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ARTIGOS



AGRONEGÓCIO

O Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas, é o 1º lugar em vendas externas nos seguintes produtos: suco de laranja (81% do total das exportações mundiais); carne de frango (35%, id.); açúcar (33%, id.); café (30% id.); tabaco (27%, id.); carne bovina (24%, id.); etanol (13%). É o 2º lugar: farelo de soja (32% id.); soja (32% id.); óleo de soja (28% id.). É o 3º lugar: carne suína (11% id.); algodão (5% id.). Com base em 2004, as exportações brasileiras de agronegócio revelaram o seguinte destino: 51% para os países desenvolvidos e 49% para os países em desenvolvimento (24% em 1989) (´Anuário Exame – Agronegócio´. São Paulo: Ed. Abril, jun. 2006, p. 28).

2. O Plano Safra 2006/07 prevê a destinação de R$ 60 bilhões para o crédito rural, sendo R$ 50 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 10 bilhões para a agricultura familiar (Gazeta Mercantil, São Paulo, 29 maio 2006, p. B-12). O PIB do agronegócio deve cair 1,28% em 2006, mantidos os níveis atuais de preços e custos, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A queda mais acentuada será na pecuária, com redução nas vendas em virtude das restrições à carne bovina por mais de 50 países depois de foco de febre aftosa descoberto em Mato Grosso do Sul, bem como pela suspensão de compra de carne suína por parte da Rússia e pelo temor da gripe aviária. Na agricultura, o desempenho está prejudicado pela queda do dólar, a redução do preço das ‘commodities’ e o aumento dos custos. A participação do agronegócio na balança comercial deve ser reduzida de 36,4% em 2005 para 33,8% em 2006, mantido o cenário de taxas de juros, câmbio, custos e preços (Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 maio 2006, B12).

3. O Centro-Sul deverá implantar 89 projetos de ampliação ou de construção de novas usinas de açúcar e de álcool. A área plantada com cana-de-açúcar deverá passar de 6,5 milhões de hectares para 9 milhões. A cultura da cana-de-açúcar não está isenta de eventuais problemas, como qualquer outra cultura, mas as projeções a médio prazo são muito favoráveis, principalmente porque é um produto dirigido para o mercado de energia, no qual a demanda é crescente, observa Luiz Dias Paes, do Centro de Tecnologia Canavieira. Os bons ventos do setor sucroalcooleiro contrastam com a crise vivida pelos produtores de soja, milho e algodão (Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 maio 2006, p. B12).

4. Nos últimos 30 anos, a produtividade média da cana-de-açúcar no Brasil aumentou de 48 para 79 toneladas por hectare. No mesmo período, o custo de produção do álcool, ao cair de US$ 850 para US$ 200 o metro cúbico, permitiu o seu uso como combustível alternativo ao petróleo (´Anuário Exame – Agronegócio´. São Paulo: Ed. Abril, jun. 2006, p. 34).

5. A soja, planta de clima temperado, não se dava bem no Brasil. Graças a um programa de melhoramento genético, a cultura foi adaptada e o Brasil tornou-se o 2º produtor mundial e o 1º em exportação (id., 34).

6. O desenvolvimento da agricultura em larga escala no cerrado (25% do território brasileiro e a maior área agricultável disponível no planeta) foi viabilizada por um conjunto de tecnologias, dentre as quais o manejo da fertilidade do solo e o plantio direto (id., 34).

7. O Brasil é o 7º produtor mundial de celulose, produzida a partir da madeira do eucalipto, principal matéria-prima. Originário da Austrália, o eucalipto chegou no século XIX ao Brasil, hoje detentor da maior área plantada do mundo. Graças a técnicas brasileiras, a cultura produz madeira para celulose em 7 anos, um terço do tempo verificado nos países concorrentes (id., 34).

8. O Brasil pôde aumentar a oferta de carne e tornar-se o maior exportador do mundo após o desenvolvimento de plantas forrageiras adaptadas às condições brasileiras. Elas possibilitaram uma alimentação de baixo custo do rebanho bovino (id., 34).

9. A carga tributária brasileira sobre o agronegócio é muito superior à de países concorrentes. O peso é de 39% no Brasil, 31% nos EUA e 29% na Argentina. A elevada carga tributária dá impulso à informalidade e prejudica o crescimento das empresas legais. A informalidade da mão-de-obra é estimada em 70% na agropecuária. A mão-de-obra rural temporária deve somar 4,2 milhões de trabalhadores, número equivalente ao da permanente, enquanto o número de propriedades rurais situa-se em torno de 4,5 milhões (id., 42).

