaico de castas e dividida por conflitos étnicos e religiosos;

China – população com tendência de envelhecimento rápido; progresso realizado com grande devastação ambiental; sistema político ditatorial.

O Brasil é um país com vantagens tremendas. Em termos de recursos naturais, talvez só perca para o Canadá. Os brasileiros são incrivelmente empreendedores e inovadores. Enquanto na China as políticas públicas são as responsáveis pelo crescimento, no Brasil e na Índia o empreendedorismo independe do governo, avalia C. K. Prahalad, indiano, autor de ´A riqueza na base da pirâmide´ e ´Competindo pelo futuro` (Exame, São Paulo: Abril, n. 873, 02 ago. 2006, p. 34).

Os quatro países do BRIC, segundo previsão do Goldman Sachs, terão PIB conjunto no patamar de US$ 52 trilhões em 2040 (mesmo patamar do G7, as sete economias mais industrializadas) de US$ 90 trilhões em 2050 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 ago. 2006, p. B6).

Lançado em jun. de 2005 pelo Bank of New York, o ´Bric ADR Index´ segue o desempenho de 75 empresas dos Brics listadas nos EUA (32 do Brasil, 27 da China, 10 da Índia e 6 da Rússia). Dentre as brasileiras, Petrobras, Embraer, Vale do Rio Doce, Brasil Telecom e Gerdau. Muitos outros fundos começam a focar em Brics, segundo o Bank of New York. Apesar de estar atrás em desempenho econômico, o Brasil é um dos favoritos pelos fundos, porque tem um forte mercado consumidor, exportações com baixo custo e uma certa imunidade dos mercados financeiros a escândalos políticos (como em 2005) (id.).

O Brasil não soube ou não pôde criar instituições capazes de obrigar os governos a gastar melhor os recursos arrecadados por meios dos impostos. Se não conseguirmos obrigar os governos a colocar um teto no volume de crescimento dos gastos públicos, estaremos condenados a taxas medíocres de crescimento, afirma Eliana Cardoso, economista, professora da FGV-São Paulo (Veja, São Paulo: Abril, n. 1.967, 02 ago. 2006, p. 11).

Para integrar-se de vez ao fluxo internacional de capitais, o Brasil precisa: 1) tornar-se uma sociedade com inflação baixa numa perspectiva de longo prazo; e 2) dar mais segurança aos investidores mediante a adequação de leis e regulamentos, bem como evidenciar características de comportamento de governo, segundo a opinião de Jim O´Neill, chefe do Departamento de Pesquisas Econômicas Globais do Goldman Sachs, dos EUA, criador da sigla BRIC. Para manter-se no BRIC, o Brasil, segundo O´Neill, precisa crescer entre 3% e 3,5% ao ano pelas próximas décadas. Se isso acontecer nas próximas quatro décadas, o País será a sexta maior economia do mundo (Veja, São Paulo, n. 1999, 14 mar. 2007, p. 11).

Marca Brasil

O Brasil está no 23ª posição no ´Indice de Marcas das Nações ´(´Nations Brands Index´), destinado a medir o poder de marca de 35 países, elaborado pela consultoria ´Global Market Insite (GMI)´. O Brasil vende produtos variados (soja, carnes, calçados, moda, etc.), mas não consegue somar e costurar uma imagem de país de produtos de qualidade ou de referência para certos segmentos, avalia Simon Anholt. O governo realiza ações de promoção e investimento no consumidor final para reforçar a imagem do Brasil, na forma do projeto ´Marca Brasil´, esclarece Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-BRASIL), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 jul. 2006, p. B8).

Marcas valiosas

A Coca-Cola é, há 20 anos, a marca mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 67 bilhões, seguida da Microsoft, IBM, GE, Intel, Nokia, Toyota, Disney, McDonald´s e, em 10º lugar, Mercedes-Bens, de acordo com a ´Business Week´ (Valor, São Paulo, 31 jul. 2006, p. B5).