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ARTIGOS



MARCAS & RELACIONAMENTOS

As pedras encontradas na nascente de um rio são pedras toscas, pontiagudas, cheias de arestas.

As pedras encontradas na foz de um rio são pedras menos toscas, mais suaves, lisas.

Quanto mais longo o curso do rio, mais evidente é o fenômeno.

Carregadas pelo rio, as pedras atritam-se umas contra as outras.

Esse atrito desbasta as arestas e garante o polimento às pedras.

A mesma coisa acontece em nossas vidas.

As relações com as outras pessoas nos geram atritos.

Esses atritos nos transformam, nos lapidam e nos harmonizam uns com os outros.

Começamos a vida como grandes pedras, cheias de excessos.

A jornada da vida nos desbasta as arestas e nos faz perder os excessos.

Livres dos excessos, chegamos à nossa essência, como a grande pedra reduz-se ao diamante.

O tamanho diminui, mas o valor aumenta.

Ferir e ser ferido pelos atritos fazem parte da construção de nossa personalidade.

Os atritos nos dão forma e nos deixam marcas.

A nossa personalidade ganha as marcas de nossos relacionamentos.

Os relacionamentos nos moldam.

(*) Baseado no texto “Pedras no rio”, de Paulo Angelim.

VIDA DE CASAL

(CONSELHOS DE JOÃO DA EGA)

O homem deve ter durante o dia o sorriso de outras mulheres.

A mulher deve ter durante o dia a atenção de outros homens.

O homem e a mulher não devem passar o dia a observarem-se um no outro.

O homem e a mulher devem levar cada um a vibração do dia para a noite.

À noite, o homem e a mulher devem achar um encanto novo um no outro.

À noite, o homem e a mulher devem sentir um sabor renovado na repetição dos beijos.

ROMÂNTICOS & RACIONAIS

Românticos são indivíduos governados na vida pelos sentimentos.

Românticos não são indivíduos governados na vida pela razão.

Racionais são os indivíduos governados na vida pela razão.

Racionais não se desviam nunca na vida da razão.

Eles são inflexíveis, secos, hirtos, lógicos.

Eles são sem emoção até o fim.

Os racionais são os mais felizes, diz Carlos da Maia.

Os racionais não são os mais felizes, pondera João da Ega.

Por fora, à vista, são desconsoladores.

Por dentro, para eles mesmos, são talvez desconsolados.

A MENTE

A mente humana é parte do intelecto infinito de Deus, afirmou Baruch de Espinosa (1632 – 77).

Todos compartilhamos desse privilégio, apesar de imperfeitos pelas paixões.

A mente sempre deve ser aberta a uma nova idéia.

A mente, quando recepciona uma nova idéia, jamais volta ao seu tamanho original.

FELICIDADE

A felicidade é como a estrela polar para o navegante. A estrela polar é só uma referência, é só uma utopia. O navegante sabe não poder chegar à estrela polar. A sabedoria não está em recusar o horizonte e aquietar-se. A sabedoria está em saber ser sua pessoa um ser de busca e não de encontro (Kant, filósofo, 1724-1804).

A felicidade é renunciar ao ego e à ânsia pelas coisas deste mundo (budistas).

A felicidade é superar os conflitos de opinião e suspender o juízo sobre todas as coisas; a certeza é impossível (céticos).

A felicidade é arquivar a angústia da morte; não há mais matéria nem sensação com a morte (epicuristas).

A felicidade é anular todas as paixões e fortalecer a vontade; o estado máximo de sabedoria (ataraxia) é a ausência de perturbações (estoicistas).

A felicidade é adequar os impulsos sexuais à vida civilizada e fingir ser a felicidade possível; o princípio do prazer impele-nos a ser feliz, mas a sociedade o bloqueia (freudianos).

A felicidade é nada desejar e nada recear; é não se abandonar a uma esperança, nem a um desapontamento; é tudo aceitar: deixar vir e deixar fugir; é não ter apetites, mas também evitar contrariedades (fatalismo muçulmano).