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ARTIGOS



ÉTICA & EMPRESA VÁLIDA

A ética é a base para a construção de relações duradouras. A ética, assim como o lucro, deve ser uma premissa para as empresas. Uma premissa e não um objetivo. A ética e o lucro são como o oxigênio para as pessoas. Precisamos do oxigênio para viver, mas respirar não é nosso objetivo de vida. Essa idéia norteia o conceito de empresa válida, desenvolvido pela Escola de Marketing Industrial (Gazeta Mercantil, São Paulo, 06 out. 2005, p. C-8).

A empresa válida não atua apenas como um agente econômico, mas também como um agente do desenvolvimento social e de criação de riquezas. Significa preservar o patrimônio interno e externo, estar continuamente preocupada em criar utilidades para a satisfação de seus clientes, manter e desenvolver seus patrimônios humano, cultural, tecnológico, econômico e material. A empresa válida constrói uma cadeia de valor, faz coisas genuínas e autênticas, cria prosperidade entre todos os agentes da cadeia produtiva e estabelece relações significativas. Isso tudo corresponde à responsabilidade social da empresa, decorrência natural de sua atividade econômica (id.).

São oito os princípios e conceitos de como dirigir uma empresa válida, de acordo com a Escola de Marketing Industrial:

1) criar produtos de valor (utilidades);

2) criar e manter clientes satisfeitos;

3) promover a capacidade de evolução deliberada;

4) atrair, desenvolver e manter talentos;

5) construir e manter relações significativas;

6) usar os recursos produtivamente;

7) praticar princípios de conduta aceitos pela sociedade;

8) obter um lucro admirável e merecido perante a sociedade (id.).

Colocar em prática o conceito de ética nas relações corporativas não é uma tarefa fácil, conforme pesquisa realizada pela Dow Brasil envolvendo 250 pessoas instadas a responder sigilosamente sobre questões definidas como dilemas éticos. Das pessoas pesquisadas, 36% fechariam contrato com um amigo do gerente, mesmo se esse amigo oferecesse um preço menor por meio de concorrência desleal; 33% não agiriam se vissem um funcionário ser favorecido por uma relação afetiva mais próxima com seu supervisor; e 90% liberariam uma informação confidencial a um amigo para protegê-lo ou beneficiá-lo (id.).

Honestidade, confiança e integridade trazem a lealdade dos clientes, afirma Geraldo Barbosa, presidente da Becton, Dickinson and Company (BD) para o Brasil e para a América do Sul (id.).

A governança corporativa gira em torno de quatro conceitos, todos interligados: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade. Mas nenhum deles pode ganhar consistência prática sem o sólido alicerce dos valores éticos, diz Emerson Kapaz, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial. Os valores éticos são a fonte da acumulação de forças indispensáveis para a entrada num novo período no qual práticas escusas sejam rechaçadas e contrapostas por outras saudáveis e úteis à sociedade, acrescenta ele (Gazeta Mercantil, São Paulo, 17 out. 2005, p. B-3).

O Brasil está em 5º lugar na América Latina em ética nos negócios, superado pelo Chile, México, Argentina e Peru, de acordo com a Management & Excellence (M&E), de Madri. A ética é crucial para os empresários terem confiança num sistema, adverte a M&E (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 set. 2005, p. B6).

O ato é moralmente bom quando supõe ao mesmo tempo a bondade do objeto, do fim (o fim não justifica os meios) e das circunstâncias (“Pergunta 368” in “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”, Edições Loyola).