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ARTIGOS



TALENTO

O talento é uma característica altamente superestimada. Uma pessoa com destaque em algum campo não nasce destinada ao desempenho excepcional, mas quase sempre ´se faz´ assim, seja um cirurgião, bailarino ou programador de computadores.

A prática nos conduz à perfeição, conforme comprovam os resultados de trabalho compilado no ´Cambridge handbook of expertise and expert performance´, de Anders Ericsson, da Universidade do Estado da Flórida.

A maioria dos médicos perde em qualidade de desempenho, quanto maior seja o tempo transcorrido desde a conclusão do curso. Os cirurgiões são a exceção, pelo fato de estarem expostos, de maneira constante, aos elementos-chave da prática deliberada: ´feedback´ imediato e objetivos específicos. Sem ´feedback´ adequado, a capacidade de um médico declina com o tempo.

A pesquisa de Ericsson sugere outro clichê (os clichês são cheios de verdade): quando se trata de escolher uma profissão, procure fazer aquilo de seu gosto, pois, se não for assim, muito dificilmente empregará o melhor de seus esforços para tornar-se bastante bom.

Muitas pessoas não gostam de fazer coisa na qual não são boas e, então, com freqüência, desistem e dizem a si mesmas não possuir o talento necessário para a matemática, ou para esquiar, ou tocar violino. Mas falta efetivamente a essas pessoas o desejo de destacar-se e submeter-se à disciplina da prática deliberada capaz de levá-las a um desempenho superior.

Muitas pessoas acreditam ter nascido com certos limites. Mas ninguém pode alcançar um desempenho excepcional sem dedicar grande quantidade de tempo para aperfeiçoar-se, embora essa evidência não signifique terem todas as pessoas o mesmo potencial.

Pessoas de mais idade poderiam ser estimuladas a desenvolver novas aptidões, especialmente aquelas a exigir, supostamente, um talento não possuído, segundo acreditavam, concluem Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, autores de ´Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta´ (´Astros são produzidos´. Valor, São Paulo, 12 maio 2006, Eu & Fim de Semana, p. 18).

Liderança

Um líder completo deve ter oito atitudes, segundo Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna (Você S.A., São Paulo: abril, n. 96, jun. 2006, p. 45):

1) perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas;

2) buscar as coisas certas para a empresa;

3) ter um plano de ação claro;

4) não fugir das responsabilidades;

5) ser um bom comunicador;

6) ter foco em oportunidades e não em problemas;

7) transformar as reuniões em acontecimentos produtivos;

8) usar o pronome pessoal ´nós´ e evitar o ´eu´.

Escolha acertada

São passos em direção da escolha acertada, segundo Paul Schoermaker (Gazeta Mercantil, São Paulo, 29 maio 2006, p. C-8):

1) enquadrar o assunto no qual está focado o problema;

2) buscar informações, construir cenários e desenvolver uma percepção do entorno;

3) tirar conclusões sem eliminar a possibilidade de conflito de opiniões na equipe e estimular alternativas; e

4) aprender com a experiência.

A flexibilidade é algo excelente, especialmente quando as incertezas aumentam, mas é improvável a obtenção do sucesso a longo prazo se o administrador for despreparado, indisciplinado e apenas totalmente intuitivo, ou se agir de forma irrefletida (id.).

As más decisões são inevitáveis e necessárias para se chegar ao último passo da escolha certa, o aprendizado com a experiência. Não se pode melhorar o nível de adoção de decisões se os próprios erros não forem estudados, exatamente como os atletas fazem, observa Schoermaker, professor e diretor do Centro Tecnológico de Inovação da Wharton School, na Pensilvânia, EUA (id.).

Os erros mais comuns da administração são: 1) arrogância administrativa; 2) pouca atenção aos sinais mais sutis emitidos pelo mercado; 3) pouca coragem de arriscar; 4) gestão presa ao passado; 5) definição mal-elaborada dos objetivos; e 6) pouca atenção às mudanças (id.).

Livros

´Os livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.´ Mario Quintana.

Talento & trabalho

O talento sem trabalho é apenas um fogo de artifício a ofuscar por um instante, mas sem deixar nada.