10. A força do agronegócio pode ser mensurada pelo valor das exportações: US$ 43,6 bilhões em 2005; US$ 39,0 em 2004 e US$ 30,6 em 2003.

11. O Brasil tem 90 projetos de construção ou expansão de usinas de açúcar e álcool, com investimentos estimados em US$ 13 bilhões e conclusão prevista para 2010. Esses projetos envolvem área plantada adicional de cana-de-açúcar de aproximadamente 2,7 milhões de hectares (os canaviais ocupam hoje 6 milhões de hectares). A produção de cana-de-açúcar deverá saltar de 425 milhões de toneladas (safra 2006/2007) para 550 milhões em 2010. Dos 90 projetos, 31 estão em execução, avaliados em US$ 5 bilhões, segundo levantamento da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única). O setor sucroalcooleiro brasileiro vive a segunda onda de investimentos (a primeira ocorreu na década de 1970 com o Proálcool). No mercado doméstico, o açúcar atualmente está remunerando cerca de 20% acima do álcool combustível. (Valor, São Paulo, 09 ago. 2006, p. B14).

12. O Brasil é 3º no ´ranking´ mundial de países produtores de frutas, com 35 milhões de toneladas, atrás apenas da China e da Índia. O Ceará é o 5º Estado no ´ranking´ das exportações de frutas, com base em 2005. Iniciou as exportações em 1999, com US$ 830 mil de vendas, com perspectiva de atingir US$ 52,4 milhões em 2006 (US$ 44,6 em 2005). Líder na produção brasileira de abacaxi e o 2º de melão e banana, o Ceará possui cerca de 300 produtores exportadores, distribuídos nos agropolos de Ibiapaba, Baixo Acaraú, Metropolitano, Baixo Jaguaribe, Centro-Sul e Cariri, num total de 70 municípios. Além do abacaxi, do melão e da banana, a fruticultura cearense se destaca na produção de melancia e manga. O valor bruto da produção somou R$ 389,6 milhões em 2005 (896,9 mil toneladas). O Nordeste tem como pontos fortes na fruticultura as condições climáticas e a logística (mais próximo dos países europeus). Com seus diversos climas, o Nordeste, mosaico de ecologias díspares, com possibilidade de diversificar extremamente a produção, é uma terra de frutas perfumadas, saborosas, coloridas e magníficas, disse Pimentel Gomes, engenheiro agrônomo, reproduzido por Taumaturgo de Lucena Torres, geólogo, em seu livro ´Ceará – virando a página da história´, Fortaleza: INESP, 2001 (Diário do Nordeste, Fortaleza, 19 ago. 2006, Negócios, p. 1).

13. A agroenergia poderá garantir a segurança de abastecimento de combustível. A humanidade não pode depender de um produto fóssil, finito, mal distribuído e com exploração concentrada. O Brasil tem vantagens competitivas reais na agroenergia. Podemos dobrar a produção de etanol por hectare. Clima e logística dão 50% de chances. Os outros 50% são tecnologia e gestão. A terra não é mais relevante. Um projeto em terra com baixa produtividade determinará a quebra do empresário, avalia Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, em fase de lançamento de fundo de investimento para financiamento de projetos de álcool e biodiesel (Dinheiro Rural, São Paulo: Ed. Três, n. 25, nov. 2006, p. 74).

14. O biodiesel pode ser produzido com o óleo extraído dos grãos (soja, mamona, dendê, algodão, girassol ou palma) ou com a gordura animal (sebo). O óleo vegetal ou o sebo passa por processo industrial para adquirir estrutura química semelhante à do óleo diesel (na usina, junta-se ao etanol, proveniente de cana-de-açúcar, ou metanol). O biodiesel será misturado ao diesel de petróleo na proporção de 2% (em 2008) e de 5% (2013). A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um centro de pesquisa específico para a agroenergia, a Embrapa Agroenergia (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 nov. 2006, p. B6).

15. A pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis pode ser o eixo de uma parceria nova e mais forte entre o Brasil e os EUA, segundo Nicholas Burns, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos. O objetivo da parceria é criar um mercado global para o etanol e reduzir a dependência do petróleo, produzido por países com os quais os EUA têm relação conflituosa, como Venezuela e Irã (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 fev. 2007, p.A1).

16. Nos EUA, o presidente Bush lançou em 2007 um programa de energia para a redução de 20% no total do consumo da gasolina, e 75% dessa economia deverá vir do etanol. A maior parte do etanol produzido vem do milho. O Brasil conseguiu exportar 1,6 bilhão de litros de etanol para os EUA em 2006, seis vezes o total de 2005 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 fev. 2007, p.B8).

