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ARTIGOS



POLÍTICA MONETÁRIA

A política monetária tem a tarefa de melhorar o desempenho econômico em geral. Ela deve permitir a expansão da economia até um ponto determinado, a partir do qual a expansão leve a aumento da taxa de inflação, ensinam Joseph Stiglitz e Bruce Greenwald (“Rumo a um novo paradigma”, São Paulo: Francis, 2004).

A chave para compreender a economia monetária é a demanda e a oferta de crédito, e a compreensão do mercado de crédito está condicionada ao reconhecimento da importância das imperfeições da informação e do papel das instituições financeiras. O crédito baseia-se na informação  (id.).

As funções centrais das instituições financeiras e o seu comportamento podem ser compreendidos por meio de uma análise das imperfeições da informação. Tanto a informação imperfeita como a informação custosa criam uma função importante para as instituições financeiras, ou seja, avaliar os tomadores de crédito, monitorar as atividades do crédito e fazer cumprir as obrigações assumidas pelos devedores (id.).
As instituições financeiras devem ser capazes de desenvolver uma vantagem comparativa e absoluta na coleta e processamento da informação. As limitações de informação, em conjunto com os custos de falência, são fundamentais para determinar tanto o nível quanto as variações no nível de crédito (id.).

A concessão de um limite de crédito a uma pessoa é uma certificação dessa pessoa como digna de crédito (id.).

O grau de disposição dos bancos para conceder crédito é afetado por mudanças nas condições externas, assim como pela política monetária e pelas práticas regulatórias.
A taxa de juros não é como um preço convencional. O aumento da taxa dos juros pode não elevar o retorno de uma carteira de crédito. Com taxas de juros mais altas, obtém-se um conjunto de qualidade inferior de candidatos (o efeito da seleção adversa) e cada candidato assume riscos maiores (o efeito de risco moral ou incentivo adverso) (id.).

Cruciais para a determinação do comportamento da economia, as instituições financeiras são o centro do sistema de crédito. O sistema bancário é o meio mais importante de oferta de crédito, e a oferta de crédito é uma determinante central do nível da atividade econômica (id.).

A expansão do crédito induz o rendimento dos mais pobres a crescer mais rapidamente, em comparação com a renda “per capita” média, assim como as desigualdades de renda e a pobreza diminuem mais rapidamente, segundo estudo elaborado por Thorsten Beck, Asli Demirguc-Kunt e Ross Levine, os dois primeiros economistas do Banco Mundial e o terceiro do Comitê Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, sigla em inglês). O estudo objetivou avaliar os efeitos dos avanços do sistema financeiro para a melhoria de renda dos pobres nos países pobres e em desenvolvimento. O desenvolvimento financeiro foi medido pelo critério da relação entre o volume de crédito concedido pelas instituições financeiras ao setor privado (não computadas as operações efetuadas por bancos centrais ou governamentais) e o Produto Interno Bruto - PIB (Valor, São Paulo, 06 jul. 2005, p. A2).