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ARTIGOS



VÍCIOS E VIRTUDES

Ao longo da história, os pintores sempre procuram retratar os vícios e as virtudes.

As virtudes cardeais são: 1) fortaleza (representada pelo leão); 2) prudência (representada por imagem refletida no espelho; o homem prudente pondera e reflete antes de agir; não se deixa seduzir pelas aparências fugazes); 3) justiça (representada pela espada e a balança; a balança em equilíbrio simboliza a imparcialidade do juízo e a capacidade de sopesar tudo; Sofia, a sabedoria, é representada acima da justiça); e 4) temperança (“Los diccionarios del arte – Símbolos y alegorias”, Barcelona: Electa, 2003).

As virtudes teologais são: 1) fé (representada pelo branco); 2) esperança (representada pelo verde; o tempo, pai da verdade, protege com sua presença a fé e a esperança); 3) caridade (representada pelo roxo) (id.).

Os vícios capitais são: 1) soberba ou orgulho (representada por uma jovem altiva e elegante); 2) avareza (representada por agiotas); 3) luxúria (representada pela nudez de uma mulher em alusão à principal conseqüência deste pecado, ou seja, dissipar os bens terrestres e os valores da alma); 4) ira; 5) gula; 6) inveja (representada por uma concha em alusão ao comportamento tortuoso e falso das pessoas invejosas); 7) preguiça (representada por um homem adormecido) (id.).

Os vícios menores ou veniais: 1) covardia; 2) fraude; 3) idolatria; 4) inconstância; 5) infidelidade; 6) injustiça; 7) loucura; 8) intemperança; 9) calúnia; 10) ignorância (id.).

O vício é, segundo Aristóteles, sempre o excesso ou a falta entre dois pontos extremos opostos (a temeridade é excesso de coragem, a covardia é falta de coragem), ou falta de medida ou de moderação.

A virtude é, também segundo Aristóteles, a medida entre os extremos contrários, a moderação entre os dois extremos, o justo meio, nem excesso nem falta.

A virtude cristã se alcança passando através de uma “estreita porta” (Mateus 7, 13; Lucas 13, 24).

As obras de misericórdia corporal: 1) dar de comer aos famintos; 2) dar de beber aos sedentos; 3) vestir os nus: 4) acolher os peregrinos; 5) visitar os enfermos; 6) visitar os encarcerados; 7) sepultar os mortos.

A sabedoria é temer o Senhor e apartar-se do mal é o conhecimento (livro de Jó, p. 33). Na grande sabedoria, há grande pesar, e quem cresce em saber, cresce em dor (Eclesiastes 1, p. 37).