17. O agronegócio é o mais importante setor econômico do Brasil: é igual a 29% do PIB, gera 37% de todos os empregos e responde por 36% das exportações e por 92% do saldo da balança comercial. O agronegócio corresponde à soma das cadeias produtivas, divididas em três capítulos: 1º) antes da porteira (insumos e serviços indispensáveis à produção rural, como a pesquisa científica, extensão rural, fertilizantes, defensivos, corretivos, sementes, máquinas e equipamentos, crédito, seguro rural, etc.); 2º) dentro das fazendas (plantio, tratos culturais e colheita); e 3º) depois da porteira (transporte da produção, armazenagem, industrialização, embalagem, distribuição e comércio interno ou externo). O centro de tudo é o produtor rural, de qualquer tamanho, do familiar ao empresarial, assinala Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, presidente do Conselho Superior de Agronegócio da Fiesp (Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 jun. 2007, p. B2).

18. No Ceará, as exportações de frutas e flores geraram US$ 50 milhões em 2006, a metade do valor previsto para 2010. Dos 150 mil hectares potencialmente irrigáveis, o agronegócio cearense utiliza apenas 30 mil para a produção de frutas e flores, dos quais só 5 mil estão tecnificados, ou seja, há o emprego de tecnologia de ponta, mediante o uso mínimo de água, a chegar ao pé da planta por gotejamento, disse Egídio Serpa (Diário do Nordeste, Fortaleza, 09 jun. 2007, Negócios, p. 2)

19. O Plano de Safra 2007/08, iniciado em 01 jul. 2007, terá recursos de R$ 58 bilhões para o seu financiamento das atividades rurais (Valor, São Paulo, 21 jun. 2007, p. B12).

20. O mundo tem hoje duas zonas de crescimento econômico (fenômeno chamado de deslocamento): 1ª) uma vinculada à economia dos EUA (México e outros países satélites), menos dinâmica; e 2ª) outra vinculada ao dinamismo chinês (Japão, Alemanha, Brasil, África do Sul, Austrália e países produtores de petróleo), com vigor crescente. Japão e Alemanha participam do crescimento chinês com a exportação de bens de capital, enquanto o Brasil com a exportação de produtos primários, analisa Luiz Carlos Mendonça de Barros (Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 jun. 2007, p. B2).

21. Em qualquer setor da economia, a tecnologia alavanca a competitividade das empresas. Sem tecnologia, não adianta gestão profissional, nem foco, nem volume de produção. A tecnologia reduz os custos e aumenta a qualidade e a produtividade. Coloca os produtos ao alcance do gosto e do bolso do consumidor dentro e fora do País. No Brasil, temos a melhor tecnologia tropical do planeta e ela nos transformou nos maiores exportadores mundiais de café, suco de laranja, açúcar, carne bovina, carne de frango, do complexo de soja, etanol e tabaco. Mas tecnologia agrícola é uma questão dinâmica. Se não investirmos, acabaremos ficando para trás, perdendo mercados, renda e saldo comercial. Infelizmente, nossos orçamentos (federai e estaduais) para a pesquisa agrícola estão aquém do necessário. O Brasil tem vantagens comparativas formidáveis no campo e não pode perdê-las por atraso tecnológico, incluindo a biotecnologia, propiciadora da redução de custos e aumento da competitividade, adverte Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp (Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 jul. 2007, p. B2).

22. Berço da cana-de-açúcar no Brasil, o Nordeste assiste à distância à explosão de investimentos em novos projetos para a produção do álcool. Enquanto no Centro-Sul surgem novas usinas (30, nos últimos dois anos), o Nordeste tem movimento inverso. Em Pernambuco, 18 fecharam as portas nos últimos 15 anos. Em Alagoas, 10 fecharam ou foram transferidas para o Sudeste ou Centro-Oeste. Na safra 89/90, o Nordeste produziu 60,47 milhões de toneladas de cana, ante 55,34 milhões na safra 2006/7. No mesmo período, a produção do Centro-Sul aumentou de 164 milhões para 372 milhões de toneladas. O Nordeste tem 12% da produção e 35% da mão-de-obra empregada, diz Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria de Pernambuco (Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 jul. 2007, p. B6).

23. Os agricultores, mesmo enfrentando, ano após ano, a concorrência desleal dos subsídios dos países ricos, fazem do Brasil um grande exportador de alimentos e fibras, gerador de empregos e de riquezas para todos (Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 jul. 2007, p. B2).